Carros como Chevrolet Onix, Citroën, Fiat Titano e Corolla Cross foram duramente criticados no Brasil e passaram por melhorias importantes ao longo do tempo.
Lançar um carro no Brasil é um teste de resistência. Ruas esburacadas, consumidores atentos e redes sociais ativas fazem com que qualquer falha apareça rapidamente e os carros foram criticados.
Alguns modelos, mesmo promissores, começaram suas trajetórias cercados de críticas. Ainda assim, ajustes bem executados mudaram o rumo dessas histórias.
Nos últimos anos, fabricantes precisaram agir rápido para reposicionar veículos que não agradaram de imediato.
-
Chevrolet de 1983 roda mais de 100.000 km sem gasolina, usa lascas de madeira para alimentar motor V8 de 5,7 litros e ainda alcança 125 km/h em teste feito numa pista fechada de aeroporto
-
Oficina transforma triciclo gigante de pneus de trator em veículo de tração nas 3 rodas ao instalar um motor elétrico de 36 mil watts na roda da frente e cria um híbrido que escala ladeira
-
Carro elétrico mais barato do Brasil tem vendas suspensas antes das primeiras entregas: E-Motors interrompeu a comercialização do Emova Easy, que custaria R$ 69.990, após o aumento do imposto de importação e a alta no custo do frete
-
Adeus Qashqai, Nissan engaveta um de seus SUVs mais importantes, revê plano da fábrica em meio a cortes de custos, pressão chinesa e revisão da linha de produtos
O resultado foi uma série de carros criticados que passaram por melhorias relevantes e hoje ocupam lugar de destaque no mercado.
Esses casos mostram, na prática, como carros criticados melhoraram quando a indústria escuta o público.
Veja os 5 carros criticados pelos brasileiros e agora estão melhor
BYD Dolphin Mini: ajuste fino transformou a experiência
O BYD Dolphin Mini chegou em 2024 com um discurso claro: ser um dos elétricos mais acessíveis do Brasil.
O visual futurista, o tamanho compacto de 3,78 metros e o apelo ambiental conquistaram o consumidor rapidamente.
Por outro lado, o comportamento dinâmico deixou a desejar. A suspensão, herdada do projeto original chinês, não se adaptava bem às condições brasileiras.
Relatos de impactos secos e falta de estabilidade em velocidades mais altas se espalharam.
A correção veio em pouco tempo. Com nova calibração, o modelo ganhou rodar mais equilibrado.
Corolla Cross: quando detalhes pesam mais do que mecânica
O Toyota Corolla Cross nunca foi questionado por confiabilidade. Ainda assim, algumas escolhas de projeto causaram estranhamento logo no lançamento.
O freio de estacionamento acionado por pedal foi visto como algo fora de época para um SUV médio moderno.

Além disso, o escapamento com acabamento prateado chamava atenção de forma negativa.
Embora fossem questões estéticas e ergonômicas, o impacto na percepção do consumidor foi real.
A Toyota respondeu com mudanças pontuais, como a pintura preta do escapamento, mantendo o conjunto mecânico intacto.
Fiat Titano: correções profundas após as críticas
A chegada da Fiat Titano marcou a estreia da marca no segmento de picapes médias. No entanto, o lançamento em 2024 foi acompanhado de críticas contundentes.
O motor 2.2 turbo diesel de 180 cv não entregava o desempenho esperado para o porte da caminhonete.
A suspensão também virou alvo de reclamações, especialmente pelo excesso de rigidez, o que afetava o conforto. O retorno do público foi rápido e intenso.
Com isso, a Fiat promoveu uma reestruturação técnica. O motor passou a render 200 cv e 45,9 kgfm, a direção tornou-se elétrica e a suspensão recebeu novos ajustes.
Citroën revê projeto de seus carros e melhora percepção de qualidade após as críticas
A atual linha da Citroën também passou por um processo de revisão. C3, Aircross e Basalt enfrentaram críticas relacionadas ao acabamento interno e a soluções práticas, como a posição dos comandos dos vidros elétricos.
Na linha 2026, a marca promoveu mudanças importantes. O painel passou a ter superfícies mais macias, a chave deixou de lembrar a de uma motocicleta e virou do tipo canivete.

No Aircross e no Basalt, os comandos dos vidros migraram para as portas.
Chevrolet Onix: mudança estrutural para recuperar credibilidade após as críticas
O Chevrolet Onix e o Onix Plus enfrentaram questionamentos desde a adoção do motor turbo com correia dentada banhada a óleo.
Casos de desgaste prematuro geraram insegurança entre consumidores, mesmo quando a manutenção não seguia as recomendações da marca.
Em 2025, a Chevrolet decidiu reformular o conjunto. A correia passou a ser fabricada com material mais resistente, os modelos ganharam visual renovado e a garantia foi ampliada para cinco anos.
Com informações do Auto+
