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9 empresas disputam drone da Petrobras para combater incêndios na Recap, mas a licitação entra em julgamento sem revelar quem levará o equipamento que pode reforçar a segurança da refinaria paulista

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Escrito por Alisson Ficher Publicado em 24/10/2026 às 15:45 Atualizado em 24/10/2026 às 16:40
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As informações disponíveis ainda não detalham fabricante, modelo, autonomia, carga útil ou sistema de combate da aeronave. Projeto distinto da Petrobras em Paulínia mostra o uso de recursos remotos em emergências, mas não define a configuração que será contratada para Mauá.

A Petrobras encerrou na sexta-feira (23) o prazo para receber propostas para a compra de uma aeronave remotamente pilotada destinada ao combate a incêndios na Refinaria de Capuava (Recap), em Mauá, na Grande São Paulo. Nove empresas participavam da disputa, mas o processo seguia sem vencedora anunciada.

A quantidade de concorrentes foi informada pela Brasil Energia, que acompanhou a contratação. No registro disponível da licitação, o procedimento aparecia como “em disputa/julgamento”, sem indicação de empresa vencedora, homologação ou confirmação de que o equipamento já tivesse sido contratado.

O encerramento do prazo para envio das propostas não conclui a compra. O resultado do julgamento, uma eventual homologação, o valor do contrato e a previsão de entrega são informações que ainda dependem do avanço do processo.

O objeto da licitação é uma Aeronave Remotamente Pilotada, também identificada pela sigla RPA, para apoiar o combate a incêndios na Recap. A refinaria fica em Mauá, na Região Metropolitana de São Paulo.

O equipamento da Recap ainda não tem configuração pública

As informações públicas consideradas na matéria não detalham fabricante, modelo comercial, autonomia, alcance ou carga útil do equipamento. Também não há confirmação sobre sistema de água ou espuma, acessórios previstos ou configuração operacional que será entregue à refinaria.

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A documentação do processo está vinculada ao Petronect, onde ficam os dados do edital. Sem o resultado da disputa e as condições da contratação, não é possível atribuir à aeronave especificações de outros drones ou sistemas empregados pela Petrobras em unidades diferentes.

Também não há base para tratar o equipamento como já incorporado à rotina da Recap. A licitação confirma a finalidade de combate a incêndio, mas não informa que a aeronave tenha sido entregue, esteja em operação ou tenha sido integrada ao plano de emergência da refinaria.

A ausência de uma ficha técnica pública impede até mesmo definir qual será a função exata da aeronave durante uma ocorrência. O objeto confirma o uso em combate a incêndio, mas não esclarece se ela transportará agente extintor, servirá de apoio às equipes ou combinará diferentes recursos.

Pelo mesmo motivo, não é possível afirmar que o equipamento substituirá brigadistas ou atuará sozinho. A forma como operadores, equipes de emergência e a aeronave serão combinados depende das características efetivamente contratadas e dos procedimentos que vierem a ser adotados na unidade.

Replan usa recursos remotos em projeto diferente

Em projeto separado, a Petrobras informou em 2025 investimento de R$ 15 milhões em segurança na Refinaria de Paulínia (Replan). A estrutura inclui equipamentos de combate a incêndio operados à distância e recursos de monitoramento que podem ser usados pelas equipes em situações de emergência.

A Agência Petrobras informou que a Replan recebeu dois canhões de combate a incêndio com vazão de até 12 mil galões por minuto. Os equipamentos podem ter vazão e jato controlados remotamente a até 100 metros e permitem o lançamento de água ou espuma.

A mesma estrutura de Paulínia inclui drones com sensores térmicos e câmeras termais portáteis. A companhia associou esses recursos ao monitoramento de áreas afetadas e à possibilidade de reduzir a exposição das equipes em pontos de difícil acesso durante emergências.

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O anúncio da Replan não diz que esses drones lançam água ou espuma; essa função está associada aos canhões citados pela Petrobras. A distinção evita usar o projeto de Paulínia como ficha técnica da aeronave que ainda está em contratação para Mauá.

O exemplo mostra como recursos remotos podem integrar uma resposta industrial a incêndios, mas não descreve a aeronave licitada para a Recap. Os projetos são distintos, e nenhuma especificação da unidade de Paulínia pode ser transferida automaticamente para o processo de Mauá.

Autonomia de voo, capacidade de transporte, distância de operação e acessórios, portanto, continuam sem definição pública no material disponível sobre a compra. Esses dados dependem do edital completo, do resultado do julgamento e das condições que forem formalizadas na contratação.

Julgamento ainda separa disputa de contratação

A disputa reúne nove empresas em torno de um equipamento destinado ao combate a incêndio, mas o número de concorrentes não permite antecipar qual proposta será escolhida. Também não há, nesta etapa, valor final de aquisição que possa ser atribuído ao processo.

A situação do procedimento impede ainda afirmar quando a aeronave chegará à refinaria ou será incorporada à operação. Data de entrega e condições de uso dependem do que for definido após o julgamento e formalizado na contratação.

Com o prazo de propostas encerrado, os próximos dados capazes de definir a compra são o resultado do julgamento, a eventual homologação, o valor contratado e a data de entrega. A divulgação dessas informações permitirá identificar a fornecedora e conhecer a configuração efetivamente adquirida para a Recap.

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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