Projetada pelo mesmo escritório que desenhou a sede do Google, a vila tem terraços verdes que viram salas de estudo ao ar livre e 30% dos apartamentos terão preço subsidiado
Todo mundo já viu o que acontece com vilas olímpicas depois que os Jogos acabam. Prédios abandonados, estádios vazios, estruturas que custaram bilhões e ficaram sem uso. Em Milão, na Itália, decidiram fazer diferente. A Vila Olímpica dos Jogos de Inverno de 2026 foi projetada desde o início para se transformar em moradia estudantil logo após a cerimônia de encerramento.
São 1.700 camas para universitários, com aluguel 25% abaixo do preço de mercado.
Construída em madeira e entregue antes do prazo
A vila fica no bairro de Porta Romana, no sul de Milão, em um antigo pátio ferroviário que estava abandonado.
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O projeto foi desenhado pelo escritório americano SOM — o mesmo que projetou edifícios icônicos como o One World Trade Center em Nova York.
São seis prédios novos construídos em madeira laminada, mais dois edifícios históricos restaurados.
A obra inteira levou 30 meses e foi entregue 30 dias antes do prazo.

Terraços verdes que viram salas de estudo
O detalhe mais bonito do projeto são os terraços verdes que conectam os prédios como pontes suspensas.
Durante os Jogos, esses espaços servem como áreas de convivência para os atletas.
Depois, serão transformados em salas de estudo ao ar livre, com plantas, bancos e vista para os jardins do bairro.
O cascalho usado na logística olímpica será substituído por árvores e gramados.

Aluguel de 430 euros — 25% abaixo do mercado
O preço médio do aluguel será de cerca de 430 euros por mês, o equivalente a aproximadamente R$ 2.600.
Isso é 25% abaixo do valor de mercado em Milão, uma das cidades mais caras da Itália para estudantes.
30% dos apartamentos terão preço subsidiado, garantindo acesso a estudantes de baixa renda.
A conversão dos quartos de atletas para quartos de estudantes levará apenas 4 meses — prontos para o semestre de outono de 2026.
A vila mais sustentável da história olímpica
Os prédios foram construídos com madeira laminada cruzada, um material que emite muito menos carbono do que concreto e aço.
A vila tem certificação LEED Gold e atende ao padrão europeu de edifícios de energia quase zero.
- Construção em madeira laminada — menor emissão de carbono
- Fachadas pré-fabricadas e design modular para agilizar a obra
- Certificação LEED Gold e WiredScore Platinum
- Padrão NZEB — edifício de energia quase zero
- 1.700 camas, superando as 1.400 originalmente planejadas

Nem toda vila olímpica precisa virar ruína depois dos Jogos. Milão mostra que é possível construir para o esporte e, ao mesmo tempo, resolver um problema real — a falta de moradia acessível para estudantes.

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