Conheça os novos celulares da Samsung com bateria de silício-carbono; tecnologia da Samsung aumenta a autonomia, melhora a eficiência e otimiza o espaço interno.
Em um anúncio realizado durante o Galaxy Unpacked em Londres nesta quarta-feira 22 de julho de 2026, segundo a Tecmundo, a Samsung apresentou oficialmente seus primeiros smartphones equipados com bateria de silício-carbono. A novidade estreia nos dobráveis Galaxy Z Fold 8, Galaxy Z Fold 8 Ultra e Galaxy Z Flip 8, além do relógio inteligente Galaxy Watch Ultra 2.
Trata-se do salto tecnológico mais relevante da fabricante no segmento de armazenamento de energia em dez anos, desde o lançamento do Galaxy Note 7 em 2016. A inovação aumenta a densidade energética, otimiza o espaço interno e abre caminho para dispositivos mais finos, com maior autonomia e estabilidade.
O salto energético nos novos celulares da Samsung
A gigante sul-coreana inaugurou uma nova etapa na engenharia de hardware móvel ao integrar o composto de silício ao carbono no ânodo das células elétricas. Essa mudança estrutural amplia a capacidade de retenção de carga sem exigir o aumento do volume físico dos aparelhos, algo crucial para o avanço dos dobráveis.
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Após anos de pesquisas e investimentos em segurança após o caso do Note 7, cada novo celular da Samsung passa por testes rigorosos de estresse antes de chegar ao mercado.
| Dispositivo | Capacidade da Bateria | Potência de Carregamento |
| Galaxy Z Fold 8 | 4.800 mAh | 45W (Carregador incluso na caixa) |
| Galaxy Z Fold 8 Ultra | 5.000 mAh | 45W (Carregador incluso na caixa) |
| Galaxy Z Flip 8 | 4.300 mAh | 25W (Carregador incluso na caixa) |
| Galaxy Watch Ultra 2 | 800 mAh | Otimização especial para vestíveis |
Como funciona a bateria de silício-carbono
A química dessa solução substitui o grafite tradicional por silício no ânodo. O silício armazena uma quantidade substancialmente maior de íons de lítio, alcançando quase dez vezes a capacidade das estruturas convencionais no mesmo volume.
Entretanto, o silício tende a se expandir e inchar durante os ciclos de recarga. Para viabilizar a bateria de silício-carbono, os engenheiros precisaram redesenhar componentes como o cátodo, o eletrólito, o separador e o próprio ânodo.
Embora a bateria de silício-carbono esteja estreando agora nos aparelhos da linha Galaxy, a química fez sua estreia comercial em 2013 e já marca presença em diversos concorrentes do setor:
- Motorola Signature: 5.200 mAh
- Motorola Razr Fold: 6.000 mAh
- Xiaomi 15 Pro: 6.100 mAh
- Redmi Note 15 Pro: 6.580 mAh
- Realme GT 8 Pro: 7.000 mAh
- Protótipos da indústria: Baterias em testes alcançando de 10.000 mAh a 15.000 mAh
Apesar de a concorrência oferecer capacidades numéricas maiores, a marca optou por limitar a capacidade em até 5.000 mAh para priorizar o controle térmico, a longevidade e a finura do dispositivo.
Engenharia de rigor e protocolos de segurança
A memória do Galaxy Note 7 em 2016 fez a empresa mudar radicalmente seus métodos de teste. Naquele período, incidentes com baterias que estufavam ou pegavam fogo levaram ao recolhimento do produto e à proibição do modelo em aeronaves.
De acordo com o executivo Sunghoon Moon, responsável pelo setor de pesquisa e desenvolvimento de hardware da fabricante, a empresa criou algoritmos específicos para controlar a expansão do silício e garantir estabilidade no uso diário.
Além do ganho de autonomia, a nova linha conta com avanços na potência de recarga. Os modelos topo de linha contam com suporte a carregadores com fio de até 45 watts, que virão na caixa do Galaxy Z Fold 8 e do Galaxy Z Fold 8 Ultra. Por sua vez, o Galaxy Z Flip 8 suportará 25 watts com adaptador incluso.
- Data de lançamento no Brasil: 6 de agosto
- Preços para o mercado local: A serem revelados nas próximas semanas
A importância do avanço para a próxima geração
A consolidação dessa química abre caminho para a próxima década de eletrônicos finos e eficientes. A constante busca por aparelhos mais esbeltos esbarrava nos limites do grafite, mas a expansão controlada do silício resolve esse entrave mecânico.
Com essa conquista, a tecnologia da Samsung eleva o patamar técnico dos dobráveis e estabelece novas referências de engenharia para toda a indústria móvel.
A utilização de ânodos enriquecidos com silício representa um equilíbrio preciso entre alta densidade de energia, formato compacto e segurança comprovada. O consumidor ganha aparelhos mais leves e com maior autonomia.
Com a estreia marcada no mercado brasileiro para o início de agosto, os novos celulares da Samsung demonstram maturidade de engenharia e reforçam o compromisso da marca com a inovação responsável e de alta performance.

