O projeto do túnel imerso Santos-Guarujá avança após a homologação da PPP e promete alterar padrões de mobilidade, logística e conexão urbana na Baixada Santista, com impactos diretos no transporte diário e na operação portuária.
A homologação da Parceria Público-Privada (PPP) do Túnel Imerso Santos-Guarujá, publicada em novembro no Diário Oficial do Estado, formalizou o resultado do leilão realizado na B3 e avançou para a fase de assinatura contratual.
Orçado em R$ 6,8 bilhões, o projeto prevê um túnel de 1,5 quilômetro, sendo 870 metros submersos sob o canal do Porto de Santos, conectando o Macuco, em Santos, ao distrito de Vicente de Carvalho, no Guarujá.
O trajeto, que hoje pode levar até uma hora por vias alternativas ou apresentar longas filas nas balsas, deverá ser percorrido em cerca de dois minutos, de acordo com estimativas técnicas.
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PPP, investimentos e prazos da obra
O leilão internacional realizado em setembro na B3 confirmou a portuguesa Mota-Engil Latam Portugal S.A. como vencedora da concessão, após ofertar desconto de 0,5% sobre a contraprestação máxima prevista.

O contrato, com 30 anos de duração, aguarda apenas a conclusão das etapas pré-contratuais de due diligence e habilitação.
A modelagem prevê uma PPP patrocinada, com receita proveniente do pedágio e das contraprestações públicas anuais.
União e Governo de São Paulo dividirão os R$ 5,4 bilhões em aportes públicos, enquanto aproximadamente R$ 1,78 bilhão será responsabilidade da concessionária.
O cronograma de referência indica início da definição da doca de montagem dos módulos em 2026, fabricação a partir de 2027, imersão até 2030 e entrada em operação em 2031, conforme documentos oficiais.
Estrutura, módulos e características do túnel
A travessia contará com seis faixas de rolamento, três em cada sentido.
Uma das faixas será reversível para futura operação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).
O projeto inclui ciclovia e passarela, totalizando cerca de 35 metros de largura.
O trecho submerso ficará a aproximadamente 21 metros de profundidade, formado por seis módulos pré-moldados de concreto armado, com cerca de 140 metros cada.
Esses módulos serão construídos em doca seca, testados e rebocados até o leito escavado antes da imersão.

Depois, receberão camadas de proteção com areia e rochas, conforme práticas adotadas em túneis imersos internacionais.
A Autoridade Portuária de Santos (APS) acompanhará as etapas, uma vez que o canal permanece em uso contínuo e está em processo de aprofundamento.
Impacto na travessia e no trânsito entre Santos e Guarujá
Atualmente, a ligação entre Santos e Guarujá depende principalmente das balsas, além do percurso pela Rodovia Cônego Domênico Rangoni, que aumenta o deslocamento em mais de 40 quilômetros.
As balsas enfrentam restrições operacionais em função do clima, manutenção e capacidade limitada.
Fila superior a uma hora pode ocorrer em períodos de maior demanda.
Estudos usados na modelagem da PPP estimam que o túnel deve absorver 70% da demanda atual, reduzindo o uso das balsas.
Avaliações ambientais apontam que a diminuição do percurso pode provocar redução de até 53% nas emissões de dióxido de carbono associadas à travessia entre margens.

O projeto é complementar à PPP das travessias litorâneas, que prevê renovação da frota e introdução de embarcações elétricas nos trechos que seguirão operando.
Papel do Novo PAC e efeitos socioeconômicos
O túnel integra o Novo PAC, em razão do impacto no fluxo do Porto de Santos, responsável por parcela expressiva das exportações do país.
Segundo estimativas do governo estadual e da concessionária, a obra deve gerar cerca de 9 mil empregos diretos e indiretos, com prioridade para moradores da Baixada Santista.
A expectativa de autoridades públicas é de que aproximadamente 2 milhões de moradores sejam beneficiados, além dos turistas que utilizam o sistema rodoviário e as travessias da região.
Para o setor portuário, técnicos avaliam que a separação entre tráfego urbano e cargas pode reduzir custos operacionais e melhorar a eficiência logística.
A tarifa será equivalente à das balsas nos dias úteis para veículos leves.
Pedestres e ciclistas terão gratuidade.
Licenciamento ambiental, desapropriações e ajustes urbanos
A licença ambiental prévia emitida pela Cetesb autorizou o avanço do projeto, com condicionantes que incluem monitoramento ambiental e mitigação de impactos no estuário.
A licença de instalação depende do atendimento integral dessas exigências.
Desapropriações ocorrem em áreas dos bairros de Outeirinhos e Macuco, em Santos, e na região do retroporto, no Guarujá.
O traçado foi ajustado pelo governo estadual para permitir a implantação de uma “superquadra” com acessos reconfigurados e previsão de 1,7 mil unidades habitacionais.
Integração com VLT e sistemas inteligentes de cobrança

A APS e o governo estadual estudam a integração com o VLT Baixada Santista, que deverá utilizar uma das faixas internas do túnel.
O sistema de pedágio será free-flow, com cobrança automática e sem barreiras físicas.
A capacidade projetada é de 50 mil veículos por dia, segundo os estudos que embasaram a concessão.
Segurança, monitoramento e fiscalização
O projeto inclui sensores estruturais, sistemas de ventilação, drenagem e combate a incêndio, além de rotas de fuga.
A operação ficará sob responsabilidade da concessionária, com auditoria de órgãos estaduais e federais.
O TCU e o TCE-SP monitoram a estabilidade econômico-financeira e o cumprimento das metas contratuais.
Com a homologação concluída e o processo de contratação em fase final, o túnel avança para a etapa de instalação dos canteiros e mobilização dos equipamentos pesados, segundo o governo estadual.
Diante do conjunto de fatores técnicos e operacionais, permanece a dúvida: o novo túnel tende a redistribuir de forma eficiente o tráfego na Baixada Santista ou poderá estimular uma demanda maior do que a capacidade projetada?

Incrível a ideia, gastar 6,5 bilhões por um túnel submerso quando poderia fazer mais de 5 pontes que traria um benefício viário muito mais adequado.
Perguntaram se vai ter pedágio? Se é uma PPP com certeza vai ter….
Já se paga IPVA fora todos os outros impostos, renda, patrimônio e em tudo que é consumido e ainda se cobra pedágio para impedir um direito constitucional de ir e vir
Parabéns Tarcísio de direita e PT de esquerda, os dois estão trabalhando juntos por mais uma tarifa….
Acho que não vai dar certo a maioria dos políticos **** de esquerda vai querer roubar vai sair superfaturado vai acabar igual as obras do PT tudo parado pela metade durante anos por causa dos eleitores burrão que não sabe votar
O pior cego é aquele que se faz de cego so para não enxergar …..
….
Vota no ****, o **** e chama o outro de burrāo, e fde
Vai ter que pagar pedágio ?