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Bradesco, Itaú e Santander aumentam juros do financiamento imobiliário, com taxas chegando a 15% ao ano mais TR, enquanto Caixa não informa se também fará reajuste

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Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges Publicado em 30/10/2026 às 10:49
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Bradesco, Itaú e Santander elevam juros do financiamento imobiliário em outubro de 2026. Taxas chegam a 15% ao ano mais TR; Caixa não anuncia reajuste.
Bradesco, Itaú e Santander elevam juros do financiamento imobiliário em outubro de 2026. Taxas chegam a 15% ao ano mais TR; Caixa não anuncia reajuste.
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Bradesco, Itaú e Santander elevaram taxas de financiamento imobiliário em outubro de 2026, com o Bradesco chegando a 15% ao ano mais TR. Os bancos citam juros futuros mais altos. A Caixa não comentou possíveis reajustes, enquanto especialistas recomendam comparar propostas, encargos totais e sistemas de amortização antes de contratar.

Os bancos Bradesco, Itaú e Santander aumentaram as taxas de financiamento imobiliário nos últimos dias de outubro de 2026, encarecendo as condições oferecidas a quem pretende comprar uma casa ou apartamento financiado. No Bradesco, a taxa principal passou de 11,99% para 15% ao ano mais a Taxa Referencial (TR). O Itaú reajustou sua taxa mínima para 12,95% ao ano, enquanto o Santander passou a oferecer operações a partir de 12,49% ao ano mais TR.

As informações foram publicadas pelo g1. Os três bancos atribuíram os reajustes, de maneira geral, ao aumento dos juros futuros, que influenciam o custo dos financiamentos de longo prazo. A Caixa Econômica Federal, líder nas contratações para aquisição de imóveis, não informou se também modificará suas taxas.

Bradesco elevou taxa principal de 11,99% para 15% ao ano mais TR

Bradesco, Itaú e Santander elevam juros do financiamento imobiliário em outubro de 2026. Taxas chegam a 15% ao ano mais TR; Caixa não anuncia reajuste.
Bradesco, Itaú e Santander elevam juros do financiamento imobiliário em outubro de 2026. Taxas chegam a 15% ao ano mais TR; Caixa não anuncia reajuste.

O Bradesco apresentou uma das alterações mais expressivas entre as condições divulgadas pelos bancos privados.

A taxa principal do financiamento imobiliário passou de 11,99% ao ano mais TR para 15% ao ano mais TR, conforme comunicado enviado pela instituição a parceiros comerciais e obtido pelo g1.

A nova tabela entrou em vigor na segunda-feira, 26 de outubro de 2026. A instituição não detalhou publicamente a variação das taxas, mas confirmou a atualização dos percentuais máximos de suas linhas de crédito imobiliário.

Clientes Private do Bradesco passaram a ter taxa de 13,60% mais TR

O reajuste também atingiu o segmento Private, destinado a clientes atendidos por essa categoria de relacionamento bancário.

Nesse grupo, a taxa passou de 11,70% para 13,60% ao ano, acrescida da TR.

O Bradesco explicou que as condições finais dependem de uma avaliação individual, que considera tanto o perfil do cliente quanto as características da operação.

A instituição afirmou ainda que continua oferecendo condições consideradas competitivas e mantendo sua atuação no mercado imobiliário.

Itaú reajustou financiamento imobiliário para taxa mínima de 12,95% ao ano

Bradesco, Itaú e Santander elevam juros do financiamento imobiliário em outubro de 2026. Taxas chegam a 15% ao ano mais TR; Caixa não anuncia reajuste.
Bradesco, Itaú e Santander elevam juros do financiamento imobiliário em outubro de 2026. Taxas chegam a 15% ao ano mais TR; Caixa não anuncia reajuste.

O Itaú Unibanco também anunciou mudanças nas condições de crédito para aquisição de imóveis.

A partir de quinta-feira, 29 de outubro de 2026, a taxa mínima informada pela instituição passou a ser de 12,95% ao ano.

Um comunicado encaminhado aos parceiros comerciais detalhou condições diferentes conforme o perfil e o relacionamento do cliente com o banco.

As taxas variam entre os segmentos atendidos, o que torna necessário avaliar as condições específicas de cada proposta.

Itaú cobra a partir de 12,89% mais TR no Private e chega a 14,85% para não correntistas

Entre os percentuais apresentados pelo Itaú, o segmento Private possui taxa inicial de 12,89% ao ano mais TR.

Para clientes que não mantêm conta na instituição, a taxa pode chegar a 14,85% ao ano mais TR.

O banco relacionou os reajustes às oscilações recentes dos juros futuros, que afetam os custos de captação dos recursos utilizados nas operações imobiliárias.

Segundo o Itaú, a atualização acompanha essas condições de mercado e busca manter a sustentabilidade das operações. A instituição também informou que continua considerando o perfil e o relacionamento dos clientes na definição das propostas.

Santander aumentou taxa inicial de 11,69% para 12,49% mais TR

Bradesco, Itaú e Santander elevam juros do financiamento imobiliário em outubro de 2026. Taxas chegam a 15% ao ano mais TR; Caixa não anuncia reajuste.
Bradesco, Itaú e Santander elevam juros do financiamento imobiliário em outubro de 2026. Taxas chegam a 15% ao ano mais TR; Caixa não anuncia reajuste.

O Santander modificou suas condições de financiamento imobiliário a partir de sexta-feira, 30 de outubro de 2026.

Antes da alteração, era possível encontrar operações com taxas de 11,69% ao ano mais TR.

Com a nova tabela, os financiamentos passaram a ser oferecidos com juros a partir de 12,49% ao ano mais TR.

O Santander informou que acompanha regularmente os indicadores econômicos e as condições do mercado imobiliário, além de realizar avaliações contínuas de seus produtos de crédito.

Bradesco, Itaú e Santander responderam por 55% do valor financiado até setembro

Os reajustes atingem instituições com participação relevante no financiamento de imóveis no Brasil.

Segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Bradesco, Itaú e Santander responderam, juntos, por aproximadamente 55% do valor financiado para aquisição de imóveis entre janeiro e setembro de 2026.

O percentual considera o montante financeiro contratado no período, não a quantidade de imóveis adquiridos.

A participação dos três bancos ajuda a dimensionar o alcance das alterações anunciadas para o mercado de crédito imobiliário.

Caixa Econômica Federal não informou se também aumentará suas taxas

A Caixa Econômica Federal, que lidera as contratações destinadas à compra de imóveis, não anunciou um reajuste semelhante no momento da publicação da reportagem.

Procurado pelo g1, o banco informou que estava em período de silêncio anterior à divulgação de seu balanço financeiro.

Por esse motivo, a Caixa não se manifestou sobre a possibilidade de alterar suas taxas de financiamento imobiliário.

A ausência de manifestação não significa que a instituição tenha decidido manter os percentuais atuais de forma permanente. Também não representa confirmação de um aumento futuro.

Juros futuros de cinco anos subiram de 12,87% para 15,39% após as eleições

Os bancos privados apontaram a alta dos juros futuros como um dos principais motivos das mudanças.

O rendimento dos títulos brasileiros com prazo de cinco anos, por exemplo, passou de 12,87% para 15,39% após as eleições, um aumento de 2,52 pontos percentuais.

Os juros futuros representam as expectativas do mercado para o comportamento das taxas de juros nos meses ou anos seguintes.

Essas projeções são influenciadas por fatores como inflação, situação das contas públicas e perspectivas para a atividade econômica.

Por isso, os juros futuros podem aumentar mesmo quando a taxa básica de juros do país apresenta trajetória de redução.

Selic estava em queda, mas bancos elevaram o custo do financiamento

A diferença entre o comportamento da Selic e as taxas imobiliárias chamou a atenção da advogada Daniele Akamine, especialista em mercado imobiliário.

A taxa básica de juros estava em trajetória de queda e havia registrado, em setembro, sua quinta redução consecutiva.

Apesar desse movimento, as instituições financeiras decidiram elevar o custo de determinados financiamentos.

Akamine explicou que o crédito imobiliário envolve contratos de longo prazo. Por esse motivo, os bancos consideram as taxas futuras para avaliar os riscos e os custos de suas operações.

A especialista classificou os aumentos como surpreendentes, sobretudo pela dimensão dos reajustes.

Especialista aponta reajuste superior a 3% ao ano para a maioria dos clientes

Daniele Akamine destacou que o tamanho das alterações representa um dos principais pontos de atenção para quem pretende financiar um imóvel.

Na avaliação da advogada, os reajustes ficaram acima de 3% ao ano para a maioria dos clientes.

O aumento dos juros pode elevar o valor das prestações e reduzir a quantia que uma família consegue financiar com sua renda.

Essa mudança também pode afetar o poder de compra, já que o financiamento pode exigir um comprometimento mensal maior para a aquisição do mesmo imóvel.

O impacto exato depende das características do contrato, incluindo valor financiado, prazo, taxa contratada e sistema de amortização.

Custo Efetivo Total deve ser comparado antes da contratação

A recomendação de Daniele Akamine é comparar propostas de diferentes instituições antes de fechar um financiamento imobiliário.

A especialista ressalta que o consumidor não deve considerar apenas a taxa de juros anunciada.

O Custo Efetivo Total (CET) é um dos principais indicadores para essa comparação, porque reúne os diferentes encargos envolvidos na operação.

O CET inclui juros, correção pela Taxa Referencial, seguros obrigatórios, tarifas e outros custos associados ao contrato.

Duas propostas que apresentam taxas de juros semelhantes podem resultar em valores finais diferentes quando todos os encargos são considerados.

Financiamento corrigido pela TR e contrato atrelado ao IPCA têm diferenças

Outro ponto que merece atenção é o índice utilizado para atualizar o financiamento ao longo do contrato.

Segundo Akamine, a maioria das operações imobiliárias brasileiras utiliza a Taxa Referencial (TR) como indexador.

Também existem linhas de financiamento corrigidas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

A especialista explica que contratos vinculados ao IPCA costumam apresentar taxas de juros menores, o que pode torná-los aparentemente mais atraentes.

Entretanto, a comparação precisa considerar o índice de correção aplicado durante o financiamento, e não apenas os juros inicialmente oferecidos.

Sistema SAC começa com parcelas maiores e valores que diminuem ao longo do tempo

O sistema de amortização também influencia o comportamento das prestações.

No Sistema de Amortização Constante (SAC), a parcela inicial é maior e os valores diminuem ao longo do contrato, conforme a explicação apresentada pela especialista.

A amortização corresponde à redução gradual do saldo devedor, realizada por meio dos pagamentos efetuados pelo cliente.

A escolha desse sistema interfere na distribuição dos valores pagos ao longo do financiamento, sendo um dos elementos que precisam entrar na comparação entre propostas.

Tabela Price mantém prestação fixa, mas pode resultar em maior custo total

A Tabela Price apresenta uma estrutura de pagamento diferente daquela utilizada no SAC.

Segundo Daniele Akamine, nesse sistema a prestação é fixa, enquanto no SAC os valores começam maiores e diminuem ao longo do tempo.

A especialista observa que, quando os dois modelos são comparados em condições equivalentes e pelo mesmo prazo, o valor total pago no sistema Price costuma ser maior.

A comparação entre as modalidades deve considerar as características do contrato, incluindo juros, atualização monetária e demais encargos.

Novas taxas já estão em vigor nos três bancos privados

Os reajustes anunciados pelos bancos passaram a valer em datas diferentes na última semana de outubro de 2026.

O Bradesco iniciou sua nova tabela em 26 de outubro, com a taxa principal de 15% ao ano mais TR. O Itaú passou a aplicar suas condições atualizadas em 29 de outubro, enquanto o Santander iniciou a nova oferta de taxas em 30 de outubro.

A Caixa Econômica Federal não informou, até a publicação da reportagem de referência, se também pretende alterar seus percentuais.

Para quem está negociando a compra de um imóvel, a orientação da especialista é comparar as simulações, verificar o Custo Efetivo Total, observar o índice de correção e analisar o sistema de amortização antes de assinar o contrato.

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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