Com água a até 140°C, três cavernas gigantes e capacidade de 90 GWh, a obra iniciada em Vantaa coloca a Finlândia na corrida por soluções subterrâneas de calor e muda a leitura estratégica do aquecimento urbano
A Finlândia começou a abrir espaço no subsolo para um projeto que chama atenção pelo tamanho e pela função. Em Vantaa, três cavernas gigantes estão sendo escavadas para armazenar água aquecida e formar uma reserva subterrânea de calor para os meses mais frios.
Na prática, a obra cria uma espécie de cofre térmico capaz de guardar energia em forma de calor quando a demanda cai e liberar esse volume no inverno. O efeito esperado é dar mais força à rede de aquecimento urbano e reduzir a pressão nos períodos de maior consumo.
Três cavernas com 1,1 milhão de m³ vão guardar calor de forma sazonal
O projeto prevê a construção de três cavernas subterrâneas com cerca de 20 metros de largura, 300 metros de comprimento e 40 metros de altura. Somadas, elas vão alcançar 1,1 milhão de metros cúbicos de volume.
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Esse espaço será usado para armazenar calor por longos períodos, permitindo que a energia térmica produzida em épocas de menor uso fique disponível quando o frio apertar. É essa escala que coloca a obra entre as mais ambiciosas do setor.

Água a 140°C ficará no subsolo a mais de 100 metros de profundidade
Um dos pontos mais impressionantes do projeto é a temperatura da água. O sistema foi desenhado para armazenar água a até 140°C em grande profundidade, com pressão suficiente para manter a operação dentro das condições previstas.
As cavernas ficam a mais de 100 metros abaixo do solo e a área mais profunda chega a 140 metros. Isso permite transformar o subsolo em uma estrutura de armazenamento de calor de alta temperatura com função estratégica para o inverno.
Capacidade de 90 GWh pode sustentar uma cidade finlandesa por um ano
A reserva subterrânea foi projetada para atingir 90 GWh de capacidade térmica. Esse volume é tratado como suficiente para aquecer uma cidade finlandesa de porte médio ao longo de um ano.
Além do tamanho, a estrutura também chama atenção pela potência. A descarga do sistema chega a 200 MW, o que reforça a utilidade da obra em momentos de pico e amplia a capacidade de resposta da rede urbana.

Obra começou em 2025 e operação é estimada para 2030
A escavação principal teve início no fim de 2025 e deve avançar por cerca de três anos. A previsão atual aponta para entrada em operação em 2030, após ajustes no cronograma ao longo do desenvolvimento do projeto.
Esse calendário mostra que a obra deixou de ser apenas uma proposta e entrou de vez na fase de execução. Com isso, a Finlândia passa a materializar uma solução pensada para enfrentar a sazonalidade do consumo térmico.
Duas caldeiras elétricas de 60 MW vão elevar a temperatura da água
O projeto também inclui duas caldeiras elétricas de 60 MW. Elas serão usadas para aumentar a temperatura da água armazenada e também poderão enviar calor diretamente para a rede quando a eletricidade estiver em patamar mais favorável.
Na prática, isso amplia a flexibilidade do sistema. O calor pode vir tanto de excedentes disponíveis em outras épocas quanto da conversão de eletricidade em energia térmica útil para a cidade.
Investimento passa de 200 milhões de euros e muda a lógica do inverno
A obra envolve um investimento de mais de 200 milhões de euros, com projeções mais recentes em torno de 300 milhões de euros. O valor ajuda a dimensionar o porte de uma infraestrutura pensada para operar por décadas.
Mais do que uma escavação de grande escala, o projeto reposiciona o uso do subsolo como ativo energético. Em vez de apenas distribuir calor quando o frio chega, a cidade passa a guardar energia antes, com impacto direto sobre custo, segurança e planejamento.
A iniciativa transforma o calor em reserva estratégica e dá à Finlândia uma vitrine global em infraestrutura térmica. O que antes parecia apenas um recurso sazonal passa a funcionar como ativo permanente para enfrentar o inverno.
Ao concentrar volume, profundidade e temperatura em uma única estrutura, Vantaa cria um novo modelo de armazenamento subterrâneo com peso real sobre a rede urbana. Muda a leitura estratégica.
Fontes: Vantaan Energia / projeto oficial, AFRY / comunicado do projeto


As medidas de 300m, 20m e 40m, 240.000m3 se multiplicar por 3 soma 720.000m3. A reportagem dá a entender que são 3 cavernas, cada uma com capacidade de armazenar 1.100.000m3 de água quente, também vale informar que a água a 140ºC aumenta de volume. Alguma medida está muito errada.
Água a 140 graus é vapor
Depende, se for a pressão atmosférica (1ATM) sim,
Mas se subir a pressão você mantém a agua líquida, é como funcionam as caldeiras e panelas de pressão.
Brasi deveria seguir estes exemplos. Desenvolver ou aplicar técnicas de reaproveitamento e tratamento da rede sanitária. Para produção de alimentos. Principalmente na região Ne. E cuidar do nosso meio ambiente.
Aí uma obra de hum bilhão.seriam gastos vinte,com dezenove sendo desviado por alguns políticos, principalmente se a direita estiver no poder.e fato
Vc falou em Abreu e Lima? Acho q foi mais de 20 bilhões. Mas talvez vc quis dizer q 20 é o limite da direita, se for a canhota pode ser valores maiores né.
….maiores,né?
Essa sua resposta foi MASTER. Se é que você, não tendo nem tico e nem teco, consegue entender. Na dúvida pergunta pro lulinha!
O Master é mais uma obra do **** da direita.
Falou um zé mané … Seu burrinho vai comer grama .