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Quase 500 peixes-leão são retirados do mar em apenas um mês no litoral da Bahia após avanço da espécie invasora, que possui espinhos venenosos, se reproduz rapidamente e ameaça recifes, peixes nativos e a pesca, levando Porto Seguro a pagar R$ 10 por exemplar capturado

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Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges Publicado em 06/09/2026 às 15:48 Atualizado em 06/09/2026 às 16:33
Quase 500 peixes-leão foram retirados do mar em Porto Seguro em cerca de um mês; a cidade paga R$ 10 por exemplar enquanto tenta conter uma espécie invasora venenosa que ameaça recifes, peixes nativos e a pesca.
Quase 500 peixes-leão foram retirados do mar em Porto Seguro em cerca de um mês; a cidade paga R$ 10 por exemplar enquanto tenta conter uma espécie invasora venenosa que ameaça recifes, peixes nativos e a pesca.
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Em Porto Seguro, quase 500 peixes-leão foram retirados do mar em cerca de um mês após o avanço da espécie invasora. O município paga R$ 10 por exemplar capturado, enquanto autoridades tentam conter um predador venenoso, de reprodução rápida, capaz de pressionar recifes, peixes nativos, crustáceos e a pesca local.

Quase 500 peixes-leão foram retirados das águas de Porto Seguro, no extremo sul da Bahia, em cerca de um mês, depois que a espécie invasora começou a aparecer com frequência suficiente para mobilizar pescadores, autoridades ambientais e pesquisadores. O município passou a pagar R$ 10 por cada exemplar capturado e entregue à Colônia de Pescadores em áreas externas ao Parque Natural Municipal Marinho do Recife de Fora.

Segundo reportagem do Diário do Litoral, publicada em 3 de setembro de 2026 e assinada por Ana Clara Durazzo, o peixe-leão é originário do Indo-Pacífico e encontrou condições favoráveis para se espalhar pelo Oceano Atlântico. A combinação de alta capacidade reprodutiva e poucos mecanismos naturais de controle nas áreas invadidas favorece sua expansão.

Primeiro registro oficial em Recife de Fora ocorreu em 12 de junho

Aparência quase ornamental esconde um predador capaz de alterar o equilíbrio dos recifes e pressionar populações de peixes nativos
Aparência quase ornamental esconde um predador capaz de alterar o equilíbrio dos recifes e pressionar populações de peixes nativos

O alerta em Porto Seguro ganhou força em 12 de junho de 2026, quando foi registrada a primeira ocorrência oficial do peixe-leão no Parque Natural Municipal Marinho do Recife de Fora.

Pouco tempo depois, novos exemplares começaram a aparecer, levando as autoridades locais a ampliar a resposta à invasão.

Quase 500 exemplares foram capturados em cerca de um mês

Quase 500 peixes-leão foram retirados das águas de Porto Seguro em cerca de um mês/Divulgação/Semac
Quase 500 peixes-leão foram retirados das águas de Porto Seguro em cerca de um mês/Divulgação/Semac

A dimensão da ocorrência ficou mais evidente com o avanço das capturas.

Em aproximadamente um mês, quase 500 peixes-leão foram retirados do mar em Porto Seguro.

A operação envolve pescadores da região e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Causa Animal, a Semac.

Porto Seguro paga R$ 10 por peixe-leão capturado

Aparência exuberante esconde uma espécie invasora capaz de provocar impactos importantes nos ecossistemas marinhos
/Divulgação/Semac
Aparência exuberante esconde uma espécie invasora capaz de provocar impactos importantes nos ecossistemas marinhos
/Divulgação/Semac

O município criou um incentivo financeiro para acelerar a retirada dos animais.

Pescadores recebem R$ 10 por cada peixe-leão capturado e entregue à Colônia de Pescadores.

A medida é temporária e integra as ações destinadas às áreas externas ao Parque Natural Municipal Marinho do Recife de Fora.

Pagamento busca ampliar captura enquanto invasão ainda está no início

Grandes nadadeiras escondem espinhos que podem inocular veneno e provocar dor intensa, náuseas e até convulsões/ICMBIO / Divulgação
Grandes nadadeiras escondem espinhos que podem inocular veneno e provocar dor intensa, náuseas e até convulsões/ICMBIO / Divulgação

A estratégia municipal se baseia na tentativa de agir antes que a espécie esteja amplamente estabelecida.

Segundo a fonte, quanto mais cedo uma espécie invasora é identificada e controlada, maiores são as possibilidades de reduzir seus impactos.

Por isso, pescadores, mergulhadores e outros usuários do ambiente marinho passaram a ser considerados aliados na localização de novos exemplares.

Plano municipal reúne monitoramento, captura e pesquisa

Porto Seguro elaborou um Plano Municipal de Ação para o Enfrentamento ao Peixe-Leão.

O documento reúne medidas de monitoramento, captura, pesquisa científica, capacitação e prevenção de acidentes.

A resposta, portanto, não se limita ao pagamento por peixe retirado do mar.

Peixes capturados seguem para laboratório da UFSB

Os exemplares retirados passam a servir também como material científico.

A prioridade é encaminhá-los ao Laboratório de Ecologia e Conservação Marinha da Universidade Federal do Sul da Bahia, o Lecomar/UFSB.

No laboratório, os animais podem ser pesados, medidos e analisados.

Pesquisadores estudam alimentação, genética e origem

As análises buscam compreender como a invasão está se estabelecendo no litoral baiano.

Os pesquisadores investigam alimentação, genética, origem, comportamento e distribuição dos peixes capturados.

Essas informações ajudam a identificar onde a espécie está se concentrando e quais organismos nativos aparecem em sua dieta.

Exemplares capturados não podem voltar vivos ao mar

O plano municipal estabelece uma regra específica para os animais já retirados.

Os peixes-leão capturados não devem ser devolvidos vivos ao ambiente, evitando que retornem à população invasora depois da coleta.

Essa determinação acompanha as ações de manejo adotadas pela cidade.

Peixe-leão também foi confirmado em Abrolhos

A presença da espécie não está restrita a Porto Seguro.

Em agosto de 2026, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, o ICMBio, confirmou peixe-leão no Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, também no litoral da Bahia.

A área abriga importante biodiversidade e formações de recifes de corais do Atlântico Sul.

ICMBio iniciou monitoramento e manejo após confirmação

Depois do registro em Abrolhos, o ICMBio informou que começou a agir em parceria com outras instituições.

As ações incluem monitoramento e manejo da espécie, diante da preocupação com a capacidade do peixe-leão de continuar avançando pela costa brasileira.

A presença em mais de uma área protegida reforçou o alerta.

Reprodução rápida favorece expansão da espécie invasora

Uma das principais preocupações é a velocidade com que o peixe-leão consegue aumentar sua população.

Segundo a fonte, uma única fêmea pode produzir uma quantidade enorme de ovos ao longo do ano.

Essa capacidade reprodutiva contribui para o estabelecimento rápido da espécie em ambientes onde ela não ocorre naturalmente.

Peixe-leão não depende de uma única presa

A espécie também é classificada como predadora generalista.

Isso significa que pode consumir diferentes organismos marinhos, incluindo peixes pequenos, crustáceos e outras presas.

Essa flexibilidade alimentar facilita sua sobrevivência em diferentes ambientes.

Peixes jovens estão entre os mais pressionados

A alimentação do peixe-leão preocupa porque pode atingir organismos importantes para os recifes.

Quando a espécie se estabelece em grande quantidade, a pressão pode recair principalmente sobre peixes jovens e outros animais relevantes para o funcionamento do ecossistema.

A redução dessas populações pode provocar efeitos em diferentes níveis da cadeia alimentar.

Impacto pode chegar à pesca artesanal

As consequências não ficam limitadas à biodiversidade.

A redução de espécies nativas pode afetar a pesca artesanal, enquanto alterações nos recifes também preocupam regiões dependentes de mergulho e turismo marinho.

Em Porto Seguro, essas atividades têm importância econômica significativa.

Espécie consegue ocupar diferentes ambientes marinhos

O peixe-leão não fica restrito a um único tipo de habitat.

Segundo a fonte, o predador invasor consegue ocupar recifes, áreas rochosas, manguezais e outros ambientes marinhos.

Essa capacidade amplia as áreas potencialmente sujeitas à expansão da espécie.

Adulto pode ter até 18 espinhos venenosos

Além do impacto ambiental, existe um risco direto para pessoas que entram em contato com o peixe.

Um exemplar adulto pode apresentar até 18 espinhos venenosos distribuídos pelas nadadeiras.

Essas estruturas funcionam principalmente como mecanismo de defesa.

Perigo maior aparece ao tocar, pisar ou manipular

A existência dos espinhos não significa que o peixe-leão costume perseguir banhistas.

O risco ocorre principalmente quando alguém toca, pisa ou tenta manipular o animal.

Pescadores e mergulhadores estão entre os grupos mais expostos justamente pela maior possibilidade de contato.

Perfuração pode causar dor intensa e náuseas

Os acidentes podem provocar sintomas importantes.

Segundo a fonte, uma perfuração por espinho pode causar dor intensa e náuseas, além de existirem registros de ocorrências mais graves.

Em 2022, a Secretaria da Saúde do Ceará registrou um caso envolvendo um pescador de 24 anos.

Pescador sofreu sete perfurações e apresentou convulsões

O caso registrado no Ceará ocorreu quando o pescador pisou em um peixe-leão.

Ele sofreu sete perfurações no pé e apresentou dor intensa, febre e convulsões.

O episódio ajuda a dimensionar o cuidado necessário durante a captura e o manejo dos animais.

Porto Seguro avalia possibilidade de consumo humano

O plano municipal também considera um possível destino econômico para os peixes retirados.

Está prevista uma avaliação sobre o aproveitamento do peixe-leão para consumo humano e sua eventual incorporação à cadeia produtiva local.

A ideia ainda depende de estudos.

Consumo dependerá de análises sanitárias, ambientais e econômicas

A possibilidade não foi autorizada automaticamente.

Qualquer avanço dependerá de avaliações sanitárias, ambientais e econômicas, além da definição de critérios específicos.

A presença de espinhos venenosos, segundo a fonte, não significa por si só que a carne seja imprópria quando o peixe é manipulado e preparado corretamente.

Corrida agora é evitar que população invasora ganhe força

A retirada de quase 500 exemplares em aproximadamente um mês mostra o tamanho do desafio já presente no litoral da Bahia.

Porto Seguro tenta responder com monitoramento, pagamento por captura, capacitação de pescadores e mergulhadores e análise científica dos animais retirados, enquanto o peixe-leão reúne características que favorecem sua expansão: reprodução rápida, dieta variada e capacidade de ocupar diferentes ambientes marinhos.

Na sua opinião, qual medida pode ser mais importante para conter o peixe-leão no litoral brasileiro: ampliar as capturas, intensificar o monitoramento ou desenvolver uma cadeia segura de aproveitamento dos animais retirados? Deixe sua opinião nos comentários.

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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