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Sete irmãos de 4 a 12 anos passam cerca de dois anos separados entre quatro lares de acolhimento até casal de veteranos conhecer a história, decidir adotar todos juntos e reunir novamente as sete crianças sob o mesmo teto em uma única família

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Escrito por Geovane Souza Publicado em 03/09/2026 às 21:15 Atualizado em 03/09/2026 às 21:16
Casal de veteranos da Flórida adota sete irmãos de 4 a 12 anos que viviam separados em quatro lares de acolhimento e reúne a família sob o mesmo teto
Casal de veteranos da Flórida adota sete irmãos de 4 a 12 anos que viviam separados em quatro lares de acolhimento e reúne a família sob o mesmo teto
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Sofia e DaShoan Olds já haviam feito curso para adoção, mas adiaram o plano durante anos. Em 2016, uma reportagem exibida na Flórida apresentou sete irmãos que viviam separados havia cerca de dois anos. Meses depois, as sete crianças entraram juntas na casa do casal e, em setembro de 2017, a adoção foi oficializada.

Durante 13 anos de casamento, Sofia e DaShoan Olds viveram em uma casa que, segundo eles próprios, parecia grande demais para apenas duas pessoas. Os dois veteranos das Forças Armadas dos Estados Unidos falavam em adoção desde o início da relação, chegaram a fazer a preparação necessária, mas o projeto permaneceu parado enquanto estudavam, trabalhavam e cumpriam compromissos militares.

Tudo mudou quando eles conheceram a história de quatro irmãos e três irmãs, com idades entre 4 e 12 anos, que estavam sob responsabilidade do Estado da Flórida. Embora formassem um único grupo familiar, as crianças haviam sido distribuídas entre quatro lares de acolhimento diferentes porque não havia uma família preparada para receber as sete de uma só vez.

A história voltou a circular em 2026 depois de ser publicada pelo programa Our American Stories, mas o episódio que mudou a vida dos Olds aconteceu quase uma década antes. A adoção foi concluída oficialmente em 14 de setembro de 2017, em Marianna, na Flórida.

Casal havia iniciado preparação para adotar ainda em 2006, mas o plano acabou adiado por uma década

Sofia e DaShoan se casaram em 2004. Dois anos depois, concluíram as aulas do Model Approach to Partnership in Parenting, programa utilizado para preparar candidatos interessados em acolhimento e adoção.

O problema não era falta de interesse. Na época, os dois não conseguiam chegar a um acordo sequer sobre a idade da criança que pretendiam adotar. Ao mesmo tempo, carreira, estudos e serviço militar passaram a ocupar boa parte da rotina.

De acordo com a Faculdade de Serviço Social da Florida State University, DaShoan cumpriu missões no Iraque, enquanto Sofia serviu no Exército e cursou graduação e mestrado em Serviço Social. Ela concluiu o mestrado na FSU em 2014. Posteriormente, DaShoan tornou-se professor de matemática e treinador em uma escola de ensino médio, enquanto Sofia passou a trabalhar na área de proteção infantil.

O casal também tentou ter filhos biológicos. No relato posteriormente reproduzido pelo Our American Stories, Sofia contou que engravidou em 2013, mas sofreu um aborto espontâneo poucos dias depois de descobrir a gestação. O projeto de adoção, porém, continuou fazendo parte dos planos do casal.

Uma reportagem vista no feriado de Ação de Graças mostrou que os sete irmãos poderiam continuar separados

Reportagem exibida no feriado de Ação de Graças apresentou ao casal os sete irmãos que viviam separados em quatro lares de acolhimento
Reportagem exibida no feriado de Ação de Graças apresentou ao casal os sete irmãos que viviam separados em quatro lares de acolhimento

A decisão começou a ganhar forma no feriado de Ação de Graças de 2016. Sofia viu uma reportagem local sobre um grupo de irmãos que precisava de uma família e enviou o conteúdo para DaShoan.

Eram sete crianças, dos 4 aos 12 anos, que já estavam no sistema de acolhimento havia aproximadamente dois anos. Segundo informações publicadas pela ABC News em julho de 2017, os irmãos haviam sido colocados em quatro casas diferentes durante esse período.

O tamanho do grupo tornava a procura particularmente difícil. Blair Bell, especialista responsável pelo processo de adoção das crianças, relatou que encontrar uma única família capaz de receber sete irmãos seria um caso especialmente complicado.

O perfil das crianças no Heart Gallery da Big Bend Community Based Care indicava, porém, que se tratava de um grupo de irmãos com vínculo entre si e que deveria, se possível, permanecer junto. A própria especialista chegou a considerar difícil encontrar uma casa que comportasse todos.

Foi justamente esse detalhe que chamou a atenção dos Olds.

Sofia contou à ABC News que, ao olhar para a fotografia das crianças, sentiu uma conexão imediata. DaShoan apresentou uma justificativa bastante concreta: eles possuíam espaço em casa e poderiam oferecer às sete crianças a possibilidade de voltar a morar juntas.

Antes de receber as sete crianças, Sofia e DaShoan passaram por visitas e fins de semana de convivência

A mudança de uma casa com dois adultos para outra com nove pessoas não ocorreu apenas com uma assinatura.

Depois que os Olds procuraram os responsáveis pelo caso, começaram as visitas domiciliares e períodos de convivência. Os sete irmãos também passaram fins de semana com o casal enquanto profissionais acompanhavam a adaptação.

A transição envolveu ainda as quatro famílias acolhedoras que cuidavam das crianças. Blair Bell disse à ABC News que os lares temporários colaboraram com os Olds durante o processo de reunião do grupo.

Finalmente, em 2 de junho de 2017, os sete irmãos foram morar juntos na casa de Sofia e DaShoan. A data marcou o início de um período de colocação de aproximadamente 90 dias antes da conclusão legal da adoção.

Assim, embora a história tenha ficado conhecida pela transformação quase imediata de um casal sem filhos em uma família de nove, o processo jurídico e de adaptação levou meses.

Em 14 de setembro de 2017, os irmãos passaram oficialmente a integrar a mesma família

Adoção concluída em setembro de 2017 oficializou a união dos sete irmãos sob o mesmo teto
Adoção concluída em setembro de 2017 oficializou a união dos sete irmãos sob o mesmo teto

Pouco mais de três meses depois da mudança, chegou a decisão definitiva. Em 14 de setembro de 2017, a adoção foi formalizada, segundo a WJHG, emissora que acompanhou o caso na Flórida.

Os sete irmãos puderam, então, permanecer legalmente sob o mesmo teto. A história ganhou repercussão porque havia uma dificuldade prática evidente: encontrar uma família que tivesse condições de receber simultaneamente sete crianças, em diferentes idades e com necessidades distintas.

A rotina também precisou mudar rapidamente. O casal recebeu apoio de parentes, membros da igreja, colegas e moradores da região. No relato reproduzido pelo Our American Stories, Sofia e DaShoan contam que receberam móveis, beliches, alimentos, equipamentos esportivos e ajuda para cuidar das crianças nos horários de trabalho.

A experiência profissional dos dois também passou a ter aplicação direta dentro de casa. DaShoan já trabalhava diariamente com jovens como professor e treinador. Sofia tinha formação em Serviço Social e experiência no sistema de proteção infantil, além da organização adquirida durante sua carreira militar.

Manter irmãos juntos pode reduzir novas rupturas depois da entrada no sistema de acolhimento

O caso dos Olds expõe um dos problemas mais difíceis do acolhimento institucional e familiar: quanto maior o grupo de irmãos, menor tende a ser o número de famílias com estrutura para receber todas as crianças juntas.

O AdoptUSKids, serviço ligado ao Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, informa que aproximadamente dois terços das crianças que estão em foster care têm pelo menos um irmão também no sistema. Parte desses grupos acaba separada porque não é encontrada uma colocação capaz de recebê-los conjuntamente.

A separação não é apenas uma questão logística. O Child Welfare Information Gateway reúne pesquisas segundo as quais irmãos colocados juntos podem apresentar maior estabilidade, melhor adaptação ao novo lar e menor risco de algumas rupturas de acolhimento. Para crianças que já perderam a convivência cotidiana com pais, casa e comunidade, um irmão pode ser uma das poucas relações familiares que permaneceram constantes.

Por isso, o fato de as sete crianças da Flórida terem encontrado uma única família tinha consequências que iam além de conseguir vagas suficientes dentro de uma casa. Elas recuperaram a convivência diária entre si depois de cerca de dois anos distribuídas por quatro lares.

Dois anos depois da adoção, a família ainda relatava que a nova rotina havia funcionado

O caso não desapareceu completamente depois da repercussão de 2017. Em abril de 2020, o AdoptUSKids publicou uma atualização sobre a família e informou que, mais de dois anos depois da adoção, Sofia dizia que os nove estavam bem.

Na entrevista, ela explicou que administrar uma família daquele tamanho exigia planejamento. Experiências profissionais que pareciam pouco relacionadas à maternidade, como organizar grupos e lidar com logística durante os anos de serviço militar, passaram a fazer parte da rotina doméstica.

A história dos Olds, portanto, começou muito antes de as sete crianças atravessarem a porta da casa. O casal havia feito sua primeira preparação formal para adoção em 2006. Onze anos depois, em vez de receber uma criança, recebeu sete irmãos que precisavam justamente de alguém disposto a não escolher apenas um deles.

Você receberia um grupo tão grande de irmãos para evitar que eles crescessem separados?

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Geovane Souza

Especialista em criação de conteúdo para internet, SEO e marketing digital, com atuação focada em crescimento orgânico, performance editorial e estratégias de distribuição. No CPG, cobre temas como empregos, economia, vagas home office, cursos e qualificação profissional, tecnologia, entre outros, sempre com linguagem clara e orientação prática para o leitor. Universitário de Sistemas de Informação no IFBA – Campus Vitória da Conquista. Se você tiver alguma dúvida, quiser corrigir uma informação ou sugerir pauta relacionada aos temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: gspublikar@gmail.com. Importante: não recebemos currículos.

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