O Álvaro Alberto, primeiro submarino de propulsão nuclear da América Latina, está em construção em Itaguaí, com lançamento estimado para 2037. Em 30 de junho de 2026, a Marinha do Brasil apresentou à ANSN estudos de contenção de encostas da base que fará a troca de combustível nuclear do submarino.
A Marinha do Brasil está construindo no Complexo Naval de Itaguaí, no Rio de Janeiro, o SN-BR Álvaro Alberto (SN-10), primeiro submarino de propulsão nuclear da América Latina. No mesmo complexo, a Força prepara o Complexo de Manutenção Especializada (CME), instalação que fará, em sua rotina, a troca do combustível nuclear do submarino.
Os dados sobre o cronograma e o orçamento do Álvaro Alberto foram publicados pelo site argentino redcastrense.com.ar. As informações sobre o CME foram divulgadas pela Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) em 1º de julho de 2026, depois de uma reunião técnica com a Marinha realizada no dia 30 de junho.
Álvaro Alberto faz parte do Programa de Desenvolvimento de Submarinos

O Álvaro Alberto integra o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB), da Marinha do Brasil. Segundo o redcastrense.com.ar, o projeto tornaria a Força uma marinha superior no Atlântico Sul, caso seja concluído com sucesso.
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O submarino é identificado pelas siglas SN-BR e SN-10.
Primeiro corte do casco foi feito em junho de 2024
A construção do submarino de propulsão nuclear começou com o primeiro corte da chapa do casco, em junho de 2024, de acordo com o site argentino.
A próxima etapa é a quilha, prevista para 2027.
Lançamento do submarino está estimado para 2037
O lançamento do Álvaro Alberto está estimado para 2037. A entrada em serviço deve ocorrer por volta dessa data ou logo depois, segundo a publicação.
O cronograma depende do orçamento, que o site aponta como um desafio para o programa.
Marinha pediu R$ 1 bilhão a mais em 2026 para evitar atrasos
A Marinha do Brasil solicitou um adicional de R$ 1 bilhão em 2026 para evitar atrasos no projeto, de acordo com o redcastrense.com.ar.
O texto argentino conclui que o desafio agora é superar os obstáculos orçamentários e técnicos para que o submarino deixe o papel.
Submarino nuclear se diferencia da classe Riachuelo
Os submarinos da classe Riachuelo, já em serviço ou em fase de testes, são convencionais, com propulsão diesel-elétrica. Um submarino de propulsão nuclear, segundo a publicação, oferece alcance praticamente ilimitado e maior velocidade submersa.
O site cita ainda furtividade aprimorada e mais capacidade de patrulha em águas profundas.
Amazônia Azul, rotas e petróleo e gás entram na conta
Segundo o redcastrense.com.ar, o submarino permitiria ao Brasil controlar com mais eficiência sua Zona Econômica Exclusiva, a chamada Amazônia Azul. Também ajudaria a proteger rotas de navegação e recursos offshore, como petróleo e gás.
Outro ganho apontado é a redução dos tempos de resposta no Atlântico Sul.
Três submarinos nucleares reduziriam deslocamento de 15 para 4 dias
Autoridades da Marinha brasileira propuseram a construção de três submarinos nucleares no futuro, para manter presença contínua no mar, segundo o site.
Com essa frota, o tempo de deslocamento até áreas críticas cairia de 15 dias para 4 dias.
Brasil entraria no grupo de seis países com submarino nuclear de ataque
Se o projeto for bem-sucedido, o Brasil vai se juntar ao grupo de países capazes de operar submarinos de ataque movidos a energia nuclear. Hoje fazem parte dele Estados Unidos, Rússia, China, França, Reino Unido e Índia, conforme a publicação.
O site ressalta que o país não busca armas atômicas, mas propulsão nuclear sob supervisão internacional.
Base de Itaguaí fará a troca de combustível nuclear
O Complexo de Manutenção Especializada fica no Complexo Naval de Itaguaí (CNI), na Ilha da Madeira. Segundo a ANSN, a instalação conta com um forte esquema de segurança e vai servir de base ao futuro submarino de propulsão nuclear convencionalmente armado.
A troca de combustível nuclear do submarino fará parte da rotina do CME, de acordo com a Autoridade.
Reunião técnica com a ANSN foi realizada em Botafogo
O encontro entre a ANSN, a Marinha do Brasil e empresas contratadas pela Força aconteceu no auditório Carneiro Felippe, no bairro de Botafogo.
A reunião foi promovida pela Coordenação-Geral de Reatores (CGRE) da ANSN, conduzida pelo coordenador-geral do setor, Daniel Palma.
Três frentes técnicas da Autoridade acompanharam a apresentação
Ciro Maestre y Dutra, coordenador da Divisão de Ensaios e Materiais (DIEMA), e Lays Dhyppolito, coordenadora da Divisão de Indústria do Ciclo do Combustível (DICIC), participaram do encontro.
Servidores que integram o GT-CIVIL da Autoridade completaram a equipe.
Estudos preveem cortes e contenções nas encostas de Itaguaí
Durante a reunião, foram apresentados estudos feitos recentemente no local para projetar cortes e contenções nas encostas próximas ao complexo em Itaguaí.
Segundo a ANSN, o objetivo é garantir que um eventual colapso de encosta não atinja as instalações nucleares, onde será feita a troca de combustível nuclear.
Daniel Palma diz que conversas economizam meses de documentação
Ao fim do evento, o coordenador-geral de Reatores da ANSN, Daniel Palma, destacou que encontros como esse aceleram os assuntos em análise.
“A cada conversa dessa, nós sanamos dúvidas e economizamos meses de discussão em idas e vindas de documentação técnica, então, é de fato uma boa prática, pois muitas vezes, quando chega um relatório, nós sentamos para analisar e levamos um tempo que poderia ser resolvido com uma conversa. Hoje foi um dia importante também por isso, para que essa prática interinstitucional permaneça”, afirmou.
Nova reunião sobre a base deve ser marcada em até 30 dias
A ANSN e a Marinha do Brasil combinaram um novo encontro sobre as encostas do CME, que será marcado em até 30 dias, segundo a Autoridade.
Enquanto isso, o Álvaro Alberto segue com a quilha prevista para 2027 e o lançamento estimado para 2037.
Para você, o Brasil deve manter o investimento no Álvaro Alberto mesmo com o desafio do orçamento, ou o programa deveria ser revisto? Deixe sua opinião nos comentários.
