Primeira viagem de humanos ao redor da Lua neste século deve acontecer em 2026 com a missão Artemis 2 da Nasa
A missão Artemis 2, da Nasa, pode ser o grande marco espacial de 2026. A expectativa é de que humanos façam um contorno ao redor da Lua, algo que não acontece há mais de meio século.
A viagem chama atenção por colocar pessoas novamente longe das imediações da Terra. O impacto vai além do simbolismo, porque essa etapa é tratada como preparação para missões futuras, com novos interesses e regras em jogo.
Nos planos para o mesmo ano, também aparecem marcos importantes com sondas robóticas. Missões europeias devem chegar a Mercúrio e ao asteroide duplo Dídimo, ampliando a exploração do Sistema Solar.
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O que aconteceu e por que isso chamou atenção
A missão Artemis 2 deve levar quatro astronautas para uma jornada de contorno ao redor da Lua. A proposta é repetir um tipo de voo que não é realizado desde o período do programa Apollo.
Entre 1968 e 1972, esse trajeto foi feito apenas nove vezes. Começou com a Apollo 8 e terminou com a Apollo 17, antes de um longo intervalo de 53 anos sem novas viagens desse tipo.
O marco mais lembrado da era Apollo ocorreu em 21 de julho de 1969, quando Neil Armstrong pisou no solo lunar. Agora, a retomada do caminho ao redor da Lua volta ao centro das atenções.
Quem vai na tripulação e o que isso representa

A tripulação reúne Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen. O grupo foi apresentado com destaque para a diversidade e para a participação internacional.
Pela primeira vez nessa jornada, haverá um não americano, o canadense Jeremy Hansen. Também será a primeira presença de uma mulher, a americana Christina Koch, e de um negro, o americano Victor Glover.
O comando ficará com Reid Wiseman, descrito como comandante branco e americano. A formação mostra mudanças no perfil das missões, mesmo com permanências claras em quem lidera o voo.
Como deve ser a viagem e por que o trajeto muda
O plano de voo prevê uma trajetória de retorno livre. Isso significa que a nave pode ser guiada de volta à Terra pela gravidade, sem depender de manobras adicionais para completar o retorno.
A escolha reflete uma postura de maior aversão ao risco. A comparação feita é com 1968, quando a Apollo 8 já acionou o motor para ser capturada pela órbita da Lua no primeiro voo ao satélite.
Naquele cenário, uma falha no reacendimento do motor poderia impedir a volta. Para Artemis 2, a proposta reduz essa dependência e, ainda assim, coloca a tripulação em um ponto descrito como o mais longe que humanos já estiveram da Terra.
Quais são os prazos citados para o lançamento em 2026
O lançamento é planejado para ocorrer no início de fevereiro. Há um esforço para adiantar um cronograma que previa a missão para abril.
As janelas de oportunidade são descritas como curtas, com abertura por poucos dias a cada mês. A expectativa é de que, no máximo, até o fim do primeiro semestre, o voo já tenha ocorrido.
O local de partida citado é o espaçoporto de Cabo Canaveral, na Flórida. A missão é tratada como um evento sem concorrência em 2026 no cenário espacial.

O que muda na prática para a corrida espacial e para a Lua
A missão é descrita como o primeiro passo em uma nova corrida espacial. O foco não seria apenas chegar, mas influenciar as regras ligadas a recursos naturais da Lua e de outros corpos celestes.
A disputa principal citada envolve Estados Unidos e China. Ambos aparecem com planos de levar astronautas ao solo lunar, em busca de hegemonia na exploração.
A Nasa quer fazer isso na Artemis 3, mas há risco de atraso por causa do desenvolvimento do Starship, da SpaceX, de Elon Musk. A data mencionada para o voo é 2027, com avaliação de que pode atrasar pelo menos um ano ou dois.
Para os robôs, missões e chegadas que também marcam 2026
A empresa Blue Origin, de Jeff Bezos, pretende fazer em 2026 seu primeiro pouso lunar não tripulado com o módulo Blue Moon Mark 1. O projeto recebe atenção porque pode ser considerado em alternativas para acelerar a Artemis 3.
O Blue Moon Mark 1 foi pensado para transportar carga. Mesmo assim, é descrito como o maior módulo lunar já levado ao espaço, incluindo os tripulados da era Apollo.
No campo interplanetário, a sonda nipo europeia Bepi Colombo, lançada em 2018, deve inserir se em novembro em órbita de Mercúrio. Também no fim do ano, em 28 de dezembro, a sonda europeia Hera deve chegar ao asteroide duplo Dídimo, alvo relacionado ao teste da missão Dart.
O que pode acontecer a partir de agora com cortes e riscos no orçamento
Há menção ao risco de um apagão em diversas missões em andamento por causa de cortes no orçamento da Nasa. Esses cortes são associados à administração Donald Trump.
Programas espaciais são planejados com anos, às vezes décadas, de antecedência. Por isso, a avaliação apontada é que os maiores impactos desses cortes podem aparecer com mais força apenas nos próximos anos.
O cenário desenhado indica um futuro com dois blocos de países explorando de forma concorrente a superfície da Lua. Esse movimento seria parte dos primeiros passos da expansão humana pelo Sistema Solar.
A missão Artemis 2 concentra as expectativas por recolocar humanos em uma viagem de contorno ao redor da Lua em 2026. Além do valor histórico, o voo é apresentado como peça de um plano maior.
Ao mesmo tempo, Blue Moon Mark 1, Bepi Colombo e Hera reforçam que o ano pode ser movimentado também para as sondas robóticas. O resultado prático é um avanço simultâneo em missões tripuladas e não tripuladas, com impactos diretos nas próximas etapas da exploração lunar e além.

E o que o ônibus espacial tem a ver ?
Muy interesante y seria el primer paso en el retorno a nuestro satelite natural.