Os data centers da IA pedem engenheiros eletricistas, refrigeração e obras de energia, tema da 1ª edição do Data Center World Brasil, em São Paulo, de 6 a 8 de outubro de 2026.
Os data centers de IA exigem engenheiros eletricistas e refrigeração, segundo o Data Center World Brasil, que estreia em São Paulo em 6 de outubro de 2026. Racks de IA podem superar 100 kW, contra 5 a 15 kW, afirma o evento, e a energia lidera as interrupções de maior impacto, aponta o Uptime Institute.
Por que os data centers precisam de eletricistas e engenheiros?
Porque construir e operar data centers envolve várias especialidades, informa o release do Data Center World Brasil, de setembro de 2026.

Entre os profissionais, destaca o texto, estão engenheiros eletricistas e mecânicos, técnicos e operadores. Há ainda especialistas em refrigeração, automação, redes, segurança e manutenção de ambientes críticos.
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O texto registra que o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de São Paulo (Crea-SP) vê oportunidades em projetos de subestações e qualidade de energia. Também há oportunidades em automação e integração de fontes renováveis, na visão do conselho.
“Estamos falando de uma infraestrutura que depende de profissionais com diferentes especializações, desde a construção até a operação”, afirmou Leonardo Benedicto, diretor do evento.
Em 7 de outubro, às 11h30, um painel debate a formação desses profissionais. Participam Pierre Lucena (Porto Digital), Roberta Piozzi (Brasscom) e Andrea Matsui (Generation Brasil).
Quando e onde acontece o Data Center World Brasil?
O Data Center World Brasil é a versão nacional de uma plataforma global de conteúdo e negócios para o setor, explica a organização. A plataforma é feita pela Informa Markets. A 1ª edição será de 6 a 8 de outubro de 2026, no São Paulo Expo.

A feira abre das 10h às 20h, e o congresso funciona das 10h30 às 17h30, informa o site do evento. O Data Center World Brasil ocorre junto com o Futurecom, de conectividade, e um único ingresso vale para os dois.
Entre os expositores previstos, segundo a organização, há empresas de projeto e construção de data centers e de prevenção e supressão de incêndios. Outras atuam em energia, UPS, baterias, geradores e resfriamento de precisão.
Por que a IA muda a refrigeração dos data centers?
Porque o processamento de IA concentra mais calor em menos espaço nos data centers. Racks tradicionais trabalham, em geral, entre 5 kW e 15 kW, destaca o release sobre refrigeração líquida. Configurações de IA já podem superar 100 kW.
Durante décadas, a refrigeração a ar predominou. A refrigeração líquida retira o calor direto dos componentes de maior potência, explica o release.
A TrendForce estima a refrigeração líquida em 53% dos chips de IA em 2026, ante cerca de 33% em 2025, informa o release.
O ar não desaparece. Sistemas híbridos podem combinar tecnologias e receber equipamentos novos nos data centers atuais sem trocar toda a infraestrutura, afirma o release.
O painel “Data centers AI-ready: densidade, energia e novos requisitos de infraestrutura” será em 8 de outubro, às 14h. Há representantes de CIAg, Sicoob, Schneider Electric, ABDC e Essencial Energia.
O que o Uptime Institute diz sobre as falhas de energia em data centers?
A energia segue como a principal causa das interrupções de maior impacto, e, entre essas falhas, predominam as de UPS, chaves de transferência e geradores, informa o Uptime Institute. O relatório Annual Outage Analysis 2026 foi anunciado em 13 de maio de 2026.
Restrições na rede elétrica e cargas de alta densidade criam novos pontos de pressão nos data centers, destaca o instituto.
Na pesquisa de 2025, 57% dos respondentes disseram que a última grande interrupção custou mais de US$ 100 mil. Um em cada cinco relatou mais de US$ 1 milhão.
A frequência de falhas por local caiu pelo quinto ano seguido, mas o ritmo de melhora diminuiu.
O relatório mostra que descumprir procedimentos estabelecidos segue como a principal causa de interrupções por erro humano. Processos pouco claros e erros de instalação também aparecem.
Em 6 de outubro, às 16h, há um painel sobre como se preparar para falhas, crises e eventos extremos. Quem apresenta é Fabiano Tatsugawa Duarte, diretor de Infraestrutura de Missão Crítica da Claro Brasil.
O que são os Tiers que classificam um data center?
São quatro níveis do Uptime Institute que definem critérios de manutenção, energia, refrigeração e tolerância a falhas.
Conforme o instituto, o Tier I tem capacidade básica e para por completo na manutenção. O Tier II traz componentes redundantes de energia e refrigeração.
O Tier III permite manutenção sem desligar a operação, com caminhos de distribuição redundantes. O Tier IV tolera falhas, com sistemas independentes e isolados fisicamente, e exige refrigeração contínua.
Os Tiers definem critérios, não tecnologias. O instituto afirma que um Tier IV não é melhor que um Tier II: cada nível atende a uma operação diferente.
O Uptime Institute afirma ter emitido mais de 4.300 certificações em mais de 120 países.
Qual o peso da energia na expansão dos data centers em São Paulo?
A capacidade instalada nos quatro maiores mercados latino-americanos chegou a 1.045 MW no primeiro trimestre de 2026, alta de 41,3% em um ano, informa o release do evento, com base em relatório da CBRE. São Paulo lidera, com 536,7 MW.
Para o Brasil, o release registra 106 MW de nova capacidade no primeiro semestre e outros 134 MW previstos até dezembro, em relatório da JLL.
Em 6 de outubro, às 11h30, há a mesa “Energia como gargalo estrutural: disponibilidade, intermitência e viabilidade real”. O debate trata de armazenamento por baterias, geração dedicada e contratos de compra de energia.
Em 7 de outubro, às 16h30, ocorre o Latam Leaders Panel “Data centers na América Latina: investimento, expansão e decisões de arquitetura”. Ele compara Brasil, México, Chile e Colômbia em energia, regulação, custos e conectividade.
