Em Lago Erie, satélites meteorológicos registraram a abertura de uma fissura de 128 km na camada de gelo em apenas 4 horas para monitorar a cobertura congelada, provocando alerta climático e chamando atenção de meteorologistas e pesquisadores ambientais.
Uma fratura de impressionantes 128 quilômetros surgiu na superfície congelada do Lago Erie, um dos cinco Grandes Lagos da América do Norte. O fenômeno foi registrado por satélite no dia 8 de fevereiro de 2026, entre 14h e 18h.
Em menos de quatro horas, a estrutura que parecia sólida e contínua se rompeu de forma visível. As imagens mostram a rapidez com que o gelo se reorganizou, revelando que mesmo sob temperaturas extremas o lago continua ativo e dinâmico.
O evento ocorre após semanas de frio intenso que transformaram completamente o cenário da região, localizada entre Port Burwell, no Canadá, e Cleveland, nos Estados Unidos.
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O que aconteceu no Lago Erie e por que a fissura chamou tanta atenção
A rachadura surgiu em um momento incomum para o lago. Dados do Laboratório de Pesquisa Ambiental dos Grandes Lagos mostram que a cobertura de gelo saltou de menos de 2 por cento em 14 de janeiro de 2026 para quase 85 por cento no dia 21 do mesmo mês.
No fim de janeiro, o índice ultrapassou 95 por cento. Isso significa que o Lago Erie esteve muito próximo de um congelamento total, algo raro desde o início dos registros na década de 1970.
O detalhe que mais chamou atenção foi a escala da fissura. São 128 quilômetros de extensão em uma área que já estava quase completamente congelada.
Como a cobertura de gelo avançou tão rápido em poucas semanas

O avanço do gelo aconteceu após um período prolongado de temperaturas extremamente baixas. O Lago Erie é o mais raso entre os Grandes Lagos, o que facilita o resfriamento acelerado da água.
Essa característica faz com que o lago congele com maior frequência em comparação com os demais. Ainda assim, atingir mais de 95 por cento de cobertura é algo incomum.
Desde a década de 1970, o congelamento total ocorreu apenas três vezes. A última foi registrada em fevereiro de 1996. Em 2025, 2018, 2015, 2014 e 2011 o lago também chegou perto da cobertura completa.
O que explica o surgimento de fendas gigantes no gelo
Fissuras desse tipo geralmente estão associadas ao chamado estresse térmico. Mudanças bruscas de temperatura provocam expansão e contração da camada de gelo.
Esse processo gera tensões internas que acabam liberadas em forma de rachaduras extensas. Ventos fortes também podem fragmentar a superfície e impedir que o gelo forme uma placa única e estável.
Mesmo com o impacto visual, a presença da fenda não significa necessariamente o colapso da cobertura. O gelo de lagos é um sistema dinâmico, constantemente influenciado por forças térmicas e mecânicas.
Pode chegar a 100 por cento de congelamento ainda em fevereiro
Segundo análises meteorológicas, ainda existe possibilidade de o Lago Erie atingir 100 por cento de cobertura de gelo caso o frio intenso continue e os ventos diminuam.
Por outro lado, a previsão de elevação moderada das temperaturas em meados de fevereiro pode reduzir essa chance. O cenário depende diretamente da persistência das massas de ar frio.
Ou seja, a situação ainda pode mudar nos próximos dias.
O impacto direto no fenômeno da neve com efeito de lago
O Lago Erie desempenha papel essencial no clima regional durante o inverno. Ele funciona como um motor meteorológico por meio do fenômeno conhecido como neve com efeito de lago.
O processo ocorre quando ar frio e seco do Ártico atravessa águas relativamente mais quentes, absorvendo vapor de água e calor. Ao alcançar o continente, essa massa de ar se resfria rapidamente e despeja grandes volumes de neve em cidades como Buffalo, no estado de Nova York, e Erie, na Pensilvânia.
Se o lago congelar totalmente, esse mecanismo praticamente deixa de funcionar. A camada de gelo impede a evaporação e reduz drasticamente a formação das intensas nevascas associadas ao fenômeno.
A fissura de 128 quilômetros não representa apenas uma imagem impressionante vista do espaço. Ela reforça que o Lago Erie permanece um sistema natural em constante transformação, mesmo quando parece totalmente congelado, e mostra como pequenas variações térmicas podem gerar efeitos em escala regional.
O que você acha desse fenômeno? Já imaginou um lago quase totalmente congelado se abrindo em poucas horas? Deixe sua opinião nos comentários.

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