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A Amazon acaba de anunciar uma nova taxa sobre todas as entregas e suas comprinhas online vão ficar mais caras a partir do dia 17 de abril, inclusive para quem compra dos Estados Unidos aqui no Brasil

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Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges Publicado em 02/04/2026 às 21:42 Atualizado em 02/04/2026 às 21:44
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A Amazon anunciou nesta quinta-feira (2) uma nova taxa temporária de 3,5% sobre custos de combustível e logística que será aplicada a vendedores terceiros nos Estados Unidos, Canadá, México e Brasil a nova taxa entra em vigor em 17 de abril e segue decisões semelhantes da UPS e FedEx em meio aos custos elevados de energia durante a guerra no Oriente Médio.

Suas compras online na Amazon vão ficar mais caras. A gigante do e-commerce anunciou uma nova taxa temporária de 3,5% sobre custos de combustível e logística que será aplicada aos vendedores terceiros que usam o serviço de fulfillment da Amazon. A nova taxa entra em vigor no dia 17 de abril e atinge não apenas os Estados Unidos e o Canadá, mas também os envios para México e Brasil o que significa que quem compra produtos americanos pela Amazon e recebe aqui no Brasil também será afetado pelo aumento.

Segundo o portal ndmais, a decisão foi anunciada nesta quinta-feira (2) e segue movimentos semelhantes de outras grandes transportadoras americanas. A UPS e a FedEx já implementaram sobretaxas relacionadas ao combustível, e o Serviço Postal dos EUA deve aumentar temporariamente os preços de envio em 8% a partir de 26 de abril. A nova taxa da Amazon se soma a esse cenário de custos logísticos crescentes, impulsionado pelos preços elevados de energia durante a guerra no Oriente Médio.

O que é a nova taxa de 3,5% da Amazon e a quem ela se aplica

A nova taxa é uma sobretaxa temporária de 3,5% que a Amazon aplicará sobre as taxas de fulfillment o serviço que a empresa oferece a vendedores terceiros para armazenar, embalar e enviar produtos em seu nome. Na prática, a nova taxa incide sobre o custo logístico que o vendedor paga à Amazon para que ela cuide da entrega, e esse custo adicional tende a ser repassado ao consumidor final no preço dos produtos.

A nova taxa será aplicada ao serviço de cumprimento pela Amazon nos Estados Unidos e no Canadá, além dos envios internacionais dos EUA para Canadá, México e Brasil.

Isso significa que produtos comprados de vendedores americanos e enviados ao Brasil pelo fulfillment da Amazon terão essa nova taxa embutida nos custos de envio o que pode encarecer as compras de brasileiros que buscam produtos importados pela plataforma.

Quando a nova taxa da Amazon entra em vigor e por que agora

A nova taxa entra em vigor no dia 17 de abril de 2026. A Amazon justificou a decisão citando os custos elevados e persistentes de combustível e logística.

“Quando os custos permanecem elevados, implementamos sobretaxas temporárias em nossas taxas de cumprimento para recuperar uma parte dos aumentos reais de custos que estamos experimentando”, disse a empresa em comunicado.

O contexto é claro: a guerra no Oriente Médio elevou os preços globais de energia, o que encareceu o transporte de mercadorias em toda a cadeia logística.

A nova taxa da Amazon não é um caso isolado a UPS e a FedEx já adotaram sobretaxas semelhantes, e o Serviço Postal dos EUA planeja um aumento de 8% nos preços de envio a partir de 26 de abril. O setor de e-commerce inteiro está repassando os custos da crise energética ao consumidor.

Como a nova taxa da Amazon afeta quem compra dos EUA aqui no Brasil

Para brasileiros que compram produtos de vendedores americanos pela Amazon, a nova taxa de 3,5% será sentida no custo de frete e, potencialmente, no preço final dos produtos.

Os envios de fulfillment remoto dos Estados Unidos para o Brasil estão entre os serviços cobertos pela nova taxa, o que significa que qualquer produto enviado por vendedores que usam a logística da Amazon terá um custo adicional.

O impacto exato da nova taxa depende do valor do produto e do custo de envio, mas em compras de maior valor o acréscimo de 3,5% pode ser significativo.

Combinado com impostos de importação, câmbio e frete internacional, a nova taxa da Amazon torna as compras vindas dos EUA ainda mais caras para consumidores brasileiros especialmente em um momento em que o dólar já pressiona os preços de produtos importados.

A nova taxa é temporária, mas ninguém sabe até quando

A Amazon classificou a nova taxa como “temporária”, mas não estabeleceu uma data de encerramento. A empresa condicionou a remoção da nova taxa à normalização dos custos de combustível e logística o que, no cenário atual de conflito no Oriente Médio e instabilidade nos preços de energia, pode demorar meses ou até anos.

Precedentes mostram que sobretaxas “temporárias” no setor de logística costumam durar mais do que o esperado.

A FedEx, por exemplo, já implementou e manteve taxas de combustível que se tornaram parte permanente de sua estrutura de preços ao longo do tempo. A nova taxa da Amazon pode seguir o mesmo caminho se os custos globais de energia não recuarem.

Suas compras online vão ficar mais caras: o que fazer com a nova taxa da Amazon

A nova taxa de 3,5% da Amazon é mais um custo que se soma a um cenário já desfavorável para o consumidor: energia cara, logística cara, câmbio desfavorável e inflação nos custos de transporte.

Para quem compra frequentemente pela Amazon especialmente produtos vindos dos Estados Unidos, o impacto será direto no bolso a partir de 17 de abril.

A nova taxa é temporária, segundo a Amazon. Mas enquanto durar, a conta vai para o consumidor. E no ritmo em que os custos logísticos estão subindo no mundo inteiro, “temporário” pode ser um conceito bem elástico.

Você compra pela Amazon e já sentiu aumento nos preços ou no frete? O que acha da nova taxa de 3,5%? E vai mudar seus hábitos de compra por causa dela? Conta nos comentários.

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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