Ambev registrou queda acumulada de 4,5% no volume de cervejas em 2025 por causa do clima desfavorável, mantendo receita de R$ 88,2 bilhões e provocando reação estratégica no mercado de bebidas. Heineken também vê suas vendas despencarem e mercado de bebidas entra em alerta.
O que parecia apenas uma oscilação de mercado acabou se tornando um alerta para toda a indústria. Em 2025, as mudanças climáticas impactaram diretamente o consumo de cerveja no Brasil.
Pela primeira vez, o setor sentiu um efeito dessa dimensão associado ao clima. A combinação de um inverno mais longo e intenso reduziu o volume de vendas de forma significativa.
Mesmo em um país tradicionalmente quente e com forte cultura de consumo da bebida, o cenário mudou. E os números mostram que o impacto foi real.
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Clima mais rigoroso e La Niña mudaram o comportamento do consumidor
A queda acumulada de 4,5% no volume total de vendas da categoria cervejas foi atribuída ao fenômeno La Niña. O inverno se tornou mais prolongado e mais intenso do que o habitual.
O efeito foi direto no consumo. Temperaturas mais baixas reduzem encontros ao ar livre, diminuem eventos e alteram hábitos de socialização.
O detalhe que mais chamou atenção foi o reconhecimento público do impacto climático na performance da categoria. Foi a primeira vez que a empresa observou um efeito dessa magnitude provocado pelo clima.
Receita de R$ 88,2 bilhões se manteve estável apesar da retração no volume
Mesmo com a redução no volume de vendas, a receita líquida acumulada no ano chegou a R$ 88,2 bilhões. O recuo foi de 1,4% em relação ao ano anterior.
O resultado revela um contraste importante. Vendeu menos em quantidade, mas conseguiu preservar faturamento.
Esse equilíbrio aconteceu porque houve crescimento expressivo em dois segmentos estratégicos. A categoria premium avançou 17% e a categoria sem álcool registrou alta próxima de 30%.
O movimento ajudou a compensar a retração das cervejas tradicionais.
Segmentos premium e sem álcool ganham força e ampliam margens
Em meio à crise no volume geral, os segmentos premium e sem álcool mostraram força. Esses produtos têm maior valor agregado e contribuem para margens mais elevadas.
A estratégia reforça a gestão de receita e amplia alternativas dentro do portfólio. O portfólio mais completo permite atuar em diferentes faixas de consumo.
Ao mesmo tempo, a empresa mantém confiança no chamado core, as cervejas tradicionais mais acessíveis. Em um país onde grande parte da população depende de um salário mínimo, o produto de entrada continua tendo papel central.
Há ainda uma rotatividade cíclica entre marcas tradicionais no Brasil. Regiões que antes consumiam mais uma marca hoje migram para outra, mostrando que o mercado é dinâmico.
Queda no consumo é tendência global e não se restringe ao Brasil
O recuo nas vendas não aconteceu apenas no Brasil. Na Alemanha, o consumo de cerveja caiu 6% em 2025, o pior resultado desde o início da série histórica em 1993.
A segunda maior cervejaria do mundo, a Heineken, também enfrentou dificuldades. A empresa anunciou 6 mil demissões e revisou suas expectativas de lucro para baixo.
Além disso, dados da pesquisa Voice of the Consumer Health and Nutrition Survey 2025, da Euromonitor, indicam que 53% dos entrevistados globalmente afirmam estar tentando reduzir ou parar de beber. No Brasil, o índice chega a 56%.
Os números revelam uma mudança comportamental relevante, que vai além do clima.
Expectativa para 2026 aposta em eventos e maior socialização
Apesar do cenário desafiador em 2025, a expectativa para 2026 é mais positiva. Eventos como o Carnaval e a Copa do Mundo da Fifa, que terá fusos horários favoráveis para os mercados da empresa, são vistos como impulsionadores.
A perspectiva é de mais oportunidades de socialização ao longo do ano. Também há a expectativa de vários feriados prolongados no Brasil.
A combinação de eventos de grande porte e calendário favorável pode ajudar na retomada do consumo.
O impacto das mudanças climáticas no setor de cervejas mostrou que até mercados consolidados podem sentir efeitos inesperados. A queda de 4,5% no volume, mesmo com receita de R$ 88,2 bilhões, escancara um novo cenário para a indústria, onde clima, comportamento e estratégia caminham lado a lado.
E você, diminui o consumo de cerveja nesses últimos meses por causa do clima? Conte para nós, nos comentários.


Preço mesmo, no bares, até distribuidoras que tinha Preço melhor que lanchonete tá vendendo praticamente igual
Fazer uma nova publicidade com personagem propaganda com alcance para geração z que as demais gerações foram influenciadas pelo garoto propaganda insubstituível Zeca pagodinho que já merecia uma cerveja com sua logomarca
Não é questão do clima a queda nas vedas das bebidas alcoólica. As novas gerações o foco é mais vida saudável academia e alimentação o próprio governo do Estado Unidos mudaram a sua postura e não aceitam mais mentiras de produtos industrializados que geram obesidade e vários problemas de saúde. A única saída são produtos com mais qualidade voltados ao público fitness água mineral, barra de cereais, energéticos etc…