Em relacionamentos e no dia a dia, Scott Shigeoka, psicólogo renomado, que já palestrou em Pixar e Google, defende que frase curta de apenas 3 palavras, para reconhecer falhas, provoca mais confiança, abre espaço para aprendizado e muda como as pessoas te percebem nas relações e no trabalho.
Scott Shigeoka é formado em psicologia e virou referência ao estudar um tema que chama atenção em empresas e universidades: a curiosidade. Ele já deu palestras na Pixar, IDEO, Airbnb, Google e em universidades de vários países, e também é autor do livro Seek: How Curiosity Can Transform Your Life and Change the World.
Mas, entre tantas ferramentas de comunicação, o psicólogo destaca uma que parece simples e ao mesmo tempo difícil para muita gente. Segundo ele, existe uma frase de 3 palavras que pessoas bem sucedidas costumam usar, mesmo que muitos sintam medo de pronunciar.
A frase é direta, curta e mexe com o ego de qualquer um: “Eu estava errado”.
-
Adeus, Iphone: Xiaomi 18 Pro e 18 Pro Max podem estrear o Snapdragon 8 Elite Gen 6 Pro de 2 nm, com duas câmeras de 200 MP, bateria de até 8.500 mAh e lançamento antes dos rivais
-
“Uber espacial” para a Lua? ispace paga US$ 50 milhões à SpaceX para pegar carona na Starship e criar rota comercial compartilhada até 2030
-
Em ilha remota onde tartarugas verdes fazem ninho, torre solar de celular deve conectar 10 mil moradores sem depender de diesel levado por barco
-
Asteroide com formato de “boneco de neve” é registrado pela sonda Hayabusa2 durante sobrevoo a apenas 10 km de distância
A frase de 3 palavras que, segundo o psicólogo Scott Shigeoka, aparece com frequência entre pessoas bem sucedidas
De acordo com Scott Shigeoka, admitir um erro é algo que pessoas de sucesso e pessoas consideradas mais “legais” fazem com mais naturalidade. Elas não fogem de dizer “Eu estava errado”, mesmo quando isso parece desconfortável.
O detalhe que mais chama atenção é que esse hábito não tem a ver com se diminuir. Para o especialista, errar não mede o valor de ninguém e nenhum erro define uma pessoa por completo.
Quando alguém consegue aceitar a própria falha, assumir a responsabilidade e aprender com a situação, o impacto não fica só no momento. Isso tende a virar um padrão que fortalece relacionamentos e melhora a convivência em ambientes pessoais e profissionais.
Por que admitir o erro muda a forma como os outros te enxergam
Muita gente ainda associa erro a falta de inteligência ou falta de capacidade. É como se falhar significasse “valer menos”. Só que, segundo o que Shigeoka defende, acontece justamente o contrário.
Pessoas boas e pessoas inteligentes costumam usar expressões como “sinto muito” e colocam o ato de assumir erros como parte do dia a dia. Isso não apaga autoridade, mas sinaliza maturidade e responsabilidade.
Também existe um medo comum de julgamento. Algumas pessoas pensam que vão ser vistas de forma pior se admitirem a falha. Porém, de acordo com o psicólogo, quando alguém reconhece que errou, os outros tendem a enxergar essa pessoa como mais inteligente, melhor companheira e mais amigável.
O que essa atitude prova na prática: aprendizado, crescimento e uma virada de postura
Shigeoka conecta esse comportamento à ideia de priorizar aprendizado e crescimento. Ele cita uma frase atribuída a Winston Churchill que resume bem esse ponto: “sucesso é aprender a ir de fracasso em fracasso sem desespero”.
Na lógica apresentada pelo especialista, fracassar pode ser uma das melhores formas de aprender. E reconhecer o erro, em vez de esconder, encurta o caminho até a melhoria do comportamento.
Outro ponto importante é a sensação de controle. É mais provável admitir que errou quando a pessoa acredita que tem poder de mudar o próprio comportamento. Isso transforma o erro em ponto de partida, não em sentença.
A curiosidade entra como “motor” da mudança quando alguém diz que você está errado, afirma Scott Shigeoka
Existe um comportamento que costuma aparecer junto com o “Eu estava errado”, segundo Shigeoka: a curiosidade. E é aqui que muita discussão poderia mudar de rumo.
Quando alguém diz que você está errado, a tendência é ficar na defensiva. O especialista propõe outra reação: tentar entender o motivo. Em vez de rebater automaticamente, vale usar uma pergunta simples e direta, como “conte me mais”.
Essa postura muda o clima da conversa, reduz conflito e abre espaço para ajuste real, não apenas para vencer uma discussão.
No fim, Scott Shigeoka reforça que o “Eu estava errado”, que às vezes custa tanto para sair, também funciona como lembrete de que seres humanos são feitos para perdoar, até mesmo estranhos.
