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A Nasa quer fazer história em 2026 com a Artemis 2, missão que pode levar humanos a contornar a Lua, marcar um novo passo fora da Terra e preparar o retorno lunar

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Escrito por Noel Budeguer Publicado em 04/01/2026 às 17:00
A Nasa quer fazer história em 2026 com a Artemis 2, missão que pode levar humanos a contornar a Lua, marcar um novo passo fora da Terra e preparar o retorno lunar
Primeira viagem de humanos ao redor da Lua neste século deve acontecer em 2026 com a missão Artemis 2 da Nasa
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Primeira viagem de humanos ao redor da Lua neste século deve acontecer em 2026 com a missão Artemis 2 da Nasa

A missão Artemis 2, da Nasa, pode ser o grande marco espacial de 2026. A expectativa é de que humanos façam um contorno ao redor da Lua, algo que não acontece há mais de meio século.

A viagem chama atenção por colocar pessoas novamente longe das imediações da Terra. O impacto vai além do simbolismo, porque essa etapa é tratada como preparação para missões futuras, com novos interesses e regras em jogo.

Nos planos para o mesmo ano, também aparecem marcos importantes com sondas robóticas. Missões europeias devem chegar a Mercúrio e ao asteroide duplo Dídimo, ampliando a exploração do Sistema Solar.

O que aconteceu e por que isso chamou atenção

A missão Artemis 2 deve levar quatro astronautas para uma jornada de contorno ao redor da Lua. A proposta é repetir um tipo de voo que não é realizado desde o período do programa Apollo.

Entre 1968 e 1972, esse trajeto foi feito apenas nove vezes. Começou com a Apollo 8 e terminou com a Apollo 17, antes de um longo intervalo de 53 anos sem novas viagens desse tipo.

O marco mais lembrado da era Apollo ocorreu em 21 de julho de 1969, quando Neil Armstrong pisou no solo lunar. Agora, a retomada do caminho ao redor da Lua volta ao centro das atenções.

Quem vai na tripulação e o que isso representa

Tripulação da missão Artemis 2 formada por Christina Hammock Koch, Victor Glover, Reid Wiseman e Jeremy Hansen

A tripulação reúne Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen. O grupo foi apresentado com destaque para a diversidade e para a participação internacional.

Pela primeira vez nessa jornada, haverá um não americano, o canadense Jeremy Hansen. Também será a primeira presença de uma mulher, a americana Christina Koch, e de um negro, o americano Victor Glover.

O comando ficará com Reid Wiseman, descrito como comandante branco e americano. A formação mostra mudanças no perfil das missões, mesmo com permanências claras em quem lidera o voo.

Como deve ser a viagem e por que o trajeto muda

O plano de voo prevê uma trajetória de retorno livre. Isso significa que a nave pode ser guiada de volta à Terra pela gravidade, sem depender de manobras adicionais para completar o retorno.

A escolha reflete uma postura de maior aversão ao risco. A comparação feita é com 1968, quando a Apollo 8 já acionou o motor para ser capturada pela órbita da Lua no primeiro voo ao satélite.

Naquele cenário, uma falha no reacendimento do motor poderia impedir a volta. Para Artemis 2, a proposta reduz essa dependência e, ainda assim, coloca a tripulação em um ponto descrito como o mais longe que humanos já estiveram da Terra.

Quais são os prazos citados para o lançamento em 2026

O lançamento é planejado para ocorrer no início de fevereiro. Há um esforço para adiantar um cronograma que previa a missão para abril.

As janelas de oportunidade são descritas como curtas, com abertura por poucos dias a cada mês. A expectativa é de que, no máximo, até o fim do primeiro semestre, o voo já tenha ocorrido.

O local de partida citado é o espaçoporto de Cabo Canaveral, na Flórida. A missão é tratada como um evento sem concorrência em 2026 no cenário espacial.

O que muda na prática para a corrida espacial e para a Lua

A missão é descrita como o primeiro passo em uma nova corrida espacial. O foco não seria apenas chegar, mas influenciar as regras ligadas a recursos naturais da Lua e de outros corpos celestes.

A disputa principal citada envolve Estados Unidos e China. Ambos aparecem com planos de levar astronautas ao solo lunar, em busca de hegemonia na exploração.

A Nasa quer fazer isso na Artemis 3, mas há risco de atraso por causa do desenvolvimento do Starship, da SpaceX, de Elon Musk. A data mencionada para o voo é 2027, com avaliação de que pode atrasar pelo menos um ano ou dois.

Para os robôs, missões e chegadas que também marcam 2026

A empresa Blue Origin, de Jeff Bezos, pretende fazer em 2026 seu primeiro pouso lunar não tripulado com o módulo Blue Moon Mark 1. O projeto recebe atenção porque pode ser considerado em alternativas para acelerar a Artemis 3.

O Blue Moon Mark 1 foi pensado para transportar carga. Mesmo assim, é descrito como o maior módulo lunar já levado ao espaço, incluindo os tripulados da era Apollo.

No campo interplanetário, a sonda nipo europeia Bepi Colombo, lançada em 2018, deve inserir se em novembro em órbita de Mercúrio. Também no fim do ano, em 28 de dezembro, a sonda europeia Hera deve chegar ao asteroide duplo Dídimo, alvo relacionado ao teste da missão Dart.

O que pode acontecer a partir de agora com cortes e riscos no orçamento

Há menção ao risco de um apagão em diversas missões em andamento por causa de cortes no orçamento da Nasa. Esses cortes são associados à administração Donald Trump.

Programas espaciais são planejados com anos, às vezes décadas, de antecedência. Por isso, a avaliação apontada é que os maiores impactos desses cortes podem aparecer com mais força apenas nos próximos anos.

O cenário desenhado indica um futuro com dois blocos de países explorando de forma concorrente a superfície da Lua. Esse movimento seria parte dos primeiros passos da expansão humana pelo Sistema Solar.

A missão Artemis 2 concentra as expectativas por recolocar humanos em uma viagem de contorno ao redor da Lua em 2026. Além do valor histórico, o voo é apresentado como peça de um plano maior.

Ao mesmo tempo, Blue Moon Mark 1, Bepi Colombo e Hera reforçam que o ano pode ser movimentado também para as sondas robóticas. O resultado prático é um avanço simultâneo em missões tripuladas e não tripuladas, com impactos diretos nas próximas etapas da exploração lunar e além.

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Vladimir Santiago
Vladimir Santiago
04/01/2026 21:03

E o que o ônibus espacial tem a ver ?

Edward Arialdis Rodriguez
Edward Arialdis Rodriguez
04/01/2026 17:09

Muy interesante y seria el primer paso en el retorno a nuestro satelite natural.

Fonte
Noel Budeguer

Sou jornalista argentino baseado no Rio de Janeiro, com foco em energia e geopolítica, além de tecnologia e assuntos militares. Produzo análises e reportagens com linguagem acessível, dados, contexto e visão estratégica sobre os movimentos que impactam o Brasil e o mundo. 📩 Contato: noelbudeguer@gmail.com

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