Rompimento durante a noite transformou trecho da rodovia em cenário de destruição, atingiu dois coletivos e ainda interrompeu o abastecimento em dezenas de bairros
Um rompimento na Adutora Botafogo, em Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife, provocou uma sequência de problemas na noite de 1º de setembro. A força da água destruiu parte do pavimento da BR-101, lançou pedaços de asfalto contra veículos e deixou duas pessoas feridas.
Além dos danos na rodovia, a ocorrência obrigou a interrupção temporária do sistema e afetou o abastecimento de água em bairros de Abreu e Lima, Igarassu, Paulista e Olinda.
Tubulação rompe por volta das 23h e água invade a BR-101
O problema aconteceu por volta das 23h, na altura do km 47 da BR-101, no bairro Santa Luzia, em Abreu e Lima.
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Segundo informações divulgadas após a ocorrência, o vazamento aconteceu em uma travessia aérea da Adutora Botafogo, estrutura operada pela Companhia Pernambucana de Saneamento, a Compesa.
Com o rompimento, uma grande quantidade de água atingiu rapidamente a rodovia. O volume e a pressão foram suficientes para danificar seriamente a pista local, utilizada principalmente por ônibus.
Força da água arranca asfalto e lança pedaços contra ônibus

Um dos aspectos mais impressionantes do caso foi a destruição provocada diretamente no pavimento.
A água rompeu trechos do asfalto e espalhou pedras, barro e grandes fragmentos da própria pista pela BR-101. Parte desses pedaços foi lançada contra veículos que passavam pela região naquele momento.
Entre os veículos atingidos estavam um BRT e um ônibus que transportava estudantes. Registros feitos no local mostraram coletivos com danos e janelas quebradas depois do impacto dos detritos.
Adolescente de 17 anos fica ferida dentro de ônibus de estudantes
Uma adolescente de 17 anos, que estava no transporte de estudantes, ficou ferida durante a ocorrência.
O Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco foi acionado e prestou atendimento à jovem. Posteriormente, ela foi encaminhada para a UPA de Igarassu.
As informações divulgadas inicialmente não detalharam a gravidade dos ferimentos nem indicaram necessidade de internação prolongada.
Motorista de 42 anos também precisa de atendimento médico
Além da estudante, um motorista de 42 anos também ficou ferido após o rompimento da adutora.
Ele foi atendido pelo Samu de Itapissuma e levado para a mesma unidade de saúde em Igarassu.
Até as primeiras atualizações divulgadas sobre o caso, não havia informações públicas detalhadas sobre a evolução clínica dos dois feridos.
Barro, pedras e pedaços do pavimento deixam rodovia parcialmente interditada

Depois que a água atingiu a pista, o trecho da BR-101 ficou coberto por uma grande quantidade de material.
Além dos fragmentos de asfalto, havia lama, pedras e outros detritos, o que dificultou a circulação de veículos e obrigou as autoridades a restringirem parcialmente o trânsito.
A Polícia Rodoviária Federal havia sido acionada ainda durante a noite. Na manhã seguinte, motoristas encontraram lentidão principalmente no sentido Recife–Igarassu.
Estrago na pista continuou mesmo depois de o vazamento ser controlado
O problema não terminou com o fechamento da tubulação.
Como parte da estrutura do pavimento foi destruída, tornou-se necessária uma segunda etapa de trabalho para recuperar a BR-101.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, o DNIT, informou que a recomposição da pista dependeria inicialmente da conclusão dos trabalhos da Compesa no trecho da adutora.
Somente depois da intervenção na tubulação seria possível avançar de maneira definitiva na recuperação do pavimento afetado.
Rompimento deixa bairros de quatro cidades sem abastecimento
A mesma ocorrência que destruiu parte da rodovia também trouxe consequências para moradores de diferentes pontos da Região Metropolitana do Recife.
Com a necessidade de interromper temporariamente a operação da Adutora Botafogo, bairros de Paulista, Olinda, Abreu e Lima e Igarassu tiveram o fornecimento de água afetado.
Entre as áreas mencionadas estavam Paratibe, Jardim Paulista, Maranguape, Pau Amarelo, Casa Caiada, Jardim Atlântico, Rio Doce, Ouro Preto, Caetés Velho, Timbó, Cruz de Rebouças e Santa Luzia, além de diversas outras localidades.
Somadas, as listas divulgadas após a ocorrência incluíam mais de 30 bairros e áreas afetadas.
Compesa mobiliza equipes e prevê retorno gradual da água

Após o rompimento, a Compesa informou que equipes técnicas foram enviadas para o local e que a área da tubulação danificada havia sido isolada para avaliação e reparo.
A companhia trabalhou durante o dia 2 de setembro para restabelecer a operação do sistema.
Mesmo depois da conclusão do serviço, a normalização não ocorreria simultaneamente em todos os bairros. Segundo a empresa, o retorno dependeria do calendário de abastecimento de cada região e aconteceria de maneira gradual.
Causa do rompimento ainda não havia sido detalhada oficialmente
Apesar da dimensão dos danos, as primeiras informações divulgadas não apresentaram uma conclusão técnica definitiva sobre o que provocou a falha na tubulação.
Por isso, não é possível afirmar, com base nos dados disponíveis, se o rompimento ocorreu por desgaste, problema estrutural, pressão excessiva ou qualquer outra causa específica.
O que ficou evidente foi a dimensão das consequências: em poucos minutos, uma falha na adutora conseguiu destruir parte do pavimento de uma rodovia federal, atingir ônibus em movimento, deixar duas pessoas feridas e comprometer o abastecimento de dezenas de bairros em quatro cidades pernambucanas.
