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Varanda eternizada por Michael Jackson no Pelourinho pode mudar de vez após 17 anos, enquanto comerciante recebe ordem para sair e destino de ponto turístico famoso segue cercado de dúvidas

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Escrito por Viviane Alves Publicado em 23/07/2026 às 00:06
Fachadas coloniais coloridas no Pelourinho, em Salvador, região onde Michael Jackson gravou o clipe “They Don’t Care About Us”.
Casarões coloridos e varandas de ferro representam a arquitetura do Pelourinho, local eternizado por Michael Jackson durante gravação em Salvador.
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Comerciante que preserva a Casa Michael Jackson há 17 anos deverá deixar o imóvel em 23 de julho, enquanto recurso ainda tramita na Justiça.

Um dos pontos turísticos mais conhecidos do Pelourinho enfrenta um futuro incerto. Carlos Alberto dos Santos recebeu uma ordem para desocupar o imóvel ligado à passagem de Michael Jackson por Salvador.

O comerciante trabalha no local há 17 anos. Durante esse período, ele preservou imagens, objetos e referências relacionadas ao chamado Rei do Pop.

A desocupação foi marcada para quinta-feira, 23 de julho. A defesa apresentou recurso, mas a previsão de saída continua mantida.

Michael Jackson gravou clipe histórico no Pelourinho em 1996

Michael Jackson visitou Salvador em 1996 para gravar cenas do clipe de “They Don’t Care About Us” no Pelourinho.

A produção tornou a varanda do imóvel conhecida mundialmente. Com o passar dos anos, o endereço começou a receber visitantes interessados na passagem do artista pela Bahia.

A música retrata situações vividas por populações marginalizadas. A gravação também marcou a história cultural da capital baiana.

Desde então, a região passou a ser constantemente visitada. O imóvel, por sua vez, tornou-se uma das referências turísticas do Centro Histórico de Salvador.

Comerciante manteve homenagens ao cantor por 17 anos

Carlos Alberto dos Santos instalou um pequeno comércio no imóvel e passou a oferecer produtos ligados à trajetória de Michael Jackson.

Segundo o comerciante, sua permanência sempre ocorreu com autorização do proprietário. A notificação recebida recentemente, entretanto, determinou sua saída do espaço.

O trabalhador afirma que cuidou das imagens e das referências ao cantor durante todos esses anos. A desocupação, por isso, aumenta as dúvidas sobre a continuidade das homenagens.

O terreno não pertence ao comerciante. Mesmo assim, Carlos foi responsável por preservar o espaço e manter a relação do endereço com o astro internacional.

A Casa Michael Jackson poderá deixar de funcionar da maneira conhecida pelos turistas. O destino definitivo do ponto ainda não foi informado.

Visitação à varanda começou após a morte do cantor

A morte de Michael Jackson, em 2009, aumentou o interesse dos fãs pelo imóvel usado na gravação.

Visitantes começaram a pedir acesso à varanda mostrada no clipe. Carlos, então, passou a permitir a entrada no espaço.

O valor cobrado para a visitação era de R$ 10. A atividade ajudou o comerciante a retirar seu sustento da chamada Casa Michael Jackson.

Durante 17 anos, Carlos também manteve viva a ligação do prédio com o cantor. O espaço se consolidou como uma atração procurada no Pelourinho.

A notificação judicial não esclarece se o endereço continuará aberto para visitação. A preservação das referências ao artista também não foi confirmada.

Ordem de desocupação foi marcada para 23 de julho

Informações divulgadas pelo g1 Bahia apontam que a identidade do proprietário não foi revelada. A reportagem identificou o dono apenas como um estrangeiro.

A defesa de Carlos apresentou recurso contra a decisão. Mesmo assim, a saída permanece prevista para quinta-feira, 23 de julho.

O advogado Guilherme Sales informou que a decisão foi tomada em primeira instância. O processo, segundo o defensor, ainda está em andamento.

A equipe jurídica afirmou respeitar as decisões do Poder Judiciário e o trabalho realizado pela imprensa. As manifestações públicas também deverão seguir os limites éticos e processuais.

O futuro da Casa Michael Jackson no Pelourinho permanece indefinido. A continuidade do ponto turístico e das homenagens ao cantor ainda depende dos próximos desdobramentos do processo.

Você acredita que a Casa Michael Jackson deve ser preservada como patrimônio cultural e turístico de Salvador, mesmo após a saída do comerciante que cuidou do espaço por 17 anos?

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Viviane Alves

Redatora com foco na produção de conteúdos estratégicos voltados para macro e microeconomia, geopolítica, mercado energético, setor automotivo e comércio global.

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