O Aeroporto de Ilhéus terá sistema para evitar que aviões caiam na água. Entenda como funciona a tecnologia e o impacto do investimento de R$ 70 milhões.
O Aeroporto Jorge Amado, em Ilhéus (BA), será equipado com um sistema para evitar que aviões caiam na água, em um projeto financiado pelo Governo Federal com investimento de R$ 70 milhões.
A iniciativa faz parte do Novo PAC e tem como foco ampliar a segurança operacional do terminal, que enfrenta limitações para expansão física da pista.
A tecnologia escolhida é o EMAS (Engineered Material Arresting System), utilizada internacionalmente para conter aeronaves em situações de emergência.
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O objetivo é evitar acidentes e garantir operações mais seguras em uma região estratégica para o turismo e a economia do sul da Bahia.
Além disso, o projeto surge em meio ao crescimento contínuo da demanda por voos na região.
Sistema para evitar que aviões caiam na água acompanha crescimento do aeroporto
O aumento no fluxo de passageiros tem sido um dos principais fatores para a modernização do terminal. Em 2024, o aeroporto registrou mais de 669 mil passageiros.
A expectativa é que esse número ultrapasse 1 milhão até 2031. Com isso, a necessidade de reforçar a segurança se torna ainda mais evidente.
Portanto, o sistema para evitar que aviões caiam na água será essencial para garantir operações eficientes e seguras.
Investimento fortalece segurança e aviação regional
O aporte de R$ 70 milhões integra uma estratégia nacional de fortalecimento da aviação regional. A iniciativa busca levar mais tecnologia e segurança aos aeroportos brasileiros.
Segundo o então ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho:
“Estamos trabalhando para levar mais segurança e tecnologia aos nossos aeroportos. O sistema EMAS em Ilhéus é uma solução moderna que permite ao terminal operar com tranquilidade, mesmo em áreas com restrições físicas. Esse investimento do Novo PAC é um exemplo do compromisso do presidente Lula em fortalecer a aviação regional e garantir que o desenvolvimento chegue a todas as partes do Brasil com eficiência e responsabilidade”.

Assim, o projeto também reforça o compromisso com a proteção dos passageiros.
Limitações estruturais exigem novo sistema
O Aeroporto de Ilhéus possui características que dificultam a expansão tradicional da pista.
O terminal está cercado por áreas urbanas e obstáculos naturais.
Essa condição impede a ampliação física da estrutura. Como resultado, soluções convencionais se tornam inviáveis.
Dessa forma, o sistema para evitar que aviões caiam na água surge como alternativa eficiente para manter a segurança operacional.
Como funciona o sistema para evitar que aviões caiam na água?
O EMAS atua como uma área de escape instalada no final da pista. Ele é composto por materiais projetados para absorver o impacto de aeronaves.
Ao ultrapassar o limite da pista, o avião entra nessa área e tem sua velocidade reduzida gradualmente. Isso evita acidentes mais graves.
Por isso, o sistema é amplamente adotado em aeroportos internacionais com restrições semelhantes.
A modernização do aeroporto também traz impactos positivos para a economia regional. O terminal é essencial para o turismo e para setores produtivos como a cadeia do cacau.
Além disso, o aumento da segurança pode atrair mais voos e companhias aéreas. Isso fortalece o setor hoteleiro e o comércio local.
Assim, o sistema para evitar que aviões caiam na água contribui diretamente para o desenvolvimento econômico da região.
Projeto integra plano maior de modernização aeroportuária
A iniciativa faz parte de um plano nacional voltado para aeroportos capazes de receber aeronaves de porte 4C. Esse padrão exige maior nível de segurança e eficiência.
O investimento será realizado sem custos adicionais para a concessionária. Isso ocorre porque a melhoria não estava prevista no contrato original.
Além disso, o projeto reforça a importância da cooperação entre governo federal e município para controle do entorno do aeroporto.
Veja como está o aeroporto atualmente
Fonte: AEROIN

