Lançamento militar reforça programa espacial russo e uso estratégico do cosmódromo de Plesetsk, com foguete leve Angara-1.2 colocando cargas classificadas em órbita e ampliando a autonomia tecnológica do país em meio a pressões geopolíticas e restrições internacionais recentes.
A Rússia lançou com sucesso um foguete leve Angara-1.2 a partir do cosmódromo de Plesetsk, no norte do país, em uma missão militar conduzida pela Força Aeroespacial russa e vinculada ao Ministério da Defesa.
O lançamento ocorreu em 23 de abril de 2026, às 11h29 no horário de Moscou, segundo comunicados oficiais russos.
O foguete levou ao espaço cargas militares classificadas, sem detalhes públicos sobre quantidade, função específica ou características técnicas dos satélites colocados em órbita.
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Lançamento do Angara-1.2 e operação militar em Plesetsk
A missão reforça o papel de Plesetsk como uma das principais bases russas para operações espaciais militares.
Instalado na região de Arkhangelsk, o cosmódromo é usado desde o período soviético e segue estratégico para lançamentos sob controle das Forças Aeroespaciais.
Desenvolvido como parte de uma nova geração de lançadores russos, o Angara foi criado para ampliar a autonomia espacial do país após o fim da União Soviética.

A família de foguetes busca reduzir a dependência de instalações e tecnologias herdadas de antigas estruturas soviéticas fora do território russo.
Capacidade do foguete e características técnicas do Angara
O Angara-1.2 é a versão leve da família.
Trata-se de um veículo de dois estágios, movido por querosene e oxigênio líquido, projetado para transportar cargas de pequeno e médio porte à órbita terrestre baixa.
De acordo com dados técnicos disponíveis, o lançador pode levar cerca de 3,5 toneladas à órbita baixa da Terra.
Em órbitas mais exigentes, como a heliossíncrona, a capacidade de carga é menor, o que limita o tipo de satélite transportado.
Como os equipamentos enviados nesta missão têm caráter militar, a Rússia não divulgou informações completas sobre finalidade, instrumentos embarcados ou vida útil prevista.
Em operações semelhantes, cargas desse tipo costumam receber a designação “Kosmos” após a inserção orbital.
Satélites militares e sigilo das missões espaciais russas
A identificação genérica é uma prática recorrente em missões militares russas.
Ela permite registrar o objeto espacial sem tornar públicos detalhes operacionais, especialmente quando se trata de satélites de reconhecimento, comunicação ou apoio a sistemas de navegação protegidos.
Especialistas em atividade espacial acompanham essas missões por meio de dados orbitais, avisos a tráfego aéreo e marítimo e registros posteriores de objetos em órbita.
Ainda assim, sem confirmação oficial, a função exata dos satélites permanece classificada.

O lançamento também mantém a sequência de uso do Angara-1.2 em missões de defesa.
Registros públicos indicam que este foi o sétimo voo da versão leve do foguete, não o oitavo, desde sua introdução em testes orbitais na década passada.
Programa Angara e substituição de foguetes antigos
A família Angara ocupa posição importante no programa espacial russo.
O modelo pesado Angara-A5, mais potente, foi lançado com sucesso em abril de 2024 a partir do cosmódromo de Vostochny, no Extremo Oriente russo, após duas tentativas abortadas.
Essa versão pesada é vista por Moscou como substituta gradual do Proton-M, foguete desenvolvido no período soviético e usado por décadas em missões de grande porte.
Já o Angara-1.2 atende a outro segmento, voltado a cargas mais leves e missões específicas.
A diferença entre as versões é central para entender o programa.
Enquanto o Angara-A5 pode levar cargas muito maiores ao espaço, o Angara-1.2 foi concebido para lançamentos menores, com menor custo operacional e uso frequente em missões classificadas.
Contexto geopolítico e papel da Rússia no BRICS
No contexto geopolítico, a missão ocorre em meio ao esforço russo para preservar capacidade espacial própria apesar de sanções, restrições tecnológicas e isolamento em áreas de cooperação internacional.
O setor espacial segue ligado a interesses civis, militares e estratégicos.
A Rússia, integrante do BRICS ao lado de Brasil, China, Índia e África do Sul, além dos novos membros incorporados ao bloco, usa o programa Angara como vitrine de autonomia tecnológica.
O país também busca manter influência em um setor dominado por Estados Unidos, China e empresas privadas.

Plesetsk permanece como base especialmente relevante para lançamentos militares por sua localização no norte da Rússia e por permitir trajetórias adequadas a satélites em órbitas polares ou de alta inclinação.
Essas órbitas são úteis para observação ampla da superfície terrestre.
Embora Moscou tenha confirmado o sucesso da operação, os dados públicos disponíveis não permitem afirmar quais sistemas os satélites vão integrar.
Também não há confirmação oficial sobre uso em navegação, reconhecimento óptico, inteligência eletrônica ou comunicações seguras.
A ausência de detalhes é compatível com o padrão de sigilo adotado em missões militares espaciais.
Em geral, comunicados do Ministério da Defesa russo se limitam a informar horário, local de lançamento, tipo de foguete e sucesso da separação da carga.
O avanço do Angara ocorre em paralelo à tentativa russa de consolidar Vostochny como centro de lançamentos estratégicos em território nacional.
Ainda assim, Plesetsk continua sendo o principal ponto de partida para operações militares e testes sob responsabilidade das Forças Aeroespaciais.

Os políticos do Brasil são uns vendidos e só fazem o que os americanos querem, O Brasil era para estar lançando satélites a muito tempo e era para ter mísseis nucleares também.
Se a CIA não tivesse sabotado nosso programa do VLS (destruido o foguete e cientistas que o desenvolveram), talvez estivéssemos tecnológicamente mais avançados a ponto de garantir nossa soberania no envio de satélites nacionais voltados ao nosso interesse.
Infelizmente os vendilhões da pátria entregaram nosso cosmódromo aos EUA , não podendo nem mais opera-lo .
Agora os aribós daqui querem vender o país para os **** **** kkk
Povo ****.