Durante uma travessia de 435 quilômetros pela Patagônia, o YouTuber Everyday Sandro reduziu a velocidade, desligou a climatização e recorreu a painéis solares para levar seu Tesla Model X até um carregador, onde chegou após 8,5 horas com apenas 4% de bateria.
Um Tesla Model X conduzido pelo YouTuber Everyday Sandro percorreu 435 quilômetros pela Patagônia, enfrentou subida de 1.000 metros e ventos contrários e chegou a um carregador particular após 8,5 horas, com somente 4% de bateria.
Tesla Model X enfrenta falta de carregadores na América do Sul
De acordo com a fonte supercarblondie, conhecido como Everyday Sandro, o proprietário viaja pelas Américas a bordo de um Tesla Model X apelidado de Beluga. O trajeto começou no Oregon, nos Estados Unidos, passou brevemente pelo Canadá e avançou em direção à América do Sul.
Depois de atravessar os Estados Unidos, Sandro chegou à Argentina e seguiu rumo à Patagônia. A etapa mais recente apresentada por ele compreendeu o percurso entre Puerto Madryn e Comodoro Rivadavia, duas cidades argentinas separadas por aproximadamente 435 quilômetros.
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A viagem nessa região tornou-se uma das partes mais difíceis da expedição. Segundo o relato, a combinação entre as características geográficas do trajeto e a falta de carregadores aumentou o risco de o veículo ficar sem energia antes de alcançar um ponto de recarga.
O trecho também exigia uma subida acumulada de 1.000 metros. Além disso, o Tesla enfrentou fortes ventos contrários, condição que elevou o consumo de energia e reduziu a autonomia disponível durante o deslocamento.
Diante dessas limitações, Sandro precisou administrar cada parcela da carga restante. A prioridade deixou de ser completar o percurso rapidamente e passou a ser conservar energia suficiente para chegar a um carregador particular localizado no caminho.
Velocidade foi reduzida para 50 km/h ou menos
Para aumentar a autonomia, Sandro adotou práticas associadas ao chamado “hipermiling”, conjunto de medidas destinadas a reduzir o consumo de energia durante a condução.
Ele passou a dirigir em velocidades extremamente baixas, mantendo o Tesla Model X a 50 km/h ou menos. A decisão ampliou consideravelmente o tempo necessário para completar o trecho de 435 quilômetros.
O controle climático também foi desligado. Com isso, o sistema deixou de consumir parte da energia armazenada na bateria, embora a medida tenha reduzido o conforto dentro do veículo durante a travessia.
Outra alteração foi o rebaixamento da suspensão. O objetivo era diminuir o arrasto aerodinâmico e, consequentemente, limitar o gasto de energia enquanto o carro avançava pela estrada.
Mesmo com a redução da velocidade, o desligamento da climatização e a alteração da suspensão, a autonomia continuou insuficiente para garantir a chegada ao ponto de recarga.
Foi nesse momento que Sandro recorreu ao sistema de painéis solares personalizados instalado sobre o veículo. A estrutura havia sido preparada como medida de emergência para situações em que não houvesse carregadores disponíveis.
Painéis solares evitaram queda maior da bateria
Os painéis solares permitiram manter a carga em um nível considerado suficiente para continuar o deslocamento. O sistema, porém, não produziu energia bastante para recuperar rapidamente a autonomia ou permitir que o carro mantivesse uma velocidade normal.
Na prática, a geração solar funcionou como apoio para evitar que a bateria perdesse energia mais rapidamente. Para que essa estratégia funcionasse, Sandro precisou continuar dirigindo lentamente e mantendo reduzido o consumo dos demais sistemas do veículo.
Depois de 8,5 horas de viagem, ele conseguiu alcançar o carregador particular. O Tesla chegou ao local com somente 4% de bateria, quantidade equivalente, segundo o relato, a aproximadamente 19 quilômetros de autonomia restante.
O resultado mostrou a limitação do carregamento solar aplicado diretamente ao carro. Os painéis ajudaram na emergência, mas não forneceram energia suficiente para substituir uma estação convencional de recarga.
A experiência também evidenciou que o sistema depende de uma condução extremamente econômica. Em condições normais de velocidade e consumo, a energia produzida pelos painéis não seria suficiente para sustentar o deslocamento do Tesla Model X.
Expedição exige soluções improvisadas durante o percurso
A falta de infraestrutura de carregamento tem sido o principal desafio enfrentado por Sandro desde que começou a avançar pela América do Sul. A instalação dos painéis solares foi uma das medidas adotadas para reduzir o risco de ficar parado em regiões distantes.
O proprietário afirma que a disposição para solucionar problemas se tornou parte central da viagem. No vídeo, ele explicou a origem de uma expressão que passou a repetir durante a expedição.
“A expressão ‘lá vamos nós’ é algo que comecei a dizer mais ou menos na metade da minha expedição solo pelas Américas, porque me dá a confiança de saber que, qualquer que seja o problema que possamos encontrar, eu consigo resolvê-lo, porque sempre há uma solução”, declarou.
Além da dificuldade para localizar carregadores, o percurso já provocou desgaste no veículo. O relato não informa quais componentes foram afetados nem apresenta uma avaliação detalhada das condições mecânicas do Tesla.
Sandro conseguiu avançar até a Patagônia usando uma combinação de condução lenta, redução do consumo, ajustes no veículo e geração solar emergencial. Os painéis não eliminaram a necessidade de carregadores, mas ajudaram o carro a completar um trecho no qual a carga disponível era limitada.
