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Veneza corre risco real de desaparecer sob o mar até 2300 e cientistas revelam 4 soluções radicais que vão de obras bilionárias de até €100 bilhões até a decisão extrema de abandonar a cidade histórica para sempre

Escrito por Felipe Alves da Silva
Publicado em 16/04/2026 às 15:35
Atualizado em 16/04/2026 às 15:37
Assista o vídeoVeneza alagada com prédios históricos parcialmente submersos e canais cheios
Simulação mostra como Veneza pode ficar com o avanço do nível do mar
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Especialistas alertam para avanço do nível do mar, aumento de enchentes e decisões difíceis que podem redefinir o futuro de um dos patrimônios mais icônicos da humanidade

A possibilidade de Veneza desaparecer sob as águas deixou de ser um cenário distante e passou a ser uma preocupação concreta para cientistas e autoridades. A informação foi divulgada por “ScienceAlert”, com base em um estudo publicado na revista Scientific Reports, que analisa soluções extremas para salvar a chamada “cidade flutuante”. No entanto, o próprio estudo reforça que nenhuma das alternativas será simples — e todas envolvem custos bilionários, impactos ambientais e decisões políticas delicadas.

Atualmente, os dados indicam que o aumento do nível do mar, impulsionado pelas mudanças climáticas, pode fazer com que Veneza desapareça dentro dos próximos três séculos. Esse processo, embora gradual, já apresenta sinais alarmantes. Nos últimos 150 anos, por exemplo, a cidade enfrentou um crescimento significativo nas enchentes, sendo que 18 dos 28 eventos extremos — quando mais de 60% da cidade foi inundada — ocorreram apenas nos últimos 23 anos.

Além disso, é importante destacar que Veneza não está apenas sendo ameaçada pelo avanço do mar. Paralelamente, o solo sobre o qual a cidade foi construída também está afundando lentamente. Vale lembrar que, há mais de 1.600 anos, a cidade se mantém de pé sobre milhões de estacas de madeira — um feito impressionante, mas que agora enfrenta limites diante das mudanças ambientais.

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O que está por trás da elevação do nível do mar e por que Veneza está em risco crescente

Para entender o cenário atual, é fundamental compreender as causas do aumento do nível dos oceanos. Esse fenômeno resulta de uma combinação complexa de fatores, principalmente relacionados às emissões de combustíveis fósseis. Essas emissões elevam a concentração de gases de efeito estufa, que retêm o calor na atmosfera.

Consequentemente, esse calor adicional é absorvido pelos oceanos, provocando a expansão térmica da água. Ao mesmo tempo, o derretimento de geleiras contribui ainda mais para o aumento do volume dos mares. Como resultado direto, áreas costeiras — incluindo regiões que não eram inundadas há centenas ou até milhares de anos — estão sendo progressivamente invadidas pelas águas.

No caso de Veneza, a situação é ainda mais delicada. A cidade depende atualmente de uma ilha-barreira estreita e de três estruturas móveis, implementadas em 2022, que fecham as entradas da lagoa em momentos de risco. Apesar disso, especialistas alertam que essas medidas podem não ser suficientes no longo prazo.

De acordo com projeções baseadas no Sexto Relatório de Avaliação do IPCC, essas barreiras se tornam ineficazes quando o nível do mar sobe cerca de 1,25 metro — um cenário que pode ser alcançado até o ano de 2300, mesmo em cenários de baixas emissões.

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As 4 soluções radicais para salvar Veneza e os custos bilionários envolvidos

Diante desse cenário crítico, cientistas liderados pelo oceanógrafo Piero Lionello, da Universidade de Salento, analisaram quatro estratégias principais para tentar preservar a cidade. Cada uma delas, porém, apresenta desafios significativos.

A primeira alternativa é manter o modelo atual, conhecido como “lagoa aberta”. Nesse caso, as entradas da lagoa continuariam sendo fechadas com barreiras móveis sempre que necessário. Embora essa estratégia já tenha custado cerca de €6 bilhões (aproximadamente US$7 bilhões), ela pode se tornar insuficiente com o aumento do nível do mar. Além disso, quanto mais frequente o fechamento, maior o risco de falhas operacionais e problemas como a deterioração da qualidade da água, o que exigiria sistemas de bombeamento e tratamento de esgoto.

Em seguida, surge a opção dos diques circulares. Essa solução prevê a construção de barreiras de cerca de 3 metros de altura ao redor das principais áreas da cidade. Apesar de oferecer proteção contra elevações de até 6 metros no nível do mar, essa alternativa pode comprometer a conexão de Veneza com seu ecossistema natural, além de impactar negativamente o turismo e a identidade cultural da cidade. O custo estimado varia entre €0,5 e €4,5 bilhões.

Outra possibilidade ainda mais radical é o fechamento completo da lagoa. Nesse cenário, a ilha-barreira seria elevada e as entradas da lagoa seriam permanentemente bloqueadas com estruturas de aproximadamente 5 metros de altura. Essa solução poderia proteger Veneza mesmo com elevações de até 10 metros no nível do mar. Contudo, isso significaria o fim do ecossistema lagunar e da cidade como porto ativo. Além disso, o investimento necessário ultrapassaria €30 bilhões, sem contar a necessidade de um sistema permanente de bombeamento para evitar a estagnação da água.

Por fim, a alternativa mais extrema é o abandono da cidade. Essa estratégia envolve a realocação de moradores, monumentos históricos e estruturas urbanas. Trata-se de uma operação gigantesca e emocionalmente impactante, com custo estimado em €100 bilhões. Além disso, essa decisão implicaria deixar a lagoa à mercê de águas mais profundas, quentes e salinas — cujos efeitos ainda são desconhecidos.

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Um futuro incerto exige decisões urgentes e planejamento de longo prazo

Diante de tantas variáveis, especialistas ressaltam que a escolha não será simples. Equilibrar custos financeiros, preservação cultural e impactos ambientais é um desafio complexo que exige planejamento imediato. Isso porque projetos de engenharia dessa magnitude podem levar até 50 anos para serem implementados.

Além disso, o estudo destaca que os esforços globais para reduzir as emissões de gases de efeito estufa ainda são insuficientes. Portanto, mesmo com ações locais, o avanço do nível do mar tende a continuar por décadas ou séculos.

Nesse contexto, cientistas alertam que soluções radicais precisam começar a ser consideradas desde já. Caso contrário, a estratégia atual pode se tornar obsoleta antes mesmo do final deste século.

E você, diante do avanço do nível do mar e das mudanças climáticas cada vez mais intensas, acredita que ainda é possível salvar Veneza ou o desaparecimento da cidade já é inevitável?

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Felipe Alves da Silva

Sou Felipe Alves, com experiência na produção de conteúdo sobre segurança nacional, geopolítica, tecnologia e temas estratégicos que impactam diretamente o cenário contemporâneo. Ao longo da minha trajetória, busco oferecer análises claras, confiáveis e atualizadas, voltadas a especialistas, entusiastas e profissionais da área de segurança e geopolítica. Meu compromisso é contribuir para uma compreensão acessível e qualificada dos desafios e transformações no campo estratégico global. Sugestões de pauta, dúvidas ou contato institucional: fa06279@gmail.com

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