Cara Torchia transforma experiência de palco em negócio de UGC, começa com cerca de US$ 1.000 no primeiro mês, trabalha de 30 a 40 horas por semana e agora combina contratos recorrentes com projetos para marcas de vários setores
Aos 25 anos, Cara Torchia encontrou uma forma de transformar sua experiência como atriz em um negócio digital que rapidamente passou a sustentar sua rotina em Nova York. Depois de atuar em uma turnê nacional da Broadway e trabalhar durante nove meses em um navio de cruzeiro, ela começou a produzir conteúdo gerado por usuário, o chamado UGC, em janeiro de 2026. Em maio, apenas cinco meses depois, registrou seu primeiro mês de US$ 10 mil, conforme relato publicado pelo Business Insider.
O crescimento chamou atenção por outro motivo: Torchia afirma que não precisou enviar propostas frias nem fazer prospecção direta para conseguir os primeiros trabalhos. Em vez disso, criou um perfil no Fiverr, definiu preços, publicou vídeos de exemplo e começou a receber contatos de marcas que encontravam seus serviços dentro da própria plataforma.
Desde então, ela já trabalhou com mais de 150 marcas, produzindo vídeos para segmentos tão diferentes quanto cosméticos, limpadores de para-brisa, escritórios de advocacia e até terra para plantas. Hoje, a jovem mantém uma rotina de 30 a 40 horas semanais, organiza dezenas de entregas em uma planilha e também começa a fechar contratos recorrentes fora do Fiverr.
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Antes do UGC, ela passa pela Broadway e visita 31 países em navio
A trajetória começou longe do mercado de freelancers.
Entre o verão de 2023 e o verão de 2024, Cara participou da turnê nacional de Hairspray, produção ligada ao circuito da Broadway. Depois, embarcou em um navio de cruzeiro como artista e permaneceu nessa função por nove meses.
Durante esse período, visitou 31 países.

Quando deixou o navio, entretanto, ela não queria voltar imediatamente a um emprego tradicional.
Além disso, buscava uma forma de continuar usando aquilo que já sabia fazer: atuar, falar para uma audiência e criar conexão diante da câmera.
Foi então que começou a pesquisar trabalhos de UGC.
Essa mudança de rota lembra outras histórias de carreira em que experiência anterior acaba sendo reaproveitada de um jeito inesperado.
UGC aparece no Instagram e ela descobre o Fiverr
Torchia conta que conheceu melhor o mercado de UGC depois de acompanhar criadores no Instagram.
Então, começou a pesquisar.
Logo depois, encontrou o Fiverr, plataforma que conecta freelancers a empresas e clientes.
A estratégia inicial foi relativamente simples.
Ela criou um perfil.
Definiu os preços.
Publicou vídeos de demonstração.
Depois, esperou os contatos começarem a chegar.
Segundo Torchia, os primeiros clientes apareceram de forma orgânica dentro da plataforma.
Ela não precisou abordar marcas diretamente.
Esse detalhe foi decisivo porque eliminou uma das etapas que costuma afastar muita gente do trabalho freelancer: enviar dezenas de mensagens sem saber se alguém responderá.
Primeiro mês rende cerca de US$ 1.000
O começo não foi explosivo.
No primeiro mês, Torchia faturou cerca de US$ 1.000 com os trabalhos de UGC.
Depois, o ritmo aumentou.
Ela afirma que tratou cada entrega inicial como se fosse essencial para construir sua reputação.
Assim, buscava superar a expectativa do cliente e entregar vídeos com qualidade profissional.
Com mais trabalhos concluídos, também vieram avaliações.
E quanto mais avaliações positivas apareciam, maior ficava a visibilidade do perfil dentro do Fiverr.
Segundo ela, esse processo começou a criar um efeito de bola de neve.
Em cinco meses, o faturamento mensal chega a US$ 10 mil
O salto aconteceu rapidamente.
Torchia começou a produzir conteúdo em janeiro de 2026.
Em maio, registrou seu primeiro mês de US$ 10 mil.
Portanto, em cerca de cinco meses, saiu de praticamente zero receita com UGC para um patamar que já conseguia sustentar sua vida sem depender de emprego tradicional.
É importante fazer a distinção correta.

O Business Insider relata renda mensal obtida com o trabalho de UGC, mas não apresenta uma margem líquida detalhada nem informa exatamente quanto sobra depois de impostos e despesas.
Assim, o dado correto é:
ela chegou a cerca de US$ 10 mil por mês em receita com seus serviços de UGC.
Não existe base para transformar esse valor automaticamente em lucro líquido.
Experiência de atriz vira diferencial nos anúncios
A principal vantagem de Torchia não veio de equipamentos sofisticados.
Veio do palco.
Ela conta que imprime os roteiros e aborda cada vídeo como se estivesse preparando uma cena.
Primeiro, pensa na história.
Depois, trabalha a emoção.
Em seguida, define a melhor forma de transmitir a mensagem de maneira natural e convincente.
Essa experiência ajuda a explicar por que a jovem não se limita a repetir um texto diante da câmera.
Ela tenta criar storytelling, ritmo e interpretação.
Assim, sua formação artística virou uma ferramenta comercial.
A mesma lógica aparece em projetos onde uma habilidade antiga encontra uma nova aplicação, como em iniciativas de inovação, ainda que o contexto seja completamente diferente.
Mais de 150 marcas entram no portfólio
Com o crescimento, Torchia começou a trabalhar para empresas de vários setores.
Ela afirma não ter um nicho único.
Ao contrário, aceita projetos diferentes desde que se sinta confortável com o produto.
Entre os exemplos citados estão:
skincare, limpadores de para-brisa, escritórios de advocacia e produtos para plantas.
Até agora, já trabalhou com mais de 150 marcas.
Essa variedade também reduz a dependência de um único segmento.
Se um setor desacelera, ela ainda pode receber demanda de outros tipos de clientes.
Além disso, permite testar diferentes formatos de anúncio e linguagem.
Fiverr deixa de ser a única fonte de clientes
Depois de consolidar o perfil, Torchia começou a receber contatos por outros caminhos.
Agora, marcas também chegam por e-mail e redes sociais.
Além disso, ela já conseguiu alguns contratos recorrentes.
Esses clientes pagam por uma quantidade definida de vídeos todos os meses.
Com isso, Torchia ganha uma fonte de renda mais previsível.
Em vez de começar cada mês do zero, entra com uma parte da receita já contratada.
Essa previsibilidade muda a dinâmica do negócio.
Projetos pontuais continuam entrando.
Porém, contratos recorrentes ajudam a reduzir oscilações.
Rotina costuma ocupar de 30 a 40 horas por semana
Apesar do faturamento, Torchia não apresenta a atividade como um trabalho de poucas horas.
Sua rotina típica fica entre 30 e 40 horas por semana.
Entretanto, a distribuição do tempo varia bastante.
Alguns dias têm zero horas de trabalho.
Outros podem chegar a 10 horas.
Essa flexibilidade é justamente um dos motivos que a atraíram para o UGC.
Como também quer continuar atuando, controlar a própria agenda permite conciliar os dois caminhos profissionais.
Além disso, ela consegue levar o negócio consigo caso volte a participar de uma turnê.
Em algumas semanas, 16 vídeos precisam sair ao mesmo tempo
O volume de trabalho também exige organização.
Torchia usa uma planilha detalhada para acompanhar cada vídeo.
Ela consulta esse controle pela manhã.
Depois, verifica novamente à noite.
A planilha mostra em qual etapa cada projeto está.
Isso se torna essencial porque, em algumas semanas, ela pode ter 16 vídeos com prazo de entrega.
Portanto, a atividade não depende apenas de criatividade.
Também exige gestão.
Uma entrega atrasada pode afetar avaliação.
Uma avaliação ruim pode reduzir confiança.
E menos confiança pode diminuir novos pedidos.
Nova York vira parte do produto
A localização também ajuda.
Torchia mora em Nova York.
Por isso, consegue gravar vídeos em lugares que muitas marcas reconhecem imediatamente.
Ela cita cenários como:
metrô de Nova York, Central Park e Times Square.
Esses ambientes adicionam valor visual para determinadas campanhas.
Além disso, permitem criar anúncios com aparência mais espontânea.
O detalhe curioso é que toda essa produção pode acontecer usando apenas um celular.
Ou seja, o diferencial não está necessariamente em câmeras caras.
Está na combinação entre localização, interpretação e execução.
Ela tratou o UGC como negócio, não como renda extra
Torchia acredita que essa mentalidade explica boa parte do crescimento.
Muita gente entra no UGC como atividade paralela.
Ela decidiu tratar o trabalho como empresa desde o primeiro dia.
Isso significou responder clientes com profissionalismo.
Cumprir prazos.
Organizar entregas.
Melhorar os vídeos.
E usar avaliações como ferramenta para conquistar novos trabalhos.
A diferença parece pequena.
Porém, muda a forma como a pessoa encara cada projeto.
Em vez de pensar apenas no pagamento imediato, ela pensa no impacto que aquele cliente pode ter sobre o próximo.
Avaliações positivas ajudam perfil a subir no algoritmo
No Fiverr, a reputação tem peso.
Quanto mais projetos Torchia concluía, mais avaliações apareciam.
Segundo ela, isso ajudava seu perfil a subir dentro do algoritmo da plataforma.
Assim, mais marcas conseguiam encontrá-la.
Depois, essas novas marcas geravam outros trabalhos.
E esses trabalhos geravam mais avaliações.
Esse ciclo ajudou a acelerar a operação.
Portanto, a ausência de prospecção ativa não significa que o negócio cresceu sozinho.
Torchia investiu energia em perfil, entrega, reputação e organização.
Foi isso que alimentou a visibilidade.
Antes disso, ela trabalhava como babá no Upper East Side
A trajetória ganha força quando se compara o começo de 2025 com o cenário atual.
Depois de sair do navio, Torchia trabalhou como babá de uma família do Upper East Side.
Esse trabalho aconteceu de forma parcial entre o fim de 2024 e fevereiro de 2025, segundo seu relato.
Ao mesmo tempo, buscava uma atividade que pudesse combinar com sua carreira artística.
UGC apareceu como essa alternativa.
Pouco depois, a renda dos vídeos já começava a substituir a necessidade de um emprego convencional.
Essa transição também lembra histórias em que pessoas transformam uma solução de nicho em algo muito maior, como no caso de uma casa bioclimática que parte de uma necessidade específica e chega a outro patamar de aplicação.
Ela já fazia vídeos desde criança
Torchia conta que essa relação com a câmera não começou agora.
Segundo sua mãe, a jovem fazia vídeos no próprio quarto usando webcam desde os 5 anos.
Mais tarde, continuou criando conteúdo enquanto participava da turnê de Hairspray.
Também gravava durante o período no navio.
Assim, o UGC não apareceu como habilidade completamente nova.
Na verdade, reuniu várias experiências anteriores:
vídeo + atuação + comunicação + redes sociais.
Foi essa combinação que acabou virando negócio.
Objetivo agora inclui marcas como Lush e Nike
Apesar de já ter trabalhado com mais de 150 empresas, Torchia ainda tem metas específicas.
Ela gostaria de produzir conteúdo para marcas maiores, como Lush e Nike.
Ao mesmo tempo, também quer ampliar trabalhos com empresas locais.
Isso mostra que o próximo passo não depende apenas de aumentar a quantidade de clientes.
Ela quer melhorar a qualidade e o perfil das parcerias.
Além disso, contratos maiores podem trazer mais estabilidade.
Por isso, o crescimento agora entra em outra fase.
De US$ 1.000 para US$ 10 mil em poucos meses
A transformação aparece nos números.
No primeiro mês, Torchia ganhou cerca de US$ 1.000.
Em maio, já havia alcançado US$ 10 mil no mês.
Isso representa um aumento de aproximadamente 10 vezes entre o primeiro mês relatado e o primeiro mês de US$ 10 mil.
Entretanto, o crescimento não aconteceu apenas porque havia demanda.
Ela também encontrou uma forma de diferenciar o serviço.
Sua experiência no teatro permitiu transformar anúncios em pequenas performances.
Depois, as avaliações ajudaram o perfil a subir.
E o aumento de visibilidade trouxe mais pedidos.
150 marcas mostram que o negócio deixou de ser experimento
Uma cliente isolada poderia representar apenas sorte.
Dez clientes já mostrariam algum sinal de demanda.
Mais de 150 marcas, porém, colocam a história em outra escala.
Além disso, os projetos atravessam diversos segmentos.
Essa variedade indica que o formato de UGC não depende necessariamente de uma única categoria.
Marcas procuram pessoas que consigam produzir vídeos com aparência natural e linguagem próxima do consumidor.
Nesse cenário, Torchia transformou sua capacidade de atuar diante da câmera em serviço.
UGC permite continuar carreira artística sem abrir mão da renda
O objetivo final também ajuda a explicar por que o modelo funciona para ela.
Torchia não quer necessariamente abandonar o teatro.
Ela quer conseguir continuar atuando sem depender de um emprego que impeça turnês ou viagens.
O UGC oferece essa flexibilidade.
Se surgir uma nova turnê, ela pode continuar gravando.
Em caso de precisar viajar, leva o celular.
Se tiver um dia livre, concentra mais trabalhos.
Assim, o negócio se adapta à carreira artística em vez de competir diretamente com ela.
De babá e atriz a criadora que fatura US$ 10 mil por mês
A sequência resume a história.
Cara Torchia passou pela Broadway.
Depois, trabalhou nove meses em um navio e conheceu 31 países.
Em seguida, atuou como babá.
Então, descobriu o UGC.
Em janeiro de 2026, começou a criar vídeos.
No primeiro mês, faturou cerca de US$ 1.000.
Em maio, chegou a US$ 10 mil no mês.
Hoje, já trabalhou com mais de 150 marcas, mantém uma rotina de 30 a 40 horas semanais e começa a aumentar a fatia de clientes recorrentes.
O ponto mais curioso é que a virada não exigiu abandonar aquilo que ela já sabia fazer.
Pelo contrário.
Torchia pegou anos de experiência em atuação e transformou justamente essa habilidade em um produto que marcas passaram a comprar.
Você acha que trabalhos de UGC podem virar uma carreira estável ou ainda dependem demais de plataformas e algoritmos para funcionar no longo prazo?
