A Serra do Rio do Rastro terá interdição das 6h às 11h de domingo (26) para a 23ª edição do Desafio que reúne centenas de ciclistas nos 24 km e 284 curvas entre Lauro Müller e Bom Jardim da Serra, no Sul de Santa Catarina.
A serra mais fotografada de Santa Catarina será exclusiva para bicicletas na manhã deste domingo (26). A Serra do Rio do Rastro, trecho de 24 quilômetros com 284 curvas que liga Lauro Müller a Bom Jardim da Serra no Sul do estado, ficará sob interdição para veículos entre 6h e 11h por causa da 23ª edição do Desafio da Serra do Rio do Rastro, prova de ciclismo que atrai centenas de competidores dispostos a enfrentar uma das subidas mais exigentes e panorâmicas do Brasil. O primeiro ponto de fechamento da serra fica em Lauro Müller, próximo ao acesso do Mirante 12, e o segundo em Bom Jardim da Serra, em frente ao posto da PMR (Polícia Militar Rodoviária).
A liberação do trecho da serra está prevista para o início da tarde, mas a PMR recomenda atenção redobrada mesmo após a reabertura. Em razão do alto fluxo esperado de veículos no retorno, a Polícia Militar Rodoviária orienta que os ciclistas que desejarem descer a serra após o evento façam o percurso com autorização e escolta do órgão, precaução necessária numa estrada onde o compartilhamento entre bicicletas e automóveis exige cuidado especial em cada uma das 284 curvas. Para motoristas que planejavam cruzar a serra na manhã de domingo, será necessário aguardar a liberação ou buscar rotas alternativas.
O que é o Desafio da Serra do Rio do Rastro e por que atrai centenas de ciclistas

O evento chegou à 23ª edição consolidado como uma das provas de ciclismo de montanha mais tradicionais do Sul do Brasil. Subir a serra de bicicleta significa vencer 24 quilômetros de estrada sinuosa com desnível acentuado, desafio físico que combina resistência cardiovascular, força nas pernas e controle técnico em curvas fechadas que não perdoam desatenção. Para ciclistas que buscam testar seus limites em cenário natural espetacular, a Serra do Rio do Rastro oferece uma combinação que poucas provas no país conseguem igualar: dificuldade extrema com paisagem de cartão-postal a cada quilômetro.
-
Antes de abrir uma nova rodovia perto de Jerusalém, arqueólogos encontraram uma “metrópole” de 9.000 anos: casas, ruas, áreas de culto, milhares de ferramentas e uma população comparável à de uma pequena cidade moderna estavam escondidas sob o traçado da estrada
-
Trabalhadores viram vazamentos em barragem de rejeitos de mina de cobre no Chile, regulador encontrou infiltração e fissura de 18 centímetros, enquanto uma trinca de 240 metros cruzava o topo da estrutura
-
Aos 94 anos, Seu Luiz ainda pega no cabo da enxada, cuida dos parreirais e faz o próprio vinho no interior e garante que ficar parado dentro de casa é justamente o que mais o cansa
-
Obra de US$ 211 milhões nas Filipinas promete matar a sede de Manila com 600 milhões de litros por dia, mas moradores indígenas temem perder casas na serra
A serra atrai participantes de diferentes perfis e regiões. Desde ciclistas profissionais que disputam o pódio até entusiastas que encaram a subida como conquista pessoal, o Desafio movimenta a economia local de Lauro Müller e Bom Jardim da Serra com hospedagem, alimentação e serviços que os competidores e acompanhantes consomem durante o fim de semana. A interdição da estrada para o evento é justamente o que permite que centenas de participantes pedalem com segurança num trecho que normalmente divide espaço com caminhões, ônibus de turismo e automóveis.
Por que a serra com 284 curvas é considerada uma das mais bonitas do Brasil

A Serra do Rio do Rastro conquistou fama nacional e internacional pela combinação entre engenharia rodoviária e paisagem natural. As 284 curvas foram esculpidas na encosta da serra para vencer um desnível que supera 1.400 metros entre a base e o topo, traçado que produz sequências de zigue-zague visíveis a quilômetros de distância e que se tornou um dos cenários mais fotografados de Santa Catarina. Do alto, o panorama inclui vales cobertos por Mata Atlântica, formações rochosas e, em dias limpos, uma extensão de visibilidade que alcança o litoral.
A estrada não foi projetada para ser atração turística, mas o resultado prático a transformou em uma. Milhares de visitantes percorrem a serra ao longo do ano para experimentar a sensação de dirigir ou pedalar por curvas que parecem desafiar a gravidade, e o Mirante 12, próximo a um dos pontos de interdição do domingo, é parada obrigatória para quem quer registrar o visual que faz da serra referência entre as estradas mais impressionantes do Brasil. Para os ciclistas do Desafio, cada uma dessas 284 curvas é simultaneamente obstáculo e recompensa.
O que os motoristas precisam saber sobre a interdição da serra no domingo
A interdição da serra começa às 6h e se estende até as 11h, período em que nenhum veículo motorizado poderá transitar pelo trecho entre Lauro Müller e Bom Jardim da Serra. Motoristas que precisam cruzar a região devem planejar o deslocamento para antes do fechamento ou após a liberação prevista para o início da tarde, considerando que o fluxo de retorno será intenso e pode provocar congestionamentos nos acessos da serra nas primeiras horas após a reabertura. A PMR estará presente nos dois pontos de controle para orientar o tráfego e garantir a segurança dos ciclistas durante a prova.
Para quem mora na região ou tinha planos de turismo na serra neste domingo, a recomendação é paciência. A interdição de cinco horas é o preço logístico de um evento que movimenta a economia local e projeta a Serra do Rio do Rastro nacionalmente, e a contrapartida para os motoristas é a liberação no começo da tarde com tempo suficiente para percorrer o trecho com calma. Informações atualizadas sobre o horário exato de reabertura podem ser obtidas junto à Polícia Militar Rodoviária nos pontos de controle.
O que a serra fechada para bicicletas revela sobre ciclismo no Brasil
Interditar uma das estradas mais movimentadas do Sul de Santa Catarina por cinco horas para que ciclistas subam a serra sem risco de atropelamento é decisão que reflete o crescimento do ciclismo competitivo e recreativo no país. Há duas décadas, quando o Desafio da Serra do Rio do Rastro começou, a ideia de fechar uma rodovia estadual para bicicletas enfrentaria resistência muito maior do que enfrenta hoje, e o fato de que o evento chegou à 23ª edição com participação crescente mostra que existe demanda consolidada por infraestrutura temporária que priorize ciclistas. A serra de 284 curvas e 24 km é laboratório perfeito para esse tipo de operação.
Para os centenas de participantes que vão encarar a subida neste domingo, a serra fechada é muito mais do que conveniência: é a condição que permite transformar uma rodovia em arena esportiva. Cada curva vencida, cada quilômetro escalado e cada panorama avistado do selim compõem uma experiência que justifica meses de treino e horas de deslocamento até Lauro Müller. A Serra do Rio do Rastro será devolvida aos carros no início da tarde, mas as pernas dos ciclistas vão lembrar das 284 curvas por dias.
E você, já subiu a Serra do Rio do Rastro de carro ou de bicicleta? Acha justo interditar a estrada para eventos de ciclismo? Deixe sua opinião nos comentários.

Seja o primeiro a reagir!