Propriedade em Mogi Mirim reúne casa avarandada, árvores frutíferas e espaços de lazer usados pelo sertanejo, que reduziu a rotina de grandes apresentações e mantém no campo a convivência com familiares, amigos e a música que marcou sua carreira.
Aos 86 anos, Milionário passa os dias em um sítio de Mogi Mirim, no interior de São Paulo, onde a rotina inclui pesca, contato com pequenos animais, convivência com familiares e encontros musicais mais reservados do que os grandes compromissos que marcaram sua trajetória nos palcos.
Uma reportagem publicada pelo Correio descreve a propriedade como o principal endereço do sertanejo e relaciona essa mudança de ritmo ao período posterior à morte de José Rico, parceiro com quem Milionário formou uma das duplas mais conhecidas da música sertaneja brasileira.
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A residência mantém características de uma moradia rural, com varanda voltada para as áreas externas e terreno ocupado por árvores frutíferas. Tanques destinados à pesca esportiva permitem que o cantor pratique dentro da própria propriedade uma atividade apontada pela reportagem como um de seus passatempos preferidos.
Pequenos animais também fazem parte do cotidiano no sítio, ao lado do pomar, dos tanques e dos espaços abertos. A propriedade funciona como residência e área de lazer, reunindo em um mesmo local atividades do campo, descanso e convivência com pessoas próximas.
Do palco às rodas de viola

A música continua presente nessa rotina, embora em escala diferente da vivida durante a carreira em dupla. Milionário recebe amigos para rodas informais de viola na propriedade, mantendo a prática musical em encontros privados que dividem espaço com a pesca, a família e os cuidados do ambiente rural.
Durante décadas, a rotina profissional do cantor esteve ligada a gravações, viagens e apresentações ao lado de José Rico. A vida no sítio representa uma mudança no cotidiano descrito pelo Correio, com menos compromissos de grande porte e maior permanência em Mogi Mirim.
Milionário e José Rico ficaram conhecidos como Os Gargantas de Ouro do Brasil e construíram um repertório associado a diferentes gerações de ouvintes do sertanejo. Entre as canções lembradas na trajetória da dupla estão Estrada da Vida, Vontade Dividida e Decida.
A identidade musical dos dois também ficou marcada por arranjos orquestrados e pela presença de trompetes, elementos que ajudaram a definir a sonoridade da dupla. No sítio, a música aparece em formato mais simples, concentrada nas rodas de viola realizadas com amigos.
José Rico morreu em 3 de março de 2015, aos 68 anos, em Americana, também no interior paulista. O UOL informou na época, com base em comunicado da assessoria da dupla, que o cantor havia sido internado com problemas de saúde e morreu após um infarto do miocárdio.
A morte encerrou uma parceria artística construída ao longo de décadas. No período seguinte, Milionário reduziu a rotina de grandes apresentações e passou a concentrar mais tempo no sítio, onde a música permaneceu presente sem a estrutura que acompanhava turnês e grandes palcos.
Pesca, pomar e vida no campo

A pesca esportiva ocupa espaço importante na organização da propriedade. Como os tanques fazem parte do terreno, o passatempo está integrado ao cotidiano do cantor e se soma ao contato com as áreas abertas, com os animais e com o pomar mantido ao redor da residência.
As árvores frutíferas reforçam a configuração rural do imóvel e dividem espaço com a casa avarandada. Esses elementos permitem que boa parte das atividades de lazer aconteça dentro do próprio sítio, sem separar residência e ambiente de descanso.
A propriedade também serve de ponto de encontro para familiares e amigos. Nessas ocasiões, as rodas de viola mantêm uma ligação direta com a trajetória profissional de Milionário, mas em um formato informal e incorporado à vida cotidiana no interior.
O Correio também relaciona essa fase aos cuidados de saúde do cantor. A reportagem informa que Milionário passou por procedimentos cardiológicos e encontrou no interior paulista um ambiente para conciliar acompanhamento médico, descanso e uma rotina menos intensa.
A presença da família completa esse cotidiano descrito pela reportagem. Os momentos de descanso acontecem em meio às áreas verdes e às estruturas simples da propriedade, enquanto amigos são recebidos para encontros que mantêm a viola próxima da vida diária do sertanejo.
Em Mogi Mirim, a rotina reúne atividades que podem ser realizadas sem deixar a propriedade, como a pesca nos tanques e o convívio nos espaços abertos. Esse arranjo mantém parte importante do lazer e da convivência cotidiana concentrada no próprio sítio.
Mesmo com a mudança de ritmo, a ligação de Milionário com a música não desapareceu. As rodas de viola preservam um espaço para essa atividade dentro da propriedade, agora associada principalmente à convivência com amigos em encontros informais.
Na fase descrita pelo Correio, o sítio também oferece o ambiente em que Milionário concilia os cuidados de saúde com a permanência perto da família, enquanto mantém atividades como a pesca e os encontros musicais dentro da própria propriedade.
