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Seu Luiz, aos 81 anos, conquistou o sítio aos 71 como jardineiro, cuida das galinhas e pintinhos, planta café, faz comida no fogão a lenha e segue ativo todos os dias

Escrito por Noel Budeguer
Publicado em 27/01/2026 às 11:56
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Eduardo visita Seu Luiz em Termópolis, São Sebastião do Paraíso, e mostra aos 81 anos rotina com criação, horta, café e cavalos, destacando autonomia no campo

Em Termópolis, distrito de São Sebastião do Paraíso, Minas Gerais, a cena é simples e chama atenção. Um morador conhecido como Seu Luiz recebe a visita e abre as porteiras do sítio para contar sua história.

Ele tem 81 anos e diz que fez aniversário ontem, dia 24. Mesmo com o tempo seco e a lida diária, segue ativo, cuidando dos animais, do plantio e da casa, do jeito que aprendeu a viver.

Um aniversário no dia 24 e a rotina que passa pelo terreiro

A conversa começa com o retrato de um cotidiano sem enfeite. Seu Luiz se move com calma, mas não para, e encaixa as tarefas no ritmo da roça.

Ele trata as galinhas, observa os pintinhos e ajusta a criação conforme a necessidade. A fala é direta e mostra uma rotina de trabalho diário que ele mantém mesmo sozinho na maior parte do tempo.

Vendas de galinhas para proteger o cafezinho novo no sítio

A criação já foi maior, mas ele conta que vendeu parte das aves por um motivo bem específico. As galinhas começaram a arrancar o cafezinho novo que tinha sido plantado.

Ele relata que vendeu umas 20 e depois mais 19 para um comprador. Mantém frango e alguns galos, mas evita soltar tudo quando o café está pequeno, para não perder o que acabou de nascer.

Preço do frango vivo em Jacuí chega a 60 e a galinha fica em 40

Na hora de falar de venda, Seu Luiz vai direto ao ponto. Ele diz que leva aves para Jacuí e recebe de 50 a 60 no frango vivo.

Para a galinha, o valor citado é 40, também no vivo. O dinheiro ajuda, mas a lógica principal é equilibrar espaço, plantio e criação, sem deixar um atrapalhar o outro.

Vida na cidade, volta para a roça e mudança para o sítio há 10 anos

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Seu Luiz afirma que está no sítio há 10 anos, indo para 11. Antes disso, passou por Ribeirão Preto, viveu um período em São Paulo e trabalhou com pintura, corte de cabelo e jardinagem.

Segundo NOME DA FONTE, descrição curta objetiva da fonte, ele comprou o sítio com dinheiro da jardinagem e também cita que fez casa em Ribeirão e dividiu valores de 150 e 150 no processo. Ele resume a própria trajetória como alguém que sempre buscou viver com honestidade e autonomia.

Milho, seca e um acordo que rendeu 12 sacos de 50 kg

Com o pasto seco, ele diz que vendeu as vacas e pensa em comprar bezerrinos depois. A seca aparece como um limite real, que obriga decisões rápidas para não perder o controle do sítio.

Para manter as aves, ele conta que cuidou de um milho de vizinho e recebeu 12 sacos de 50 kg. Não resolve o ano inteiro, mas ajuda a equilibrar o gasto e sustenta a criação enquanto ele planeja plantar de novo.

Água de mina, frutas no quintal e um fogão a lenha feito em casa

No terreno, ele aponta a mina d’água usada para beber e afirma que não diminui nem na seca. Mais abaixo, cita uma lagoa com tilápia, pensada para consumo de quem visita.

Entre as plantas, ele mostra amora, graviola e cereja, e comenta que a cereja fica madura no fim do ano. Na área da casa, destaca o fogão a lenha feito por ele e pelo filho Rodrigo, além de bolo e pão de queijo saindo do forno.

Cavalos, carroça leve e o desafio de montar aos 81 anos

O tema cavalo aparece como parte da identidade dele. Seu Luiz diz que foi criado em cima do cavalo e que tocava vacas desde criança, ainda com 7 anos, em fazendas da região de Ribeirão Preto e Bom Fim Paulista.

No sítio, ele mostra um cavalo usado mais para a carroça e outro que monta com mais frequência. Também apresenta uma carroça feita por ele, afirma que ficou leve e mostra que consegue mover com uma mão, reforçando a ideia de que ainda mantém força e prática na lida.

A rotina em Termópolis revela um tipo de vida em que trabalho e cuidado caminham juntos. Entre galinhas, café, horta, água de mina e cavalo, a propriedade segue em movimento mesmo com as limitações da seca.

No fim, o impacto é claro para quem acompanha: aos 81 anos, Seu Luiz mantém autonomia, adapta a criação, protege o plantio e sustenta a própria casa com disciplina. Você conseguiria manter esse ritmo e essa constância todos os dias no campo?

Fonte: É DU CAMPO e EDUARDO PÁDUA

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Eliete
Eliete
02/02/2026 20:27

Meus parabéns seu Luiz saúde paz
E sim eu conseguiria e vou conseguir.

Miriam Cristina
Miriam Cristina
30/01/2026 20:32

Que maravilha! Quero chegar nessa idade com essa disposição! Gosto de estar em contato com a natureza, no meio da roça, animais, pescaria, etc.

Benedita Raimunda da Silva
Benedita Raimunda da Silva
29/01/2026 07:09

Que maravilha de sítio, e seu Luiz uma pessoa admirável, parabéns pela reportagem.

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Noel Budeguer

Sou jornalista argentino baseado no Rio de Janeiro, com foco em energia e geopolítica, além de tecnologia e assuntos militares. Produzo análises e reportagens com linguagem acessível, dados, contexto e visão estratégica sobre os movimentos que impactam o Brasil e o mundo. 📩 Contato: noelbudeguer@gmail.com

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