Usando tábua de pinus, tubos de PVC de 32 mm, cimento e areia no traço 4:1, é possível produzir tijolos artesanais de oito furos com frisos laterais em casa, com custo reduzido e resultado adequado para pequenos serviços de alvenaria e experimentos de autoconstrução.
O tijolo de cimento com frisos laterais e oito furos tem aparência mais elaborada que o bloco comum e pode ser produzido artesanalmente com materiais simples, sendo alternativa viável para quem busca economia em pequenos serviços de construção e alvenaria.
Os oito furos reduzem o peso e facilitam o manuseio, enquanto os frisos laterais melhoram o visual do acabamento especialmente quando os blocos ficam aparentes na face final da parede, sem necessidade de revestimento adicional sobre a superfície.
As dimensões típicas são 10 cm de largura, 19 cm de comprimento e 19 cm de altura, medidas que tornam a peça funcional para testes, produções caseiras e serviços de alvenaria em edificações de pequeno porte ou reformas residenciais simples.
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Construindo a forma de madeira
A forma pode ser feita com tábua de pinus de boa espessura, que garante firmeza durante o enchimento e compactação, combinada com dobradiças metálicas que facilitam a abertura da estrutura e a extração do tijolo após a cura inicial.
Uma trava simples mantém a forma fechada durante o enchimento, evitando que as laterais se abram sob pressão e comprometam as dimensões do tijolo, sendo importante verificar o travamento antes de iniciar cada ciclo de moldagem.

Os furos são formados por tubos de PVC de 32 mm fixados na forma antes do enchimento, enquanto meios tubos nas laterais criam os frisos do modelo, todos precisando ser untados com óleo antes do uso para garantir desmoldagem sem danificar as bordas.
Preparando a massa no ponto certo
A massa segue o traço 4:1, com quatro partes de areia média para uma de cimento, proporção que equilibra resistência e custo, sendo que a mistura seca deve ficar completamente uniforme antes da adição de água para garantir melhor distribuição dos componentes.
A água deve ser adicionada aos poucos até a massa atingir textura úmida e solta como farofa de contrapiso, ponto em que é possível formar pequenos bolos compactos na mão sem que a mistura escorra ao ser largada.
Antes do preenchimento, as paredes internas, os tubos de PVC e os meios tubos laterais devem receber camada generosa de óleo lubrificante — óleo de cozinha comum ou usado — cobrindo todas as superfícies que entrarão em contato com a massa de cimento.
Enchimento, compactação e desmoldagem
A massa deve ser colocada em camadas sucessivas, e não de uma só vez, prática que facilita a compactação uniforme e reduz a formação de falhas internas e vazios que comprometem a resistência e o acabamento dos frisos e das arestas do tijolo.
Bater a forma contra o chão ajuda a massa a se acomodar nos cantos e a eliminar os espaços vazios entre partículas de areia e cimento, técnica simples que melhora a densidade e a uniformidade da distribuição interna do material.
A compactação com ferro ou madeira sobre cada camada aumenta a resistência e melhora o acabamento dos frisos, sendo que o alinhamento dos tubos de PVC deve ser conferido entre camadas para garantir que os furos fiquem bem posicionados.
O topo deve ser alisado com colher de pedreiro após o preenchimento, técnica que uniformiza a face superior, melhora a aparência e facilita o assentamento na fiada de alvenaria, criando superfície plana que recebe argamassa de forma mais eficiente.
A desmoldagem exige paciência para preservar frisos e furos: a peça deve ser virada com movimentos suaves, os tubos de PVC retirados devagar com movimentos rotativos e a trava aberta sem golpes bruscos após a cura inicial.
Com forma bem untada, compactação em camadas e desmoldagem cuidadosa, o tijolo artesanal sai com frisos definidos, furos limpos e acabamento uniforme, método que usa materiais simples para produzir peças resistentes em pequenos projetos com baixo investimento.
Um aspecto subestimado é o tempo de cura antes de usar os tijolos, que varia entre sete e 28 dias conforme as condições climáticas, a umidade local e a espessura das peças produzidas em cada lote.
Regar os tijolos levemente uma ou duas vezes ao dia nos primeiros dias após a desmoldagem retarda a evaporação e permite que a hidratação do cimento ocorra de forma completa, melhorando a resistência final de cada peça.
Ter uma segunda ou terceira forma reduz o tempo de produção por lote, permitindo alternar entre o enchimento de novas formas e a cura das peças já moldadas sem interromper o processo produtivo ao longo do dia.

