Donald Trump invoca lei da Guerra Fria para permitir incentivos à produção de petróleo e ao refino nos Estados Unidos enquanto governo enfrenta pressão dos combustíveis antes das eleições legislativas marcadas para novembro deste ano.
Donald Trump classificou a produção de petróleo e o refino como essenciais à defesa nacional dos Estados Unidos. A decisão abre caminho para incentivos financeiros federais destinados ao setor de combustíveis fósseis.
Segundo a Reuters, o memorando presidencial de quinta-feira, 22 de outubro, também alcança oleodutos e armazenamento de combustíveis líquidos. O presidente recorreu à Lei de Produção de Defesa, criada durante a Guerra Fria.
Financiamento e gargalos de infraestrutura
O documento aponta dificuldades de financiamento, prazos longos, entraves no licenciamento, problemas de infraestrutura e limitações nas cadeias de fornecimento. Na avaliação apresentada pelo governo, esses obstáculos comprometem a oferta dos serviços energéticos no prazo necessário.
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Uma legislação sancionada por Trump em 2025 incluiu US$ 1 bilhão para projetos energéticos considerados essenciais à segurança nacional, por meio da mesma lei.
Refinaria no Texas antecedeu memorando
Em 13 de outubro, o vice-presidente JD Vance anunciou o uso desse instrumento para ampliar uma refinaria da Delek US Holdings em Tyler, no Texas.
Conforme reportagem anterior da Reuters, a unidade processa aproximadamente 74 mil barris por dia. Vance afirmou que o objetivo era acrescentar milhões de galões de combustíveis comerciais e de especificação militar à produção existente.
Na ocasião, a Casa Branca e a Delek não responderam imediatamente às perguntas sobre o financiamento e o tamanho da expansão. Ampliações desse tipo exigem capital elevado e podem levar meses ou anos, dependendo da complexidade.
Combustíveis pesam antes das eleições
A iniciativa ocorre antes das eleições legislativas de 3 de novembro, quando os republicanos tentam manter o controle das duas casas do Congresso americano.
Pesquisa Reuters/Ipsos encerrada em 19 de outubro mostrou aprovação geral de 31% para Trump. Sobre a condução da economia, 68% dos entrevistados declararam desaprovação, incluindo 37% dos participantes que se identificaram como republicanos.
O levantamento ouviu pela internet 1.679 adultos, dos quais 1.279 eram eleitores registrados. A margem de erro era de dois pontos percentuais para todos os participantes e três pontos entre os eleitores registrados.
Projetos ainda sem identificação
O memorando divulgado na quinta-feira não identificou projetos específicos que poderiam receber recursos. A autorização ocorre em um país que produziu, em média, cerca de 13,6 milhões de barris de petróleo por dia em 2025.
Esse volume colocou os Estados Unidos na liderança mundial da produção de petróleo bruto, segundo os dados apresentados pela agência na reportagem publicada quinta-feira.
