Projeto apoiado pela Força Aérea dos Estados Unidos avaliará se a transmissão remota de energia pode manter pequenos drones em missões de comunicação, vigilância e reconhecimento por mais tempo, reduzindo pousos e trocas frequentes de baterias.
A Reach Power e a Universidade de Nebraska-Lincoln receberam um contrato de Fase I da AFWERX para avaliar se energia transmitida remotamente pode prolongar a operação de pequenos drones usados em comunicação, vigilância e reconhecimento militar.
Energia sem fio será testada em drones estacionados
O projeto analisará o fornecimento de energia sem fio para drones estacionados, sistemas projetados para permanecer fixos em determinado local enquanto executam tarefas de observação ou comunicação.
A proposta busca enfrentar uma limitação frequente dessas aeronaves não tripuladas: a autonomia da bateria. Drones convencionais precisam pousar repetidamente para recarregar ou substituir as baterias.
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A pesquisa tentará determinar se a transmissão remota de energia pode manter esses equipamentos ativos por períodos significativamente mais longos, sem retornos frequentes.
O estudo será conduzido pela Reach Power em parceria com o Laboratório NIMBUS da Universidade de Nebraska-Lincoln. A empresa fornecerá sua tecnologia, enquanto a universidade contribuirá com conhecimento em sistemas autônomos, robótica e comunicações.
Os engenheiros avaliarão o conceito em cenários nos quais a conectividade contínua e a detecção persistente são consideradas essenciais.
Se a abordagem demonstrar viabilidade, poderá reduzir as trocas de bateria, ampliar a autonomia operacional e simplificar a logística das forças militares desdobradas.
Projeto mira comunicação, vigilância e reconhecimento
Os drones estudados poderão atuar como nós persistentes de comunicação e de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento, conjunto de atividades identificado pela sigla ISR.
A ideia é manter essas plataformas em posição durante operações prolongadas, apoiando a transmissão de informações e o monitoramento sem interrupções frequentes provocadas pelas baterias.
Chris Davlantes, fundador e CEO da Reach Power, afirmou que o fornecimento confiável de energia permanece entre os principais requisitos para sistemas autônomos de longa duração.
“A energia sem fio poderia permitir que pequenos sistemas não tripulados permanecessem em posição por mais tempo e apoiassem missões de comunicação e ISR”, disse Davlantes.
Segundo o executivo, a diminuição dos ciclos de substituição e recuperação de baterias poderia reduzir a carga operacional sobre o pessoal militar.
Davlantes afirmou ainda que a tecnologia poderia ajudar os combatentes a manter a conectividade e o conhecimento da situação em ambientes hostis.
Esses efeitos dependem dos resultados do estudo. A etapa atual representa uma avaliação inicial da viabilidade técnica, e não a implantação da tecnologia.
Contrato de Fase I avaliará viabilidade técnica
A pesquisa recebeu apoio pelo programa Small Business Technology Transfer, conhecido pela sigla STTR, dentro da iniciativa Open Topic SBIR/STTR do Departamento da Força Aérea dos Estados Unidos.
O contrato foi concedido pela AFWERX, organização que, junto ao Laboratório de Pesquisa da Força Aérea, criou o programa em 2018 para ampliar a entrada de inovação comercial nos projetos de defesa.
A iniciativa procura acelerar a contratação de startups e instituições de pesquisa, além de reduzir entraves administrativos que tradicionalmente atrasam aquisições governamentais.
Os contratos de Fase I são destinados à comprovação da viabilidade técnica de um conceito. Depois dessa etapa, as equipes podem disputar contratos posteriores de maior porte.
As fases seguintes podem apoiar o desenvolvimento e os testes de protótipos. O primeiro objetivo da parceria será verificar se o fornecimento remoto de energia funciona de maneira prática para a aplicação proposta.
A energia sem fio tem atraído interesse no setor de defesa por oferecer uma alternativa potencial para alimentar sensores, equipamentos de comunicação e plataformas autônomas sem depender apenas de baterias instaladas a bordo.
Laboratório NIMBUS estudará nós de missão reconfiguráveis
O Laboratório NIMBUS contribuirá com sua experiência em sistemas autônomos, robótica de campo e pesquisa em máquinas inteligentes.
A diretora do laboratório, Brittany Duncan, afirmou que a parceria reúne capacidades complementares para analisar se drones estacionados podem funcionar como nós de missão reconfiguráveis destinados à comunicação e ao sensoriamento.
“Nosso objetivo é avaliar como drones estacionados podem dar suporte a comunicações e sensoriamento persistentes”, disse Duncan.
Segundo a diretora, o trabalho está alinhado à missão do laboratório de desenvolver tecnologias voltadas à segurança nacional, à descoberta científica e à resiliência operacional.
O estudo deverá indicar se a energia sem fio pode se tornar uma ferramenta prática para manter pequenos drones em posição durante operações prolongadas.
Um resultado positivo poderá reduzir o tempo de inatividade, melhorar as comunicações no campo de batalha e ampliar o uso de aeronaves não tripuladas em missões persistentes de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento.
Essas possibilidades permanecem condicionadas à comprovação técnica do conceito na Fase I e à obtenção de novos contratos para desenvolvimento e testes de protótipos.
Com informações de interestingengineering.
