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Cercado pelo mar, aeroporto terá sistema para evitar que aviões caiam na água; tecnologia será instalada em Ilhéus (BA), com investimento de R$ 70 milhões

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Escrito por Ruth Rodrigues Publicado em 03/04/2026 às 08:37 Atualizado em 03/04/2026 às 08:39
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O Aeroporto de Ilhéus terá sistema para evitar que aviões caiam na água. Entenda como funciona a tecnologia e o impacto do investimento de R$ 70 milhões. (Imagem meramente ilustrativa)
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O Aeroporto de Ilhéus terá sistema para evitar que aviões caiam na água. Entenda como funciona a tecnologia e o impacto do investimento de R$ 70 milhões.

O Aeroporto Jorge Amado, em Ilhéus (BA), será equipado com um sistema para evitar que aviões caiam na água, em um projeto financiado pelo Governo Federal com investimento de R$ 70 milhões.

A iniciativa faz parte do Novo PAC e tem como foco ampliar a segurança operacional do terminal, que enfrenta limitações para expansão física da pista.

A tecnologia escolhida é o EMAS (Engineered Material Arresting System), utilizada internacionalmente para conter aeronaves em situações de emergência.

O objetivo é evitar acidentes e garantir operações mais seguras em uma região estratégica para o turismo e a economia do sul da Bahia.

Além disso, o projeto surge em meio ao crescimento contínuo da demanda por voos na região.

Sistema para evitar que aviões caiam na água acompanha crescimento do aeroporto

O aumento no fluxo de passageiros tem sido um dos principais fatores para a modernização do terminal. Em 2024, o aeroporto registrou mais de 669 mil passageiros.

A expectativa é que esse número ultrapasse 1 milhão até 2031. Com isso, a necessidade de reforçar a segurança se torna ainda mais evidente.

Portanto, o sistema para evitar que aviões caiam na água será essencial para garantir operações eficientes e seguras.

Investimento fortalece segurança e aviação regional

O aporte de R$ 70 milhões integra uma estratégia nacional de fortalecimento da aviação regional. A iniciativa busca levar mais tecnologia e segurança aos aeroportos brasileiros.

Segundo o então ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho:

“Estamos trabalhando para levar mais segurança e tecnologia aos nossos aeroportos. O sistema EMAS em Ilhéus é uma solução moderna que permite ao terminal operar com tranquilidade, mesmo em áreas com restrições físicas. Esse investimento do Novo PAC é um exemplo do compromisso do presidente Lula em fortalecer a aviação regional e garantir que o desenvolvimento chegue a todas as partes do Brasil com eficiência e responsabilidade”.

Imagem: Infraero

Assim, o projeto também reforça o compromisso com a proteção dos passageiros.

Limitações estruturais exigem novo sistema

O Aeroporto de Ilhéus possui características que dificultam a expansão tradicional da pista.

O terminal está cercado por áreas urbanas e obstáculos naturais.

Essa condição impede a ampliação física da estrutura. Como resultado, soluções convencionais se tornam inviáveis.

Dessa forma, o sistema para evitar que aviões caiam na água surge como alternativa eficiente para manter a segurança operacional.

Como funciona o sistema para evitar que aviões caiam na água?

O EMAS atua como uma área de escape instalada no final da pista. Ele é composto por materiais projetados para absorver o impacto de aeronaves.

Ao ultrapassar o limite da pista, o avião entra nessa área e tem sua velocidade reduzida gradualmente. Isso evita acidentes mais graves.

Por isso, o sistema é amplamente adotado em aeroportos internacionais com restrições semelhantes.

A modernização do aeroporto também traz impactos positivos para a economia regional. O terminal é essencial para o turismo e para setores produtivos como a cadeia do cacau.

Além disso, o aumento da segurança pode atrair mais voos e companhias aéreas. Isso fortalece o setor hoteleiro e o comércio local.

Assim, o sistema para evitar que aviões caiam na água contribui diretamente para o desenvolvimento econômico da região.

Projeto integra plano maior de modernização aeroportuária

A iniciativa faz parte de um plano nacional voltado para aeroportos capazes de receber aeronaves de porte 4C. Esse padrão exige maior nível de segurança e eficiência.

O investimento será realizado sem custos adicionais para a concessionária. Isso ocorre porque a melhoria não estava prevista no contrato original.

Além disso, o projeto reforça a importância da cooperação entre governo federal e município para controle do entorno do aeroporto.

Veja como está o aeroporto atualmente

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Fonte: AEROIN

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Ruth Rodrigues

Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.

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