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Sem oficina sofisticada e usando madeira reaproveitada, baterias de celulares antigos e motor retirado da máquina de costura da mãe, adolescente de 17 anos em Gana constrói scooter elétrica movida a energia solar e ainda embute nela um alto-falante com rádio que ele mesmo projetou.

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Escrito por Valdemar Medeiros Publicado em 26/07/2026 às 12:51
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Foto: Reprodução/YT
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Adolescente de 17 anos em Gana construiu uma scooter elétrica solar com madeira reaproveitada, baterias de celulares antigos e motor de máquina de costura.

Em Accra, capital de Gana, o estudante Samuel Aboagye, então com 17 anos, chamou atenção ao construir uma scooter elétrica movida a energia solar usando materiais reaproveitados, ferramentas simples e peças retiradas de objetos já existentes.

O projeto ganhou repercussão internacional em 2021 depois que o jovem apareceu com uma scooter de madeira, painel solar, baterias recicladas e motor adaptado. Segundo reportagem da RideApart, Aboagye construiu a versão inicial principalmente com madeira reaproveitada, ferramentas manuais comuns, cerca de 10 baterias recicladas de celulares e um motor retirado da máquina de costura da mãe.

A criação chama atenção porque não nasceu dentro de uma montadora, laboratório ou oficina profissional. O veículo foi desenvolvido de forma artesanal, em um contexto de poucos recursos, e se tornou exemplo de inovação local baseada em reaproveitamento, energia limpa e improviso técnico.

A ideia surgiu diante da vontade de construir um veículo próprio

Samuel Aboagye já demonstrava interesse por engenharia e criação de objetos antes da scooter solar. Segundo a Wisconsin International University College, o jovem ganês ganhou repercussão nas redes sociais depois de apresentar sua scooter elétrica movida a energia solar e construída com madeira.

A história ganhou força porque o estudante não partiu de componentes sofisticados. Ele aproveitou materiais disponíveis ao seu redor e tentou transformar peças descartadas em um sistema funcional de mobilidade.

Adolescente de 17 anos em Gana construiu uma scooter elétrica solar com madeira reaproveitada, baterias de celulares antigos e motor de máquina de costura.
painel da bicicleta elétrica artesanal – reprodução/Youtube

De acordo com a YEN, Aboagye chegou a considerar a construção de um carro, mas acabou optando por uma scooter elétrica por limitações financeiras. A decisão tornou o projeto mais viável e permitiu que ele concentrasse os recursos em um veículo menor, mais leve e mais simples de montar.

Madeira reaproveitada virou a base do veículo

A RideApart informou que o jovem utilizou principalmente scrap wood, expressão usada para descrever restos de madeira ou madeira de reaproveitamento. A construção foi feita com ferramentas comuns, sem maquinário industrial especializado.

Em vez de comprar um chassi metálico pronto ou adaptar uma motocicleta industrial, Aboagye criou uma estrutura própria. A escolha da madeira dá ao veículo uma aparência incomum e reforça o contraste entre simplicidade material e ambição técnica.

O motor veio da máquina de costura da mãe

Um dos pontos mais fortes da história está no motor usado no projeto. Segundo a RideApart, Aboagye aproveitou um motor retirado da máquina de costura da própria mãe para mover a scooter elétrica.

Esse tipo de adaptação mostra o nível de improviso necessário para transformar peças domésticas em um sistema de tração.

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O reaproveitamento de um motor desse tipo não significa que a scooter tenha desempenho comparável ao de veículos elétricos comerciais.

A importância está no princípio: um componente feito para outra função foi integrado a um veículo artesanal e passou a cumprir papel dentro de um sistema de mobilidade experimental.

Esse tipo de solução é comum em protótipos de baixo custo. O inventor observa o que está disponível, entende a função da peça e tenta adaptá-la a uma nova aplicação.

Baterias de celulares antigos ajudaram a alimentar o sistema

Além do motor reaproveitado, o projeto também utilizou baterias retiradas de celulares antigos. A RideApart informou que a scooter usava cerca de 10 baterias recicladas de telefones celulares. Esse detalhe amplia o valor ambiental da criação, porque conecta mobilidade elétrica ao reaproveitamento de resíduos eletrônicos.

Baterias descartadas são um problema crescente em várias partes do mundo. Elas podem conter metais e compostos que exigem descarte adequado. Quando reaproveitadas em protótipos, tornam-se parte de uma segunda vida útil, ainda que em escala experimental.

No caso de Aboagye, as baterias ajudaram a formar o sistema de armazenamento de energia da scooter. O painel solar, por sua vez, aparece como fonte de recarga limpa para alimentar o conjunto.

O painel solar transformou a scooter em veículo de energia limpa

O elemento que tornou a scooter mais chamativa foi o uso de energia solar. A criação foi apresentada como uma scooter elétrica movida a energia solar, equipada com painel instalado na própria estrutura. Segundo a YEN, Aboagye afirmou ter escolhido a energia solar para reduzir carbono no ambiente.

Adolescente de 17 anos em Gana construiu uma scooter elétrica solar com madeira reaproveitada, baterias de celulares antigos e motor de máquina de costura.
Foto: Reprodução/YT

Em cidades africanas em crescimento, soluções de mobilidade de baixo custo podem ser relevantes quando combinam reaproveitamento de materiais, redução de combustível fóssil e criatividade local.

A scooter de Aboagye não deve ser tratada como produto industrial pronto, mas como protótipo artesanal que mostra uma direção possível: veículos pequenos, elétricos, recarregáveis por energia solar e montados a partir de componentes acessíveis.

A criação foi feita sem equipamentos industriais

O projeto se destaca porque não dependeu de uma cadeia tecnológica complexa. A RideApart destacou que Aboagye usou ferramentas manuais comuns e materiais reaproveitados.

A scooter nasceu de um processo de tentativa, adaptação e montagem. Cada componente precisou ser pensado dentro das limitações do que o jovem tinha à disposição.

Esse tipo de engenharia improvisada costuma ser menos precisa que a produção industrial, mas pode revelar soluções criativas para problemas locais. Em ambientes onde peças novas são caras ou difíceis de obter, reaproveitar materiais se torna parte da própria lógica de inovação.

A scooter ganhou rádio e conexão Bluetooth

Além do sistema de tração elétrica e do painel solar, a scooter também foi descrita em reportagens como equipada com recursos extras.

A YEN informou que o veículo tinha rádio e reproduzia música. Já a RTL Info descreveu a scooter como equipada com sensor Bluetooth, rádio e painel solar.

Esses elementos reforçam o caráter experimental do projeto. Aboagye não se limitou a fazer a scooter se mover. Ele também adicionou funcionalidades de conforto e entretenimento, aproximando o veículo de uma criação personalizada.

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Mesmo com acabamento artesanal, a scooter se tornou uma vitrine do que o estudante conseguia fazer com peças reaproveitadas e conhecimento prático.

O caso chamou atenção de professores e instituições

A trajetória de Samuel Aboagye também ganhou destaque pela reação de educadores e instituições. A RideApart citou o papel do professor de ciências do estudante e do youtuber Efo Selasi na divulgação do projeto. A reportagem afirma que ambos ajudaram o mundo a conhecer a scooter solar criada pelo jovem.

Em janeiro de 2022, a Wisconsin International University College, em Gana, informou que sua direção havia se reunido com Aboagye após a repercussão da invenção. A instituição declarou interesse em apoiar o jovem para desenvolver seu potencial.

O governo de Gana também foi citado na repercussão do caso

A repercussão do projeto chegou ao debate público em Gana. A Ghana Broadcasting Corporation informou que o professor David Sam Hagan confirmou que o ministro da Educação havia decidido apoiar Samuel Aboagye.

A reportagem também afirmou que o jovem já havia inventado outros itens a partir de materiais reciclados e que sua criação mais conhecida era a scooter elétrica solar feita de madeira.

A invenção expõe o peso do lixo eletrônico

A scooter de Aboagye também pode ser lida como uma resposta criativa ao problema do lixo eletrônico. Ao usar baterias de celulares antigos, o estudante mostrou como componentes descartados ainda podem ter utilidade em novos sistemas.

Pequenas baterias de celulares não foram projetadas originalmente para veículos, mas podem alimentar protótipos de baixa potência quando integradas em sistemas simples. No caso da scooter, elas ajudaram a tornar o projeto possível sem exigir a compra de um pacote de baterias novo e caro.

Energia solar aparece como alternativa de baixo custo

A escolha pela energia solar também tem relevância prática. Em países com alta incidência solar, painéis fotovoltaicos podem oferecer uma fonte de recarga descentralizada para pequenos dispositivos e veículos leves. A scooter de Aboagye aproveita essa lógica em escala artesanal.

A proposta não elimina todos os desafios. Um veículo solar pequeno depende da área do painel, da capacidade das baterias, do peso total, da eficiência do motor e das condições de insolação. Ainda assim, o protótipo mostra como a energia solar pode ser integrada a soluções simples de mobilidade.

O mérito da criação está menos em oferecer um produto final e mais em demonstrar uma possibilidade: usar a luz do Sol para alimentar um veículo construído com materiais reaproveitados.

Um projeto simples diante de um problema complexo

Mobilidade urbana, poluição e custo de transporte são desafios conectados. Em cidades como Accra, veículos movidos a combustíveis fósseis contribuem para emissões e poluição local. Ao mesmo tempo, veículos elétricos comerciais podem ser caros para grande parte da população.

A scooter de Aboagye não resolve sozinha esse problema. Mas mostra como soluções locais podem nascer de materiais acessíveis, conhecimento prático e energia renovável.

O projeto também funciona como símbolo de uma juventude que tenta criar tecnologia a partir de restrições, não de abundância. Em vez de esperar equipamentos caros, o estudante começou com madeira, baterias usadas, painel solar e um motor doméstico reaproveitado.

A invenção que transformou sucata em mobilidade elétrica

A scooter elétrica solar de Samuel Aboagye mostra como invenções de baixo custo podem carregar impacto simbólico muito maior que seu tamanho físico.

Aos 17 anos, o estudante de Gana construiu um veículo artesanal usando madeira reaproveitada, baterias de celulares antigos, motor de máquina de costura e painel solar.

O resultado foi uma scooter funcional, criada fora de oficinas industriais e divulgada como exemplo de criatividade africana aplicada à mobilidade limpa.

O projeto ganhou atenção de veículos internacionais, instituições de ensino e autoridades educacionais. Mais do que uma curiosidade tecnológica, tornou-se um caso de reaproveitamento de materiais, energia renovável e formação de jovens inventores.

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Valdemar Medeiros

Formado em Jornalismo e Marketing, é autor de mais de 20 mil artigos que já alcançaram milhões de leitores no Brasil e no exterior. Já escreveu para marcas e veículos como 99, Natura, O Boticário, CPG – Click Petróleo e Gás, Agência Raccon e outros. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras (empregabilidade e cursos), Economia e outros temas. Contato e sugestões de pauta: valdemarmedeiros4@gmail.com. Não aceitamos currículos!

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