Em Santa Catarina, duas onças-pardas foram capturadas no mesmo sábado. Em Bom Retiro, uma invadiu um galinheiro e foi contida com equipamento especializado. Em Campos Novos, outro animal circulou por quintais e exigiu cerca de 10 horas de operação com bombeiros, Polícia Militar Ambiental e veterinários até a soltura segura.
Santa Catarina registrou duas operações distintas para capturar onças-pardas no mesmo sábado (5), uma em Bom Retiro, na Serra, e outra em Campos Novos, no Meio-Oeste. No primeiro caso, o animal entrou em um galinheiro e atacou aves; no segundo, um felino adulto apareceu em área urbana e circulou por quintais antes de ser sedado.
Segundo reportagem do ND Mais, as ocorrências mobilizaram equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, Polícia Militar Ambiental e, no caso de Campos Novos, médicos-veterinários da Universidade Federal de Santa Catarina. Os dois animais foram retirados dos locais sem permanecer na área urbana ou próxima às residências.
Onça invadiu galinheiro em Bom Retiro por volta das 15h30
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A onça-parda entrou no aviário de uma propriedade e atacou galinhas que estavam confinadas no local antes da chegada das equipes de resgate.
Bombeiros isolaram o local antes da contenção
O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, o CBMSC, foi acionado para atender a ocorrência.
Ao chegar à propriedade, a equipe isolou a área e entrou em contato com o comando da Polícia Militar Ambiental para definir a estratégia de manejo do animal.
A orientação envolveu o comando chefiado pelo major Jardel.
Saco saburá foi usado para retirar o animal
A técnica escolhida envolveu um equipamento conhecido como saburá.
O objeto consiste em uma bolsa de lona resistente utilizada para a contenção física de animais silvestres.
Segundo a fonte, a manobra foi adotada para proteger tanto a equipe quanto o próprio felino durante a retirada do galinheiro.
Contenção evitou ferimentos na onça-parda

O uso do saburá permitiu imobilizar o animal sem provocar ferimentos.
Depois da contenção, a onça foi colocada em uma jaula de transporte.
A operação terminou com o animal retirado do interior da propriedade rural em segurança.
Animal passou por triagem antes da soltura
Depois da captura, a onça-parda foi entregue formalmente aos policiais ambientais.
O protocolo previa triagem clínica veterinária antes da liberação.
Após essa etapa, o animal foi devolvido a uma área de mata nativa.
Segunda ocorrência começou às 7h16 em Campos Novos
No mesmo sábado, outra onça-parda mobilizou uma operação em Campos Novos.
O primeiro alerta foi emitido às 7h16, depois que moradores avistaram o felino em um lote baldio no perímetro urbano.
A presença do animal exigiu isolamento da área.
Rua foi isolada para afastar moradores e pedestres
Com a aproximação das viaturas do CBMSC, a onça se refugiou em uma área de capoeira nos fundos do terreno.
As equipes decidiram isolar imediatamente a rua para impedir que pedestres e vizinhos se aproximassem.
A operação passou então a acompanhar os movimentos do animal.
Veterinários da UFSC chegaram às 15h30
O manejo farmacológico contou com apoio especializado.
Dois médicos-veterinários do campus de Curitibanos da Universidade Federal de Santa Catarina, a UFSC, chegaram ao local por volta das 15h30.
A estratégia previa o uso de dardos tranquilizantes.
Primeira tentativa fez animal fugir pelos quintais
Na primeira investida de sedação, a onça se assustou.
O felino saltou cercas e passou por quintais de imóveis da região, aumentando a complexidade da operação.
Depois, procurou abrigo na garagem coberta de um edifício residencial.
Garagem virou ponto final da contenção
Foi no pátio do prédio que a equipe conseguiu concluir a sedação.
Os profissionais aplicaram os medicamentos à distância até que o animal adormecesse completamente.
Somente depois da sedação total a onça pôde ser estabilizada e preparada para o transporte.
Operação durou cerca de 10 horas
A captura em Campos Novos exigiu aproximadamente 10 horas de trabalho.
Bombeiros, policiais ambientais e veterinários participaram da mobilização desde o primeiro alerta até a imobilização definitiva do felino.
O tempo prolongado foi resultado do deslocamento do animal por diferentes pontos da área urbana.
Onça foi colocada em caixa de transporte
Depois de sedada, a onça-parda foi estabilizada pela equipe técnica.
O animal foi então colocado em uma caixa de transporte, permitindo sua retirada segura do perímetro urbano.
A etapa seguinte foi definir o local de soltura.
Felino foi levado ao Parque Estadual Rio Canoas

A onça capturada em Campos Novos foi solta em uma área preservada do Parque Estadual Rio Canoas.
A unidade de conservação fica no próprio município e é classificada como área de proteção integral.
A soltura encerrou a operação iniciada pela manhã.
Duas capturas ocorreram no mesmo sábado em regiões diferentes
As ocorrências de Bom Retiro e Campos Novos aconteceram no mesmo sábado, mas exigiram técnicas diferentes de manejo.
Na Serra, a onça foi retirada de um galinheiro com contenção física por saburá. No Meio-Oeste, o animal precisou ser acompanhado durante horas e sedado por veterinários após circular por lotes, cercas e quintais.
Dois animais foram devolvidos a áreas naturais
As duas operações terminaram com a retirada dos felinos das áreas ocupadas por pessoas.
Em Bom Retiro, o animal passou por triagem antes da soltura em mata nativa. Em Campos Novos, a onça foi transportada até o Parque Estadual Rio Canoas depois de uma operação de aproximadamente 10 horas.
Na sua opinião, o que mais chama atenção nessas duas ocorrências: a invasão do galinheiro, a contenção com saburá ou a operação de 10 horas em área urbana de Campos Novos? Deixe sua opinião nos comentários.
