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Ao observar formigueiros no interior do México, um grupo afirma conseguir localizar água sem máquinas e nem mapas, levantando a pergunta incômoda se esses pequenos insetos sabem algo que os humanos continuam ignorando há décadas

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 09/02/2026 às 07:15
Atualizado em 09/02/2026 às 07:17
Assista o vídeoEm Durango, a busca por água usa formigueiros como referência: varillas e pêndulo orientam marcações que questionam por que um poço de 100 metros falhou e se aprofundar pode mudar o resultado.
Em Durango, a busca por água usa formigueiros como referência: varillas e pêndulo orientam marcações que questionam por que um poço de 100 metros falhou e se aprofundar pode mudar o resultado.
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Em Tomás Urbina, no interior de Durango, a busca por água sai do campo das máquinas e entra nos formigueiros: Dom Rafael Calderón lê pedras com metal, mede correntes com varillas e confirma profundidades com pêndulo, enquanto proprietários discutem um poço de 100 metros que falhou e pede mais perfuração

No ejido de Tomás Urbina, em Durango, um grupo chega para revisar um poço que já recebeu 100 metros de perfuração e, ainda assim, não sustentou água. A cena mistura tensão e curiosidade: o dono da área, Jesús Monroy, acompanha a visita, enquanto Armando Shoa relata a frustração de ver a água aparecer por pouco tempo e desaparecer.

O responsável pela leitura de terreno é Dom Rafael Calderón, que afirma identificar água a partir de formigueiros e de medições com varillas e pêndulo. O argumento central é simples e desconfortável: sem máquinas e sem mapas, os sinais estariam no chão, e o poço pode ter falhado por “errar” a corrente subterrânea, mesmo estando perto dela.

O poço de 100 metros e a dúvida que não fecha

O ponto de partida é um poço que teria sido perfurado até 100 metros e, segundo o relato local, chegou a soltar água por cerca de um minuto antes de “morrer”.

A equipe tenta transformar essa sensação difusa em diagnóstico: se a água é pouca, se a corrente se “reventou”, ou se a profundidade não alcançou a faixa certa.

Nesse contexto, a palavra poço aparece como problema e como aposta.

A ideia não é prometer milagre, mas decidir se o poço deve ser aprofundado, abandonado ou replicado em outro ponto, sempre com a mesma meta declarada: encontrar água em volume útil sem depender de tentativa e erro cego.

Por que formigueiros viram marcador de água

A observação começa pelo terreno “cheio de formigueiros”, com a tese de que eles indicam zonas onde a umidade e o vapor sobem do subsolo.

Dom Rafael descreve o formigueiro como um “volcancito” que libera vapor e, por isso, seria um ponto repetitivo para localizar água e até para detectar a “primeira corrente” em profundidade.

Para sustentar a hipótese, ele destaca as pedras colocadas nos formigueiros.

Segundo a demonstração, as pedras teriam metal e responderiam a um ímã, e o “peladero” do formigueiro permitiria que o sol atuasse sobre essas pedras, elevando o vapor.

O detalhe técnico aqui não é a poesia do relato, mas a lógica operacional: o formigueiro vira referência fixa, e a água vira alvo de medição.

Como entram as varillas e o pêndulo nas medições

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O procedimento descrito se apoia em varillas e em um pêndulo mais pesado, escolhido para não ser “movido pelo ar”.

A equipe caminha, pressiona as varillas e observa o momento em que elas “giram” ou mudam de direção, interpretando isso como passagem sobre uma corrente de água.

As medidas aparecem como números que tentam dar concretude ao método.

Há menções a marcações em 125 metros para a “primeira corrente”, a leituras em 131 a 137 metros em outro ponto, e a uma marca em torno de 161 metros considerada mais forte.

Em paralelo, a conversa traz “pulgadas” como forma de estimar vazão, com destaque para um ponto em 171 metros associado a “nove pulgadas”, tratado como indicativo de mais água.

O que o grupo conclui sobre profundidade e falhas do poço

A avaliação final não descreve uma solução imediata, mas uma recomendação de decisão.

Dom Rafael sugere que o poço atual teria “futuro” se receber mais profundidade, chegando a mencionar a hipótese de trabalhar outros 100 metros para atingir correntes mais consistentes e permitir que a água forme um “vaso”, ideia usada para explicar por que a bomba não pode ficar alta demais.

O mesmo raciocínio tenta explicar por que um poço pode ser profundo e ainda assim não render água: as correntes seriam “entubadas” por condutos impermeabilizados ao longo de muito tempo, e um furo fora do centro “craqueia” a passagem sem abrir a corrente.

Ele também atribui perdas a tremores que criariam fendas, desviando água para fora do alcance do poço. Mesmo dentro do relato, o ponto crítico é reconhecer que a confirmação só vem com perfuração e teste.

O incômodo que fica quando a água vira aposta de método

O caso chama atenção porque transforma uma percepção popular em procedimento: formigueiros como mapa, varillas como instrumento e pêndulo como controle.

Isso cria um contraste direto com a expectativa de quem investiu em um poço: depois de 100 metros, a pressão por respostas cresce, e qualquer método que prometa reduzir risco ganha espaço na conversa.

Ao mesmo tempo, o próprio diálogo sugere limites. A leitura de “correntes” varia entre pontos próximos, e as conclusões dependem de interpretação, não de medição por equipamento padrão.

É por isso que o tema não se resolve com fé ou com ironia: ou o poço encontra água de forma estável, ou a hipótese cai por falta de resultado, e o custo de errar continua sendo do proprietário.

A história em Tomás Urbina expõe como a busca por água pode migrar de máquinas para sinais locais, com formigueiros servindo de referência e varillas e pêndulo tentando traduzir o que estaria escondido no subsolo.

No centro, o poço segue como símbolo de aposta: 100 metros já foram feitos, e o debate agora é se aprofundar é insistência racional ou insistência cara.

Se você já viveu uma decisão parecida, qual foi o critério que mais pesou para investir em um poço e procurar água: relatos de campo, sinais do terreno, ou apenas a perfuração até “dar certo”? Em caso de dúvida, você confiaria em formigueiros, em varillas, em pêndulo, ou em nenhum deles?

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Pedro lobo
Pedro lobo
09/02/2026 13:56

Já cavei 26 poços de 80mts a 172mts, não tive êxito em nenhum deles, fiz marcações com varinhas ferrinhos pêndulos, Geólogos etc, sem sucesso.

Anastacio
Anastacio
Em resposta a  Pedro lobo
09/02/2026 22:33

Sério mesmo

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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