O novo shopping Plaza Campos Gerais abriu em dezembro em Ponta Grossa, na região de Ronda, após investimento de R$ 350 milhões do Grupo Tacla. Com 76 mil m², 27 mil m² de área locável e 140 operações, o empreendimento soma cinema com seis salas e grandes âncoras em endereço central de acesso
O novo shopping que começou a operar em Ponta Grossa, no interior do Paraná, não é apenas mais um prédio com vitrines. Ele chega com números que obrigam o mercado local a recalcular concorrência, fluxo e ocupação: R$ 350 milhões investidos, 140 operações e uma metragem que coloca o empreendimento em patamar regional.
A inauguração em dezembro, na região de Ronda, também expõe um movimento mais amplo. Quando um grupo que lidera o setor no Sul decide abrir um novo shopping no interior, o sinal é de aposta em demanda latente e reposicionamento urbano, não só de expansão de marcas.
Onde fica o novo shopping e quais são os números que definem a escala

O novo shopping se chama Plaza Campos Gerais e foi implantado em Ponta Grossa, no Paraná, na Avenida Visc. de Taunay, 2023.
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O endereço é relevante por concentrar o acesso e por marcar a presença do empreendimento em uma área específica da cidade, na região de Ronda, que passa a receber um equipamento comercial de grande porte.
Os números sintetizam o tamanho do projeto. São 76 mil metros quadrados de área total, com 27 mil metros quadrados de área locável, além de 140 operações entre lojas e quiosques.
Em shopping, a conta que decide o jogo é área locável e mix de operações, porque isso define receita, rotatividade e capacidade de atrair redes âncoras.
O que significa “140 operações” na prática e como o mix reposiciona o varejo

Um novo shopping com 140 operações costuma mudar a dinâmica de consumo porque expande a oferta de categorias no mesmo lugar, redistribui o fluxo de pessoas e altera a estratégia de lojistas que antes dependiam de rua, centros menores ou deslocamentos para outras cidades.
Em Ponta Grossa, a leitura é direta: mais opções e mais competição pelo mesmo consumidor.
O mix anunciado inclui redes como Renner, Riachuelo, C&A e Muffato Gourmet, além de marcas como Crocs, Daiso e Constance.
Quando o mix reúne âncoras, moda, conveniência e especialidades, o shopping deixa de ser passeio e vira rotina, porque cobre necessidades diferentes sem exigir deslocamentos múltiplos.
Cinema, serviços e o papel do lazer na sustentação do fluxo
O novo shopping também incorpora um componente de permanência: a presença do Cine Laser Cinemas, com seis salas multiplex.
Esse tipo de equipamento funciona como gerador de fluxo fora do horário estritamente comercial, aumentando o tempo médio de permanência e distribuindo visitas ao longo da semana.
Isso é relevante porque shopping não vive apenas de abertura de portas, vive de recorrência.
Lazer e serviços são o “lastro” de frequência, especialmente quando o objetivo é sustentar ocupação das 140 operações ao longo do tempo.
Para o consumidor, o resultado é simples: mais um motivo para ir além da compra pontual.
Horários, rotina de funcionamento e o impacto direto no dia a dia da cidade
O funcionamento segue um padrão de operação ampliada: de segunda a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos, com abertura às 11h.
Esse detalhe parece burocrático, mas define o comportamento do fluxo urbano, especialmente para quem trabalha em horário comercial e precisa de janela de consumo no fim do dia.
O horário também conversa com logística de transporte e segurança de circulação.
Quando um novo shopping opera até 22h, ele cria uma nova centralidade noturna, influenciando deslocamento, alimentação e serviços, e puxando o entorno para uma dinâmica mais intensa do que a de comércio tradicional de rua.
Grupo Tacla, o segundo shopping em Ponta Grossa e a tese de “demanda latente”
O novo shopping é do Grupo Tacla, descrito como o maior conglomerado de shopping do Sul do país. Em Ponta Grossa, ele se soma a um empreendimento anterior: o Shopping Palladium, inaugurado em 2023, também ligado ao grupo.
A existência de dois empreendimentos no mesmo município não é casual, é tese de mercado.
A justificativa declarada é a realização de estudos de viabilidade que apontaram demanda latente por um segundo empreendimento, além de pedidos de grandes redes interessadas em entrar no mercado local ou ampliar presença.
Quando redes pedem “mais espaço” e o estudo confirma demanda, o risco muda de “apostar” para “capturar”, e o novo shopping vira resposta a uma fila de interesse comercial.
O novo shopping Plaza Campos Gerais, em Ponta Grossa, nasce de um investimento de R$ 350 milhões, chega com 140 operações, 76 mil m² de área total e 27 mil m² de área locável, e consolida a expansão do Grupo Tacla no interior do Paraná.
A mensagem é objetiva: a cidade virou mercado capaz de sustentar dois grandes empreendimentos, e o varejo local terá de se adaptar rápido ao novo centro de gravidade.
Agora quero uma resposta pessoal e concreta: se você mora em Ponta Grossa ou já frequentou a região dos Campos Gerais, qual categoria você acha que mais faz falta em um novo shopping, e qual loja ou serviço você acredita que realmente muda a rotina da cidade quando chega?

Falta uma loja coma a kamicado