A conexão a 350.836.992 quilômetros abre caminho para transmissões mais rápidas e pode viabilizar envio de vídeos em alta definição a grandes distâncias
A NASA conseguiu estabelecer comunicação com uma nave em viagem pelo espaço profundo e recebeu um sinal vindo de 350.836.992 quilômetros.
O feito entra no escopo da missão Psyche, lançada em 13 de outubro de 2023, e reforça a evolução das comunicações ópticas usadas em exploração espacial.
O avanço importa porque amplia a capacidade de enviar mais dados em menos tempo, algo essencial para missões cada vez mais distantes e complexas.
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O que aconteceu e por que isso chamou atenção
A nova marca foi alcançada dentro do experimento de Comunicações Ópticas do Espaço Profundo, voltado a testar a troca de informações por meio de laser.
Em pouco mais de dois anos, a tecnologia de comunicação espacial avançou e atingiu um novo recorde com o envio e a recepção de dados a distâncias extremas.
A distância registrada também chama atenção por representar mais do que o dobro da separação citada entre a Terra e o planeta Marte, destacando a escala do desafio.
Como funciona a comunicação por laser no espaço

O sistema opera com sinais a laser enviados entre estações em terra e a nave espacial, em ambos os sentidos.
Os dados são codificados em luz infravermelha próxima, que trabalha em frequência muito mais alta do que as ondas de rádio convencionais.
Essa característica permite concentrar grandes volumes de informação em cada transmissão, elevando o potencial de desempenho em missões interplanetárias.
Onde os dados foram recebidos e como foram decodificados
A recepção do sinal ocorreu no observatório do monte Palomar, localizado em San Diego, no estado da Califórnia.
A decodificação envolveu o uso da própria luz infravermelha próxima, aplicada como base para transportar a informação de forma mais eficiente.
Na prática, isso ajuda a ampliar a clareza e a quantidade de dados que podem ser enviados a longas distâncias, com menor dependência dos limites do rádio.
O que o experimento DSOC representa para as missões futuras
O Experimento de Comunicações Ópticas em Espaço Profundo, conhecido como DSOC, conclui um ciclo de dois anos de testes.
A proposta é transformar a forma de comunicação com naves espaciais, preparando o terreno para uma troca de dados mais intensa em futuras missões.
A tecnologia de laser permite velocidades de transmissão entre 10 e 100 vezes superiores aos sistemas de radiofrequência usados atualmente em missões interplanetárias.
O resultado prático em velocidade e o que isso viabiliza
Nos primeiros meses da missão, quando a nave Psyche estava a cerca de 33 milhões de milhas da Terra, o sistema alcançou 267 megabits por segundo.
Esse nível de desempenho é comparável a uma conexão de internet de banda larga doméstica, mostrando o salto de capacidade em cenários espaciais.
A meta inclui a possibilidade de transmitir vídeos de alta definição, como destacou Sean Duffy: “se está investindo em tecnologias de la comunicação espacial láser com el objetivo de transmitir videos de alta definición”.
A comunicação a 350.836.992 quilômetros mostra que o laser já consegue manter estabilidade e volume de dados mesmo em distâncias gigantescas.
Com a missão Psyche e o DSOC, a tendência é que futuras naves enviem mais informações, com maior velocidade, apoiando ciência, navegação e operações em espaço profundo.
