Treinado com um banco de dados de 150 milhões de plantas, o Modelo de Planta de Grande Porte apresentado por uma startup americana passa a operar robôs agrícolas capazes de identificar culturas e ervas daninhas, aprender continuamente em campo e executar capina a laser em diferentes ambientes produtivos
A startup americana Carbon Robotics apresentou o primeiro Modelo de Planta de Grande Porte, treinado com 150 milhões de plantas, para operar robôs LaserWeeder, identificar ervas daninhas e realizar capina a laser em diferentes culturas, com adaptação contínua em campo.
Modelo de Planta de Grande Porte treinado com 150 milhões de plantas
A Carbon Robotics afirma ter desenvolvido o primeiro Modelo de Planta de Grande Porte do mundo, baseado em inteligência artificial e treinado com um conjunto de 150 milhões de plantas etiquetadas. O sistema foi criado para transformar a forma como as culturas agrícolas são gerenciadas em larga escala.
O modelo alimenta os robôs LaserWeeder, permitindo que identifiquem e removam ervas daninhas a laser em praticamente qualquer cultura ou campo. Segundo a empresa, o reconhecimento ocorre em minutos, independentemente do tipo de lavoura ou ambiente.
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Aprendendo continuamente com dados coletados por uma frota global de máquinas, o Modelo de Planta de Grande Porte ajusta seu desempenho em tempo real. A abordagem permite que o sistema evolua com cada nova operação realizada em diferentes regiões e condições agrícolas.
Sistema aprende com frota global e compartilha melhorias
O Modelo de Planta de Grande Porte foi projetado para melhorar continuamente a partir de dados do mundo real.
Cada implantação do LaserWeeder envia novas imagens de plantas ao sistema central, ampliando a capacidade de detecção e classificação em múltiplos cenários.
Esse ciclo de retorno cria um efeito cumulativo de dados, no qual as melhorias de desempenho são compartilhadas por toda a frota. Assim, os avanços não permanecem restritos a máquinas individuais, conforme descrito pela empresa à Quantum News.
A Carbon Robotics destaca que o modelo não funciona como um sistema estático. Ele atua como o núcleo do Carbon AI, estrutura que sustenta tanto o LaserWeeder quanto o Kit de Trator Autônomo, integrando decisões operacionais em tempo real no campo.
Redução de custos e menor dependência de herbicidas
De acordo com a empresa sediada em Seattle, o uso do Modelo de Planta de Grande Porte pode ajudar agricultores a reduzir custos com mão de obra, diminuir a aplicação de herbicidas químicos e manter ou aumentar a produtividade das lavouras.
A combinação de identificação precisa e remoção a laser visa reduzir a necessidade de capina manual e insumos químicos. A empresa afirma que a automação permite ganhos operacionais sem comprometer a qualidade do manejo agrícola em diferentes culturas.
“Quando nossos robôs conseguem entender imediatamente qualquer planta em qualquer campo e adaptar seu comportamento em tempo real, os agricultores obtêm o máximo valor das máquinas”, afirmou Paul Mikesell, fundador e CEO da empresa, em comunicado.
Perfis de Plantas permitem personalização rápida em campo
Além do Modelo de Planta de Grande Porte, a Carbon Robotics apresentou os Perfis de Plantas, recurso que permite personalizar rapidamente o funcionamento do LaserWeeder conforme culturas, ervas daninhas e condições específicas de campo.
Disponível em toda a linha LaserWeeder, a ferramenta utiliza uma interface em tablet. Com a seleção de duas ou três imagens representativas por meio de um aplicativo para iPad, operadores conseguem ajustar imediatamente o comportamento do sistema.
A empresa afirma que essa personalização em tempo real reduz a necessidade de configurações prolongadas ou reprogramação complexa. Em comparação com outros sistemas agrícolas baseados em IA, o recurso foi projetado para velocidade e simplicidade operacional.
Ajustes que antes levavam meses passam a levar minutos
Segundo a Carbon Robotics, adaptações que normalmente exigiriam semanas ou meses podem ser concluídas em poucos minutos. Isso reduz o tempo de inatividade das máquinas e simplifica a operação no campo, mantendo a precisão em diferentes ambientes.
Ao facilitar a personalização, o sistema busca permitir que agricultores obtenham valor mais rapidamente da tecnologia de capina autônoma.
O Modelo de Planta de Grande Porte permanece como base para essas adaptações rápidas e contínuas.
“Utilizamos perfis de plantas em canteiros de sementes, mudas e cebolas semeadas diretamente. Isso revolucionou nosso trabalho”, afirmou um gerente da Bland Farms, destacando a simplicidade da plataforma e o desempenho em tempo real no campo.

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