Alfabetizada aos 85 anos, idosa conclui ensino médio aos 91, conquista bolsa integral e inicia graduação em Nutrição na Grande São Paulo, tornando-se símbolo de retomada educacional pela EJA e exemplo concreto de acesso tardio ao ensino superior no Brasil.
Aos 91 anos, Iolanda Ribeiro Conti entrou no curso de Nutrição da Universidade Guarulhos (UNG), na Grande São Paulo, depois de ganhar uma bolsa integral e de completar, já na velhice, um ciclo que começou com a alfabetização aos 85.
Moradora de Guarulhos, ela se tornou notícia ao concluir o ensino médio no fim de 2024, etapa finalizada pela Educação de Jovens e Adultos (EJA) e que abriu caminho para a chegada ao ensino superior, algo incomum na faixa dos 90.
Do caderno de alfabetização ao campus universitário
Nascida em Piranguçu, no Sul de Minas Gerais, Iolanda passou boa parte da vida sem escolarização regular, segundo relatos publicados em reportagens que reconstituem a infância e o período em que precisou trabalhar cedo, longe da sala de aula.
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Quando decidiu voltar a estudar, o recomeço ocorreu pela EJA, modalidade voltada a pessoas que não concluíram a educação básica no período esperado, e a rotina de aprendizagem incluiu desde os primeiros traços até a leitura e a escrita.
O marco inicial dessa virada foi aos 85 anos, idade em que ela começou a aprender a ler e a escrever, ainda com dificuldades básicas, como assinar o próprio nome, de acordo com relatos publicados sobre o caso.
A partir daí, a estudante avançou em etapas que costumam levar anos, concluindo o ensino fundamental em 2023 e chegando ao ensino médio no ano seguinte, sem interromper o plano de seguir com os estudos.
Formatura no ensino médio aos 91 anos

A cerimônia de conclusão do ensino médio, realizada em Guarulhos, deu visibilidade à trajetória e chamou atenção pelo contraste entre a figura de uma formanda nonagenária e a imagem mais comum de estudantes adolescentes nessa etapa escolar.
Reportagens sobre o evento registraram que a formatura ocorreu em 11 de dezembro de 2024 e que o percurso foi feito pela EJA, reforçando que o diploma representou um ponto de virada para alguém que havia ficado décadas fora da escola.
Com a exposição do caso, a sequência dos fatos passou a ser acompanhada como uma linha clara de conquistas, com alfabetização tardia, avanço escolar e a tentativa de transformar a continuidade dos estudos em um projeto concreto.
Nesse contexto, a ideia de cursar Nutrição deixou de ser apenas intenção declarada e passou a ser tratada, nas publicações, como o próximo passo esperado por quem terminou o ensino médio já planejando permanecer no ambiente educacional.
Bolsa integral e início do curso de Nutrição na UNG
Em fevereiro de 2025, Iolanda recebeu a notícia de que havia conquistado uma bolsa integral para cursar Nutrição na UNG, conforme registros publicados sobre a iniciativa e a organização feita para viabilizar a matrícula.
Ao comentar a conquista, ela afirmou: “Fiquei surpresa de ganhar a bolsa. Vou estudar todo dia”.
A entrada efetiva na graduação foi registrada em 17 de março de 2025, data apontada em reportagens que descrevem a recepção no primeiro dia, com acolhimento de professores e estudantes e a apresentação da nova aluna à comunidade acadêmica.
Além da presença em sala, o curso exige avaliações e atividades regulares, e a transição para a vida universitária significa lidar com conteúdos de base biológica e debates sobre alimentação e saúde, como se espera na formação em Nutrição.
Rotina universitária aos 91 anos
Relatos publicados sobre o cotidiano de Iolanda descrevem que as aulas ocorrem em formato híbrido, com encontros presenciais três vezes por semana e atividades remotas, o que demanda adaptação a tecnologias e a métodos distintos de acompanhamento.

Nesse processo, a filha, Vera Lúcia Ribeiro Conti, aparece como figura central de suporte, responsável por levar e buscar a mãe, além de ajudar na organização da rotina, segundo as informações divulgadas nas reportagens.
A própria família relatou que o desejo de estudar sempre esteve presente, e que a continuidade após o ensino médio aconteceu porque a estudante não quis encerrar o percurso justamente no momento em que se sentia mais confiante para avançar.
Em outra declaração registrada, Iolanda resumiu a emoção do início da graduação ao dizer: “Foi uma maravilha, eu fiquei muito contente”.
A convivência com colegas bem mais jovens também ganhou destaque nas matérias, tanto pela diferença de idade quanto pela interação cotidiana, com relatos de amizade e de acolhimento dentro da turma que acompanhou a chegada da caloura.
Ao falar sobre essa integração, a filha afirmou que a experiência pode ser troca para todos os lados, já que há estudantes recém-saídos do ensino médio dividindo espaço com alguém que carrega décadas de vivências fora do ambiente escolar.
Reconhecimento público e repercussão nacional
Depois do começo do curso, a trajetória também foi lembrada em espaços institucionais fora da universidade, com o registro de uma homenagem na Câmara Municipal de Guarulhos, em julho de 2025, segundo publicações sobre o caso.
Esse tipo de reconhecimento costuma aparecer ligado a histórias em que a educação é retomada mais tarde, especialmente quando há etapas claramente documentadas, como alfabetização, conclusão da educação básica e entrada em uma graduação.
Para além da visibilidade, a sequência de acontecimentos evidencia a existência de um caminho formal para quem se afastou da escola, com a EJA funcionando como porta de retorno e o ensino médio atuando como requisito para voos maiores.
Ao mesmo tempo, a história se sustenta porque não depende de metáforas, já que envolve sala de aula, material didático, horários e a obrigação de acompanhar disciplinas, elementos que mostram uma rotina real, e não apenas simbólica.
Com a repercussão da formatura e o início do curso de Nutrição com bolsa, a trajetória de Iolanda passou a ser citada como exemplo de alfabetização tardia que não termina na certificação, mas avança até o ensino superior.
Quantas pessoas que deixaram a escola cedo, por trabalho ou falta de acesso, ainda voltariam a estudar se enxergassem, com a mesma nitidez, que o caminho até a universidade pode começar com as primeiras letras?

Que modelo de superação! Parabéns! A meu ver nunca é tarde pra recomeçar
Ontem essa mesma imagem ilustração uma matéria onde o título era IDOSA DE 111 ANOS MORA SOZINHA. Hoje está 20 anos mais jovem. Quem escreve realmente não lê.
Provavelmente é fake