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UFMT recebe sistema BESS da Navvion para pesquisas enquanto Mato Grosso avança na disputa por fábrica bilionária de baterias de lítio e armazenamento de energia

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Escrito por Corporativo Publicado em 15/07/2026 às 16:48 Atualizado em 15/07/2026 às 16:52
Pesquisadores, representantes da Navvion, da MANST Technology e da UFMT durante apresentação de um sistema BESS em laboratório de Engenharia Elétrica, destinado a pesquisas sobre armazenamento de energia e desenvolvimento de baterias em Mato Grosso.
Representantes da UFMT, da Navvion Energy Storage Systems e da MANST Technology acompanham a apresentação do sistema BESS que será utilizado em pesquisas sobre armazenamento de energia, enquanto Mato Grosso disputa a instalação de uma fábrica de baterias com investimento superior a R$ 1,1 bilhão.
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Universidade Federal de Mato Grosso passa a contar com um sistema de armazenamento de energia da Navvion para pesquisas, enquanto o estado fortalece sua candidatura para receber um investimento superior a R$ 1,1 bilhão na indústria de baterias

A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) oficializou, na terça-feira (14 de julho), o recebimento de um Sistema de Armazenamento de Energia por Baterias (BESS – Battery Energy Storage System) doado pela empresa norte-americana Navvion Energy Storage Systems. Ao mesmo tempo, representantes da companhia e da parceira chinesa MANST Technology realizaram uma agenda técnica no estado para avaliar a possível instalação de uma fábrica de baterias com investimentos que podem ultrapassar R$ 1,1 bilhão.

Além disso, a comitiva visitou as empresas Centroaço e Trael Transformadores, dentro das negociações para definir o futuro local da unidade industrial. Segundo a UFMT, a Navvion e o senador Wellington Fagundes, a iniciativa reúne pesquisa, desenvolvimento tecnológico e formação de profissionais.

Sistema BESS será utilizado em pesquisas sobre armazenamento de energia

O equipamento entregue corresponde ao modelo residencial NavvionZERO.

O sistema possui capacidade de armazenamento de 16,1 kWh e conta com inversor híbrido integrado de 10 kW.

A partir de agora, o equipamento será utilizado pelo Departamento de Engenharia Elétrica da UFMT.

Dessa forma, pesquisadores poderão desenvolver:

  • Ensaios laboratoriais;
  • Testes de conformidade;
  • Pesquisas de desempenho;
  • Projetos de integração de microrredes;
  • Avaliações do comportamento das baterias nas condições climáticas de Mato Grosso.

Além disso, os estudos permitirão adaptar a tecnologia às características do mercado brasileiro.

Memorando define uso exclusivo para pesquisa e inovação

Conforme estabelece o memorando de doação, intermediado pelo senador Wellington Fagundes, o equipamento será destinado exclusivamente às atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação da universidade.

Entre as principais linhas de estudo previstas estão:

  • Ensaios para atendimento às normas da Aneel e do Inmetro;
  • Monitoramento dos sistemas BMS e EMS;
  • Avaliação da eficiência energética nas condições típicas do Centro-Oeste;
  • Estudos sobre integração dos sistemas de armazenamento à rede elétrica.

Assim, a universidade amplia sua estrutura voltada às pesquisas sobre armazenamento de energia.

Equipamento permitirá estudos adaptados ao clima de Mato Grosso

Segundo o professor do Departamento de Engenharia Elétrica da UFMT e ex-reitor Evandro Aparecido Soares da Silva, o novo sistema representa um avanço para o desenvolvimento científico e tecnológico do estado.

De acordo com o pesquisador, a expansão da produção industrial depende de uma oferta de energia mais segura e confiável.

Além disso, ele destacou que os testes realizados em Mato Grosso permitirão avaliar fatores como temperatura, desempenho e adaptação tecnológica, tornando possível a chamada tropicalização desses sistemas para a realidade regional.

Parceria pode fortalecer candidatura de Mato Grosso para receber a fábrica

Ao mesmo tempo, a cooperação entre universidade e empresa pode aumentar a competitividade de Mato Grosso na disputa pela instalação da futura unidade industrial da Navvion no Brasil.

Na primeira etapa do projeto, está previsto um investimento inicial de R$ 110 milhões.

A unidade deverá realizar a montagem de sistemas de armazenamento de energia.

Além disso, a capacidade estimada será de 1,5 GWh por ano, com geração aproximada de 150 empregos diretos.

Posteriormente, a segunda fase prevê a fabricação de células de lítio.

Nesse cenário, os investimentos poderão superar R$ 1,1 bilhão, enquanto a expectativa é de aproximadamente 500 empregos diretos em um período de cinco anos.

Capacitação profissional integra estratégia da parceria

Segundo o presidente da Navvion América do Sul, Merivaldo Britto, a cooperação com a UFMT também busca preparar profissionais para atender à crescente demanda da indústria de armazenamento de energia.

Ainda conforme o executivo, a formação técnica em eletrônica e sistemas de armazenamento será importante para suprir futuras necessidades do setor.

Além disso, ele ressaltou que fatores como polos industriais consolidados, incentivos e segurança jurídica fazem parte dos critérios avaliados pela empresa para investimentos de longo prazo.

Universidades chinesas também participam das tratativas

Durante a visita técnica realizada em 14 de julho, também foram discutidas possíveis parcerias entre a UFMT e universidades chinesas.

Caso Mato Grosso seja escolhido para receber o empreendimento, as instituições poderão desenvolver pesquisas conjuntas voltadas ao armazenamento de energia.

Por fim, o senador Wellington Fagundes afirmou que a aproximação entre universidade e iniciativa privada fortalece o posicionamento do estado na transição energética.

Segundo o parlamentar, o crescimento da geração solar e eólica aumenta a importância do armazenamento de energia, considerado um dos pilares da segurança energética. As informações foram divulgadas pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), pela Navvion Energy Storage Systems e pelo gabinete do senador Wellington Fagundes.

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