Dieese e Conab mostram o salto do feijão e da carne na capital paraense, e o que a Conab prevê para a roça do país.
O feijão carioca ficou 59,06% mais caro em Belém nos últimos 12 meses. O dado está na Pesquisa Nacional da Cesta Básica do Dieese, edição de setembro de 2026. A carne bovina de primeira subiu 16,26% no mesmo período.
Os preços por quilo vieram do levantamento do Dieese do Pará, feito em parceria com a Conab. O O Liberal publicou os números em 24 de outubro. Em setembro, o quilo do feijão saiu por R$ 8,43 em média em Belém. Um ano antes, estava em R$ 5,30.
A carne bovina chegou a R$ 46,76 o quilo em setembro, contra R$ 40,22 no mesmo mês de 2025. Dentro da cesta básica, a carne também subiu.
-
Rio Bananal produz 69 mil toneladas de café e assume o 1º lugar do Brasil, e Patrocínio, que liderava em 2024, cai para o 3º
-
Quem planta mandioca em MS com 0,5 hectare ou mais tem que se cadastrar no MS Agrodata, e a lavoura passa a ter vistoria todo mês
-
O bezerro de MS avança para R$ 3.518 por cabeça enquanto o boi gordo anda de lado na semana, e isso pesa no bolso de quem repõe o rebanho
-
Trump retira tarifas de 50% sobre produtos agrícolas do Canadá, libera máquinas, equipamentos de refrigeração e embalagens a partir de 30 de outubro, mas mantém cobranças sobre outras mercadorias
Quem compra no balcão sente a diferença. O profissional de serviços gerais Geraldo Filho, ouvido pelo O Liberal, lembra de quando o feijão custava menos: “Meses atrás eu cheguei a pagar R$ 5 pelo preço do feijão. Teve aumento”.
Na feira, o prato de arroz com feijão ficou mais caro. Um quilo de feijão a R$ 8,43 custa R$ 3,13 a mais do que custava há um ano. Faça a conta na ponta do lápis: quanto sobra do salário para o resto da semana?
O feijão ficou mais barato em setembro?
Um pouco. Pelo Dieese, o feijão carioca caiu 2,66% em setembro na comparação com agosto. Foi um alívio pequeno, e o ano ainda pesa.

O que mais subiu na cesta básica de Belém?
No acumulado de 12 meses, o feijão lidera as altas da cesta de Belém. À frente dele vêm a carne bovina (16,26%), o tomate (15,42%) e a banana (12,93%). A cesta básica da capital custou R$ 731,62 em setembro, com alta de 8,74% em 12 meses.
O arroz segue outro caminho na cesta. Segundo o O Liberal, o arroz caiu 5,08% em 12 meses, mas acumula alta de 9,80% em 2026.
O que a Conab prevê para a roça de feijão?
A primeira estimativa da Conab para a safra 2026/27 saiu em 15 de outubro. Ela aponta produção de grãos acima de 367 milhões de toneladas. No caso do feijão, a estatal prevê produção nacional estável, em torno de 2,9 milhões de toneladas, segundo o comunicado da Conab sobre o primeiro levantamento.

Na lavoura, o retrato muda de estado para estado. Em Goiás, que responde por cerca de 14% da produção nacional, a área de feijão subiu 6,5%. Segundo a Conab citada pelo Portal PaNoRaMa, a área foi de 119,2 mil para 127 mil hectares na safra 2025/26. A produtividade, porém, caiu de 2.432 para 2.354 quilos por hectare. Ou seja, a área cresceu e a produtividade média estimada caiu um pouco.
Quanto custa o feijão no fardo, e o que o comerciante diz?
Na feira do Complexo do Guamá, a vendedora Cléa Brito contou ao O Liberal uma queda no fardo. O fardo de feijão caiu de R$ 220 para R$ 200 em outubro. O quilo, segundo ela, está em R$ 10.
No fardo, a diferença é grande. A vendedora Adriane Santos disse ao O Liberal que o fardo sai bem mais barato. Ela estima o quilo no fardo em torno de R$ 10, e no varejo chega a R$ 12. Ela resumiu: “O preço do feijão foi o que mais aumentou”.
Por enquanto, a conta é essa. Na cesta básica, o feijão é o item que mais subiu em 12 meses. A carne vem logo atrás, e o arroz ainda acumula alta no ano.
