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Mesmo com desafios logísticos, Brasil exporta 17,1 milhões de toneladas de grãos e reforça protagonismo global

Escrito por Ruth Rodrigues
Publicado em 07/04/2026 às 10:39
Atualizado em 07/04/2026 às 10:48
Brasil bate recorde em março com 17,1 milhões de toneladas de grãos exportados, liderados pela soja, e mantém liderança global no agronegócio.
Brasil bate recorde em março com 17,1 milhões de toneladas de grãos exportados, liderados pela soja, e mantém liderança global no agronegócio. (Imagem meramente ilustrativa).
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Brasil bate recorde em março com 17,1 milhões de toneladas de grãos exportados, liderados pela soja, e mantém liderança global no agronegócio.

O agronegócio brasileiro começou o ano de 2026 mostrando força internacional, com exportações históricas de 17,1 milhões de toneladas de grãos em março. O resultado reforça a posição do país como protagonista no comércio global de alimentos e destaca a eficiência logística e produtiva do setor.

Segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), o volume inclui soja, milho, trigo e derivados.

Mesmo diante de desafios logísticos e variações de mercado, o Brasil mostra capacidade de manter recordes e se consolidar como líder em diversas categorias do agronegócio.

Carnes e leite registram alta de preços mesmo com volumes estáveis

Mesmo sem aumento significativo no volume de embarques, o setor de proteínas brasileiro registrou valorização expressiva em março.

A média diária de exportações atingiu 11,1 mil toneladas de carne bovina, 22 mil toneladas de frango e 5,952 mil toneladas de carne suína.

Os preços, no entanto, subiram de forma consistente: 18% na carne bovina, 2% no frango e 10% na carne suína, refletindo a demanda aquecida nos mercados internacionais.

O leite também apresentou reação positiva, alcançando R$ 2,1464 por litro em fevereiro, alta de 5,4% em relação a janeiro.

Esse aumento é resultado da redução na oferta, causada pela sazonalidade climática e menor captação dos produtores, que pressionaram os preços mesmo com volumes próximos aos registrados no ano passado.

Soja lidera recorde de exportações

Após o destaque de proteínas e leite, a soja assume novamente o protagonismo. Em março, foram 15,9 milhões de toneladas exportadas, superando o recorde anterior de 15,7 milhões.

O farelo de soja também apresentou desempenho histórico, com 2,24 milhões de toneladas embarcadas, consolidando o Brasil como referência global.

No acumulado do primeiro trimestre de 2026, as exportações de soja já somam 27,2 milhões de toneladas, superando o mesmo período do ano passado.

A projeção da indústria indica que o país deve atingir 111,5 milhões de toneladas de soja e 24,6 milhões de toneladas de farelo até o final do ano.

Milho mantém liderança mesmo fora do pico da safra

O milho também contribuiu para o recorde histórico. Foram 888 mil toneladas exportadas em março, superando volumes de anos anteriores.

O Brasil segue como maior exportador mundial de milho, à frente dos Estados Unidos, e mantém sua competitividade mesmo em períodos de menor produção.

O crescimento das vendas é impulsionado pelo setor de etanol de milho. O subproduto DDGS, rico em proteína, teve 292 mil toneladas exportadas no primeiro trimestre, alta de 15% em relação a 2025.

Trigo e sorgo reforçam diversificação agrícola

Outros grãos também tiveram desempenho relevante. As exportações de trigo somaram 398 mil toneladas, superando o mesmo período de 2025, enquanto o sorgo, com 35 mil toneladas embarcadas, mostra potencial de crescimento.

A diversificação da produção aumenta a resiliência do Brasil frente às oscilações do mercado internacional.

O conjunto dos dados evidencia que o Brasil mantém sua posição de destaque no comércio internacional de alimentos.

Com soja em alta, milho competitivo, proteínas valorizadas e novos grãos ganhando espaço, o país caminha para mais um ano de recordes, sustentado por escala, eficiência produtiva e forte demanda global.

Fonte: Compre Rural

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Ruth Rodrigues

Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.

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