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Projeto transforma terreno de 5 mil m² em fonte de renda para famílias, vende mais de 22,9 mil alimentos e movimenta R$ 163,8 mil enquanto participantes levam as técnicas de cultivo para dentro de casa

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Escrito por Felipe Alves da Silva Publicado em 04/09/2026 às 19:22
Famílias trabalham em horta urbana comunitária com produção de alimentos e geração de renda.
Horta urbana em Três Lagoas já movimentou R$ 163,8 mil com produção de alimentos e atendimento a dezenas de famílias.
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Área cedida em Três Lagoas virou uma horta agroecológica que já atendeu mais de 90 famílias desde 2022 e combina venda de alimentos, segurança alimentar e técnicas que participantes passaram a reproduzir nas próprias residências

Um terreno de aproximadamente 5 mil metros quadrados no Centro de Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul, passou a funcionar como fonte de comida e renda para dezenas de famílias e já movimentou R$ 163,8 mil com a venda de alimentos agroecológicos.

Entre 2025 e o primeiro semestre de 2026, participantes do projeto Hortas Urbanas comercializaram mais de 22,9 mil itens, incluindo hortaliças, legumes e temperos artesanais. Desde o início da iniciativa, em 2022, mais de 90 famílias foram atendidas, com impacto indireto estimado em 495 pessoas, segundo dados divulgados pela Suzano.

A iniciativa é desenvolvida pela Missão Salesiana, com apoio da Suzano, em uma área localizada atrás da Igreja Matriz da cidade.

Mas o resultado mais interessante não está apenas no faturamento.

A proposta prevê que parte do que é produzido vá diretamente para a mesa das próprias famílias e que o excedente possa ser vendido. Ao mesmo tempo, participantes recebem apoio técnico e aprendem métodos de cultivo que começaram a aparecer também fora do terreno principal — dentro de suas próprias casas.

Horta movimentou R$ 108,3 mil somente em 2025

Os números de produção ajudam a mostrar a escala alcançada.

Em 2025, as famílias participantes acumularam 8.744 horas de trabalho e obtiveram faturamento bruto de R$ 108.301,62.

Nesse período foram vendidos, entre outros produtos:

  • 13.906 maços de hortaliças folhosas;
  • 1.040 pacotes de abóbora cabotiá;
  • 540 potes de temperos artesanais;
  • 120 unidades de tomate-cereja.

Os dados foram divulgados pela própria Suzano ao apresentar os resultados da iniciativa.

No primeiro semestre de 2026, outras 4.164 horas de trabalho foram registradas.

Foram comercializados 7.200 maços de hortaliças folhosas, 500 pacotes de abóbora cabotiá e 260 potes de temperos artesanais, gerando receita bruta adicional de R$ 55,5 mil.

Somados os dois períodos, o faturamento chega aos R$ 163,8 mil destacados pelo projeto.

O desempenho no início de 2026 ocorreu mesmo com redução de produção provocada pelo período de chuvas. Segundo a iniciativa, a diversificação dos produtos ajudou a preservar a receita.

Técnicas aprendidas nos 5 mil m² começaram a chegar aos quintais das famílias

O modelo não funciona apenas como uma área coletiva de produção.

O projeto é baseado em princípios de agroecologia e inclui suporte técnico e capacitações relacionadas ao cultivo e manejo sustentável de hortaliças, legumes, temperos e conservas.

É justamente aí que surge um segundo efeito da iniciativa.

Parte dos participantes passou a aplicar em casa aquilo que aprendeu no terreno comunitário.

Rosimeire Pires da Silva, de 44 anos e mãe de três filhos, contou que antes de ingressar no projeto não tinha o hábito de consumir verduras e legumes. Depois da experiência, passou não apenas a consumi-los diariamente, mas também criou uma horta na própria residência.

O aprendizado, portanto, não termina no momento em que o participante deixa o terreno de 5 mil m².

Quando uma técnica de plantio é reproduzida em casa, o projeto deixa de funcionar somente como uma unidade produtiva e passa também a multiplicar conhecimento. Essa talvez seja uma consequência menos visível que o faturamento, mas importante para entender por que a iniciativa continua produzindo efeitos mesmo fora da área coletiva.

Renda da horta já ajudou participante a comprar moto e reformar a casa

A história de Rosimeire também mostra como a venda dos produtos chegou ao orçamento doméstico.

Segundo seu relato divulgado pela Suzano, o dinheiro recebido pelo trabalho no projeto permitiu que ela comprasse uma motocicleta e reformasse a própria casa.

Outra participante, Ana Karen Roman Gil, de 37 anos e mãe de dois filhos, descreveu uma dinâmica semelhante.

Ela afirma receber dinheiro semanalmente por meio do projeto, usando a renda para despesas da família. Ana Karen também passou a pagar uma bicicleta elétrica com o dinheiro obtido na horta, veículo utilizado para trabalhar, fazer compras e levar os filhos à escola e ao médico.

Esses relatos dão dimensão humana aos R$ 163,8 mil movimentados.

Uma cifra agregada pode parecer distante. Quando parte dela aparece na forma de uma reforma residencial, uma motocicleta, compras da semana ou transporte dos filhos, fica mais claro como uma pequena área de produção agrícola consegue interferir na vida cotidiana de quem participa.

Mulheres lideram 16 das 20 famílias que atualmente permanecem no projeto

Desde a criação do Hortas Urbanas, as mulheres têm presença majoritária.

Atualmente, 20 famílias participam diretamente da iniciativa e 16 são lideradas por mulheres, segundo os dados divulgados pelo projeto.

Essa característica acabou dando à horta outra função além da produção de alimentos.

Os relatos publicados também associam a participação ao aumento de autonomia financeira, convivência social e autoestima.

No caso de Ana Karen, ela afirma que antes era mais reservada e tinha autoestima baixa. O trabalho coletivo e a renda semanal passaram a fazer parte de uma mudança mais ampla na rotina pessoal e familiar.

A leitura importante aqui é que o resultado financeiro não aparece isolado.

A atividade gera alimento e renda, mas também cria uma rotina de trabalho, troca de conhecimento e participação comunitária. É essa combinação que ajuda a explicar por que uma horta relativamente pequena consegue produzir efeitos além do volume vendido.

Espaço começou a receber escolas e projetos sociais em 2026

A função do terreno continua se ampliando.

Em 2026, a área passou a receber visitas de escolas e projetos sociais, transformando-se também em um espaço de aprendizagem sobre sustentabilidade e segurança alimentar.

Para os próximos meses, a previsão divulgada é reforçar o acompanhamento técnico das famílias, ampliar as ações de educação ambiental e consolidar a produção de alimentos processados como mais uma estratégia de geração de renda.

O próximo passo, portanto, não é simplesmente plantar mais.

A tentativa é aumentar o valor daquilo que sai da horta e tornar a produção mais diversificada, ao mesmo tempo em que o conhecimento adquirido continua chegando às casas dos participantes.

Depois de mais de 22,9 mil produtos vendidos e R$ 163,8 mil movimentados, o terreno de 5 mil m² já demonstrou que uma horta urbana pode ocupar três papéis ao mesmo tempo: produzir alimento, complementar renda e ensinar famílias a cultivar por conta própria.

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Felipe Alves da Silva

Sou Felipe Alves, com experiência na produção de conteúdo sobre segurança nacional, geopolítica, tecnologia e temas estratégicos que impactam diretamente o cenário contemporâneo. Ao longo da minha trajetória, busco oferecer análises claras, confiáveis e atualizadas, voltadas a especialistas, entusiastas e profissionais da área de segurança e geopolítica. Meu compromisso é contribuir para uma compreensão acessível e qualificada dos desafios e transformações no campo estratégico global. Sugestões de pauta, dúvidas ou contato institucional: fa06279@gmail.com

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