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R$ 60 mil por mês e até 250 dias de folga no ano: o trabalho nas plataformas de petróleo do Mar do Norte, com foco na Noruega, vira obsessão de quem quer salário alto e descanso longo, mas cobra escala pesada de 12 horas e certificações rígidas

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 17/02/2026 às 13:23
Atualizado em 17/02/2026 às 13:25
trabalho nas plataformas de petróleo no Mar do Norte e na Noruega promete R$ 60 mil e 250 dias, mas cobra turnos de 12 horas e certificações rígidas.
trabalho nas plataformas de petróleo no Mar do Norte e na Noruega promete R$ 60 mil e 250 dias, mas cobra turnos de 12 horas e certificações rígidas.
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Na Noruega, o trabalho nas plataformas de petróleo do Mar do Norte combina R$ 60 mil por mês com rotinas de duas semanas embarcado e quatro em terra, chegando a 250 dias de descanso. O pacote seduz, mas exige certificações, jornada de 12 horas.

O trabalho nas plataformas de petróleo no Mar do Norte, com foco na Noruega, voltou a chamar atenção em 2026 por um contraste difícil de ignorar: relatos de remuneração que pode chegar a R$ 60 mil por mês e a promessa de até 250 dias de folga no ano, ao mesmo tempo em que a rotina impõe turnos de 12 horas.

A equação, porém, não é simples. O que parece “melhor profissão do mundo” depende de preparação técnica, certificações rígidas e de uma disposição emocional rara para viver semanas a bordo, dividindo espaço com equipes internacionais e sob regras de segurança que não admitem improviso.

Por que o Mar do Norte virou vitrine de salário alto

No Mar do Norte, a vitrine é construída em cima de uma realidade objetiva: a demanda por energia segue alta em 2026, e operações offshore precisam de profissionais capazes de sustentar uma rotina contínua.

É nesse cenário que o trabalho nas plataformas de petróleo aparece como via de acesso a renda elevada, com histórias de ganhos mensais de R$ 60 mil circulando como referência de topo.

O interesse cresce porque o valor não se limita ao salário em si. O embarque costuma reorganizar a vida: por semanas, a agenda vira trabalho, descanso e convivência no mesmo lugar, e isso cria um ritmo diferente do mercado tradicional.

Para quem está disposto a entrar nesse ciclo, o argumento é pragmático: ganhar mais em menos tempo útil e compensar com períodos longos fora da escala.

Ao mesmo tempo, a atratividade se alimenta da comparação com cargos em terra.

A própria lógica do embarque reforça isso: com estrutura completa durante o período a bordo, parte dos profissionais enxerga no trabalho nas plataformas de petróleo uma forma de acelerar projetos pessoais com previsibilidade, sem depender de horas extras soltas ou de múltiplos empregos.

A escala que compra folga e cobra o corpo

O modelo mais citado combina duas semanas a bordo seguidas por quatro semanas em terra.

Quando funciona como planejado, ele vira o dado que domina a conversa: 250 dias de descanso no ano, um número que muda o jeito de pensar tempo, família e rotina.

Na prática, esse desenho só se sustenta com disciplina de equipe e com jornadas de 12 horas que se repetem dia após dia.

Há um preço direto nessa conta: o turno longo reorganiza sono, alimentação e disposição, e o corpo precisa acompanhar.

O descanso “em terra” não apaga o desgaste automaticamente; ele funciona como contrapeso, não como mágica. É nesse detalhe que muita gente entende que a folga longa existe, mas não vem sem custo.

É aí que o glamour perde força. Em espaço limitado, com convivência intensa e regras de segurança constantes, o trabalho nas plataformas de petróleo pede resistência física e um tipo de “cabeça fria” que não se improvisa.

A distância pesa, e mesmo na Noruega, onde a proposta é vista como diferenciada, o custo emocional do isolamento vira filtro para quem aguenta.

Certificações rígidas e portas de entrada diferentes

A exigência começa antes do embarque. O funcionamento no Mar do Norte não é simples: exige formação em química industrial, engenharia ou áreas correlatas, além de certificações rígidas e obrigatórias de segurança para lidar com os riscos do ambiente marítimo.

Essas certificações não entram como “detalhe”, mas como condição para operar em um ambiente onde erro tem consequência.

Para muita gente, o primeiro choque não é o mar nem o confinamento, e sim o padrão de controle: procedimentos, checagens, treinamentos e a expectativa de responder bem sob pressão, com disciplina de rotina.

Mas o acesso não se limita a quem tem diploma técnico avançado. Há funções citadas como portas de entrada, como soldadores e cozinheiros, com possibilidade de aprendizado e progressão interna.

O trabalho nas plataformas de petróleo, nessa leitura, vira uma escada: entrar em uma posição operacional, cumprir as exigências de segurança e crescer com programas de capacitação oferecidos pelas empresas.

Vida a bordo, isolamento e convivência internacional

A estrutura das plataformas é descrita como completa, com acomodações e atividades de lazer que ajudam a atravessar o confinamento.

Ainda assim, o cenário é o mesmo: mar, metal, horários fixos e um cotidiano em que quase tudo é compartilhado, do refeitório aos corredores, com colegas de várias nacionalidades.

A convivência internacional pode ser um ganho e um desafio ao mesmo tempo. Por um lado, ela amplia repertório e empurra a comunicação para ser objetiva, algo que conversa diretamente com segurança.

Por outro, ela exige maturidade: em espaços limitados, diferenças de hábito e estilo de trabalho precisam caber dentro de regras comuns, e a rotina não oferece “fuga” rápida para aliviar tensões.

Essa convivência tem um lado prático e outro psicológico. O trabalho nas plataformas de petróleo exige equilíbrio emocional para lidar com pressão, saudade e conflitos pequenos que podem crescer quando não existe “escape” fácil.

No recorte da Noruega e do Mar do Norte, a rotina pode ser profissionalmente estável, mas pessoalmente exigente: quem vai precisa saber por que está indo.

O dinheiro, a carreira e o detalhe que pouca gente calcula

O pacote financeiro aparece como o principal chamariz: R$ 60 mil por mês é o número que mais chama atenção, e os 250 dias de folga entram como argumento de qualidade de vida.

Só que o pacote vem junto de contrapartidas e, nas empresas, aparece com frequência a cobertura de transporte, alimentação e cursos, um ponto que ajuda a explicar por que tanta gente mira a Noruega.

Na prática, quando custos como alimentação e deslocamento não recaem diretamente sobre o trabalhador durante o embarque, a remuneração pode ter um efeito mais “limpo” no orçamento pessoal.

Isso ajuda a entender por que o trabalho nas plataformas de petróleo vira obsessão para quem quer juntar dinheiro rápido, mas também por que ele frustra quem entra esperando rotina leve.

A trajetória, porém, não é só de curto prazo. Há também a promessa de carreira em expansão, com múltiplas posições e chance de subir na hierarquia conforme a formação contínua avança.

Para alguns, a aposta é profissional: aprender, acumular experiência e transformar certificação em degrau de salário e responsabilidade, em vez de tratar o embarque como aventura.

E existe um ponto que costuma entrar tarde no debate: aposentadoria especial.

No recorte citado, aparece a referência de que, sob as leis brasileiras, trabalhadores podem se aposentar após 25 anos de contribuição por se tratar de atividade insalubre, um lembrete de que o cálculo de vida envolve regras do país de origem, e não apenas o salário ou o destino no Mar do Norte.

O trabalho nas plataformas de petróleo no Mar do Norte e na Noruega segue atraindo porque mistura dinheiro alto e tempo livre incomum no mercado tradicional.

Mas a mesma fórmula cobra caro em turnos de 12 horas, em exigências de segurança e na solidão que aparece quando a rotina se repete longe da família, semana após semana.

Se você tivesse a chance de trocar uma rotina em terra por duas semanas embarcado e quatro semanas de descanso, o que pesaria mais na sua decisão: os 250 dias, o R$ 60 mil ou o impacto na família? E, olhando com frieza, que tipo de certificações rígidas você toparia encarar para entrar no Mar do Norte, especialmente com foco na Noruega?

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José Carlos Cararo
José Carlos Cararo
23/02/2026 10:02

Meu esposo já trabalha à 17 anos embarcado. Ele tira isso de letra.

Fabiana Ferreira dos Santos da Silva
Fabiana Ferreira dos Santos da Silva(@fabianaengenheira81gmail-com)
21/02/2026 23:02

Eu toparia essa experiência

José Pedro
José Pedro
19/02/2026 18:38

Eu toparia qualquer coisa pelo menos pra dar o início de um novo ciclo na minha vida certo 🙌🏽

Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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