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Blindado nacional de 18 toneladas que anda na terra e na água vira “fortaleza móvel” do Exército: veículo 6×6 Guarani resiste a minas, atravessa rios com hélices, leva 11 soldados sob blindagem antiexplosão e começa a se tornar a nova espinha dorsal da infantaria brasileira

Escrito por Ana Alice
Publicado em 28/02/2026 às 18:37
Assista o vídeoConheça o VBTP-MR Guarani, blindado 6x6 anfíbio de 18 t do Exército, com casco em V, proteção antimina e estação REMAX.
Conheça o VBTP-MR Guarani, blindado 6×6 anfíbio de 18 t do Exército, com casco em V, proteção antimina e estação REMAX.
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O VBTP-MR Guarani ganhou espaço na infantaria mecanizada ao reunir mobilidade em estrada, capacidade anfíbia e foco em proteção contra minas. A plataforma nacional também integra armamento remoto e mira padronizar diferentes versões operacionais usadas pelo Exército.

O Exército Brasileiro consolidou nos últimos anos a adoção do VBTP-MR Guarani, blindado sobre rodas projetado para transporte de tropas com mobilidade em estrada, desempenho em terreno irregular e capacidade anfíbia.

Em materiais públicos sobre o programa, o veículo aparece com peso na faixa de 18 toneladas em configuração operacional, podendo variar conforme equipamentos e kits de blindagem instalados.

A proposta do Guarani é substituir gradualmente viaturas mais antigas e padronizar a base da infantaria mecanizada em uma plataforma nacional, produzida em parceria industrial com a Iveco Defence Vehicles.

O desenho prioriza a sobrevivência da guarnição e a manutenção do ritmo de manobra, incluindo travessias de rios e áreas alagadas sem depender, necessariamente, de pontes ou embarcações de apoio.

Mobilidade do Guarani em estrada e tração 6×6

Do ponto de vista mecânico, descrições técnicas de referência apontam que o Guarani opera com tração 6×6 e motor FPT Cursor 9, com potência citada de 383 cv.

A velocidade máxima em rodovias é divulgada em torno de 110 km/h, dado apresentado em fichas e publicações técnicas sobre o modelo.

Em terrenos não pavimentados, a plataforma foi concebida para manter capacidade de deslocamento em superfícies comuns no país, como areia, lama e trechos de terra batida.

Fontes abertas também descrevem que o projeto buscou aproveitar componentes com cadeia de manutenção já estabelecida no setor automotivo, como forma de reduzir complexidade logística.

A característica anfíbia é tratada como parte do conceito desde a origem.

Registros públicos sobre o veículo descrevem duas hélices traseiras para propulsão aquática, acionadas por sistema específico do próprio veículo.

Nessas descrições, a velocidade na água costuma aparecer na ordem de 9 a 10 km/h, dependendo das condições de navegação.

Proteção antimina e casco em V do VBTP-MR Guarani

No pacote de proteção, o Guarani é frequentemente apresentado como um blindado com foco em ameaças como minas e explosivos improvisados.

Documentos e descrições técnicas associam essa proteção ao casco em formato de V, solução adotada para reduzir o impacto direto de uma explosão sob o veículo ao desviar parte da onda de choque para as laterais.

Materiais técnicos e referências públicas sobre o programa citam resistência a minas na faixa equivalente a até 6 kg de explosivo, em parâmetros associados à proteção antimina da categoria do veículo.

Como ocorre em projetos desse tipo, o desempenho depende do cenário de emprego e do ponto de detonação, e as referências costumam apresentar esses valores dentro de critérios de ensaio e especificação.

Também aparecem, em descrições do sistema, soluções internas para reduzir danos à tropa.

Entre elas, estão os assentos com fixação e absorção de energia para diminuir a transferência de impacto ao corpo em explosões sob o assoalho.

Outras camadas, como revestimento interno para retenção de estilhaços, são citadas em materiais sobre veículos blindados com esse perfil, sempre como parte de um conjunto que busca aumentar as chances de sobrevivência da guarnição.

Ao mesmo tempo, o veículo adota a ideia de blindagem modular, citada em fontes de referência como possibilidade de adaptação do nível de proteção conforme o ambiente operacional.

Estação REMAX e armas controladas remotamente

A viatura foi projetada para transportar tropas e, ao mesmo tempo, operar com armamento sem expor o atirador.

Nesse contexto, a estação REMAX é apontada em materiais de fabricantes e publicações especializadas como um sistema de armas remotamente controlado, estabilizado e operado por um militar protegido no interior do blindado.

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De acordo com descrições do próprio setor, a REMAX foi desenvolvida a partir de requisitos do Exército, em parceria com o Centro Tecnológico do Exército e com participação da indústria nacional.

Essas mesmas descrições indicam compatibilidade com metralhadoras 7,62 mm e 12,7 mm (.50), além de recursos voltados à observação e ao tiro em condições de baixa visibilidade, conforme a configuração instalada.

Na prática, a adoção de armamento remoto é apresentada por fontes técnicas como um ganho operacional porque reduz a exposição do operador, especialmente em ambientes onde a ameaça pode incluir disparos de fuzil, estilhaços e ataques de oportunidade.

A estabilização também é citada como recurso para manter a mira com o veículo em movimento, dentro dos limites do sistema.

Capacidade de tropa e uso do Guarani em operações

A capacidade de transporte do Guarani é descrita em referências públicas como de 11 militares, considerando motorista, operador do armamento e integrantes do grupo transportado.

Essa lotação busca manter espaço para equipamentos individuais e favorecer o desembarque, com portas e escotilhas previstas no desenho.

O perfil de emprego associado ao veículo inclui patrulhamento, escolta e deslocamentos em áreas de fronteira, além de participação em exercícios e operações de apoio em diferentes regiões.

Em textos de divulgação e reportagens setoriais, o blindado aparece como apto a missões em que mobilidade e proteção precisam caminhar juntas, incluindo cenários com estradas precárias e obstáculos naturais como rios.

O termo “fortaleza móvel”, usado no título e comum em conteúdos de divulgação, costuma funcionar como uma metáfora para o conjunto de características do projeto, como proteção antimina, tração 6×6, anfibiedade e operação de armamento a partir do interior.

Em linguagem jornalística, essa expressão é tratada como apelido ou descrição recorrente, e não como classificação técnica formal.

Produção do Guarani, entregas e metas do programa

O Guarani se tornou, na prática, o principal blindado de transporte de pessoal sobre rodas em serviço no Exército em sua categoria, segundo registros públicos do programa e do volume de unidades já incorporadas.

Publicações especializadas e referências abertas indicam que o total entregue supera a casa de centenas de viaturas, número que ajuda a explicar por que o modelo passou a ser descrito como base da infantaria mecanizada.

Os números de longo prazo variam conforme a fonte e o recorte temporal, e aparecem em registros públicos como projeções e metas associadas a contratos e planejamentos.

Há referências que citam patamares acima de 1.500 unidades em horizontes plurianuais, além de menções a volumes superiores em projeções históricas do programa.

Em comunicação institucional sobre a entrega da unidade 300, o Ministério da Defesa registrou a continuidade do projeto e destacou que a família Guarani inclui versões além da de transporte de tropa.

Na mesma nota, o general Edson Henrique Ramires, então apresentado como gerente do projeto pelo Exército, afirmou: “Nós estamos pegando essa que é para o transporte de tropa e temos outras, que são as de Comando e Controle, de Comunicações, Porta-Morteiro e diversas que completam o sistema Brigada, módulo operacional adotado pelo Exército, que tem condições de combater com seus próprios meios”.

A citação reforça um ponto central do programa: a intenção de usar a mesma base para diferentes funções, o que tende a reduzir custos de treinamento e manutenção e a simplificar a logística de peças e suporte.

Ao mesmo tempo, a ampliação dessas versões depende de orçamento, calendário de compras e prioridades de modernização definidas para cada ciclo.

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José
José
02/03/2026 17:28

Até hoje não entendo porque na enchente de minas gerais que morreram centenas de pessoas o lula não mandou ou deu a ordem para o exército e a Marina usarem esses brindados . Ou falta de inteligência ou foi neguiligencia dele e dos generais das duas forças . E aí da falam em defender o país e em soberania . Uma piada isso sim .

Ana Alice

Redatora e analista de conteúdo. Escreve para o site Click Petróleo e Gás (CPG) desde 2024 e é especialista em criar textos sobre temas diversos como economia, empregos e forças armadas.

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