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Uma cidade trocou caldeiras por um silo com 2.000 toneladas de areia, carregado com energia renovável para guardar calor por longos períodos, cortar combustíveis fósseis e mudar o aquecimento no inverno

Escrito por Noel Budeguer
Publicado em 26/01/2026 às 11:46
Uma cidade trocou caldeiras por um silo com 2.000 toneladas de areia, carregado com energia renovável para guardar calor por longos períodos, cortar combustíveis fósseis e mudar o aquecimento no inverno
Em Pornainen, Polar Night Energy realizou uma bateria térmica com 100 MWh para armazenar calor renovável, reduzindo combustível fóssil e chamando atenção do setor de energia
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Em Pornainen, Polar Night Energy realizou uma bateria térmica com 100 MWh para armazenar calor renovável, reduzindo combustível fóssil e chamando atenção do setor de energia

A cidade finlandesa de Pornainen colocou em operação uma bateria de areia em escala industrial, criada para armazenar calor e liberar energia térmica quando a demanda aumenta no frio.

O projeto aposta em um conceito simples e muito eficiente: guardar energia na forma de temperatura, usando um grande volume de material mineral dentro de um silo bem isolado.

As informações foram divulgadas por Polar Night Energy, empresa finlandesa de armazenamento de energia térmica.

O que mudou em Pornainen com 1 MW e 100 MWh na rede de aquecimento

A bateria térmica passou a atender a rede local de aquecimento distrital, ajudando a reduzir o uso de combustíveis fósseis no fornecimento de calor.

O sistema foi instalado para entregar até 1 MW de potência térmica e armazenar 100 MWh de energia na forma de calor, valores que definem o tamanho real do projeto.

Na prática, isso permite produzir e guardar calor quando a energia renovável está disponível e usar depois, diminuindo a dependência de geração térmica em momentos de pico.

Como o silo aquece o material e chega perto de 600°C sem usar gás

O funcionamento começa quando existe eletricidade renovável excedente. Essa energia alimenta o aquecimento do sistema, elevando a temperatura interna para valores que chegam a 600°C.

O calor fica retido graças ao isolamento do conjunto, o que sustenta o armazenamento por longos períodos e ajuda a atravessar variações de consumo.

Quando a rede precisa, o sistema transfere o calor armazenado para fornecer energia térmica útil ao aquecimento distrital.

Por que 2.000 toneladas de pedra triturada viram uma bateria térmica gigante

O armazenamento usa cerca de 2.000 toneladas de pedra de alta capacidade térmica triturada, escolhida por segurar calor por muito tempo em grande volume.

Essa lógica funciona bem porque o objetivo é entregar calor estável, não eletricidade direta para equipamentos e tomadas.

A escala faz a diferença: um meio barato e abundante, combinado com controle e isolamento, vira infraestrutura energética com impacto real no inverno.

Quais prazos de uso aparecem, de quase 1 semana no inverno a 1 mês no verão

O dimensionamento foi pensado para cobrir até 1 mês de demanda de calor no verão e quase 1 semana no inverno, dentro da rede local.

Isso descreve o tempo de atendimento possível com a capacidade instalada em cenários diferentes de consumo, sem depender de reposição imediata a todo momento.

pv magazine, publicação internacional do setor solar e energia, trouxe os números e os prazos citados.

Onde essa tecnologia pode chegar e quais limites ela ainda tem

A bateria de areia é indicada para usos que precisam de calor, como aquecimento distrital e processos térmicos industriais.

Ela não tem o mesmo papel de uma bateria elétrica tradicional, porque o armazenamento é térmico e o foco é entregar temperatura para aquecer sistemas.

Pornainen virou um exemplo prático: um silo de material aquecido reduzindo a necessidade de combustão para manter a cidade aquecida em períodos críticos.

A bateria de areia em Pornainen mostra uma rota direta para reduzir combustível fóssil no aquecimento urbano usando uma ideia simples, armazenar calor em grande massa mineral.

Com 1 MW de entrega térmica e 100 MWh de armazenamento, o sistema cria uma nova lógica para o frio: aproveitar energia renovável quando ela sobra e liberar calor quando ele faz falta.

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Noel Budeguer

Sou jornalista argentino baseado no Rio de Janeiro, com foco em energia e geopolítica, além de tecnologia e assuntos militares. Produzo análises e reportagens com linguagem acessível, dados, contexto e visão estratégica sobre os movimentos que impactam o Brasil e o mundo. 📩 Contato: noelbudeguer@gmail.com

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