Durante o World Food Forum da FAO, Silvia Massruhá destacou as estratégias brasileiras de agricultura resiliente com foco em inovação, inclusão digital e segurança alimentar sustentável
A agricultura resiliente brasileira ganhou destaque internacional nesta semana com a participação da presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, em eventos da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, segundo uma matéria publicada.
Entre os dias 13 e 16 de outubro, Massruhá integrou a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também teve agenda no Vaticano com o papa Leão XIV.
Durante o World Food Forum (WFF) e o Science and Innovation Forum (SIF/FAO), a executiva apresentou as estratégias do Brasil para fortalecer a sustentabilidade agropecuária, a inovação tecnológica e a inclusão produtiva dos pequenos agricultores.
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Essas ações reforçam o compromisso do país com a adaptação climática e o combate à fome e à pobreza, pilares centrais da agenda global até 2030.
Inovação tecnológica e agricultura familiar no centro das políticas sustentáveis
O Brasil apresentou à FAO soluções que unem inovação agrícola sustentável e fortalecimento da agricultura familiar.
Em sua participação no painel “Driving Technologies and Innovations Toward Equitable Agrifood Systems Transformation”, Massruhá destacou programas desenvolvidos pela Embrapa que ampliam o acesso à tecnologia e ao conhecimento técnico no campo.
Entre os exemplos citados estão o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), o Ater+ Digital e o Semear Digital, todos voltados a reduzir riscos climáticos e promover o uso eficiente de recursos naturais.
Essas iniciativas resultam de um processo estruturado de pesquisa e cocriação que integra produtores, pesquisadores e formuladores de políticas públicas.
Segundo Massruhá, o objetivo é gerar impacto real na vida dos pequenos produtores e fortalecer cadeias produtivas regionais, promovendo o desenvolvimento rural e o equilíbrio ambiental.
Agricultura resiliente e inclusão digital fortalecem cooperação internacional
Durante as reuniões bilaterais realizadas na sede da FAO, a comitiva brasileira, liderada por Lula, encontrou-se com o diretor-geral Qu Dongyu e o chefe de governo de Bangladesh, Mohammad Yunus.
A agricultura resiliente foi tema central nas discussões sobre parcerias estratégicas e financiamento internacional com organismos como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o CGIAR.
A presidente da Embrapa ressaltou que as ações brasileiras unem mitigação de mudanças climáticas, gestão de risco e inclusão digital.
Essa abordagem integrada demonstra como a inovação tecnológica pode acelerar a transição para sistemas agroalimentares mais sustentáveis, contribuindo para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.
Segurança alimentar e reconhecimento global à pesquisa brasileira
A FAO reconheceu o protagonismo da Embrapa ao selecionar a instituição para o prêmio FAO 80, a ser entregue em 15 de outubro, às 12h30 (horário de Brasília).
O reconhecimento abrange iniciativas em segurança alimentar global, cooperação trilateral e boas práticas em inovação, com destaque para o programa Balde Cheio e o Marketplace.
Além do painel técnico, Massruhá participa, no dia 15, da mesa-redonda “Deepening International Cooperation on Poverty Reduction to Advance the 2030 Agenda for Sustainable Development”, reforçando o papel do Brasil na cooperação Sul-Sul e na escalabilidade de soluções sustentáveis.
A agenda da delegação brasileira na FAO se encerra na quinta-feira, 16 de outubro, com o retorno ao país.
A presença de Silvia Massruhá em Roma reforça o compromisso brasileiro com uma agricultura resiliente, inovadora e socialmente inclusiva, consolidando o país como referência global em sustentabilidade agropecuária e transformação dos sistemas alimentares.

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