Painel apresentado na SAMOG.e, em São Mateus, discute impactos econômicos de incidentes operacionais e destaca manutenção preventiva como estratégia essencial para continuidade das operações no setor de energia.
Em 4 e 5 de março de 2026, a Private Engenharia e Soluções participou da SAMOG.e – São Mateus Óleo, Gás e Energia, realizada no Clube dos Empregados da Petrobras (CEPE), em São Mateus, Espírito Santo.
Durante o evento, a diretora executiva Gabriela de Moraes conduziu um painel sobre segurança operacional no setor de óleo e gás.
Além disso, o debate abordou mudança de cultura nas operações industriais, bem como a importância da prevenção de incidentes operacionais.
-
Banco do Japão eleva juros para 1% e atinge maior nível em mais de três décadas
-
ANP paralisa reforma do GLP, e Sindigás vê cautela técnica como ponto decisivo para segurança, investimentos e futuro do botijão no Brasil
-
Mancha de petróleo no Caribe acende alerta ambiental e amplia tensão entre Venezuela e Trinidad e Tobago
-
Mais de 40 plataformas da Petrobras entram na fila do descomissionamento e abrem no Brasil uma indústria bilionária de guindastes, navios especiais, corte submarino e reciclagem offshore
Segundo a executiva, a segurança operacional precisa ser tratada como um compromisso permanente dentro das operações industriais.
Assim, ela destacou que o tema não deve ser discutido apenas após acidentes ou falhas operacionais.
“Segurança operacional não pode ser uma pauta reativa. Ela precisa estar presente continuamente nas operações, com abordagem preventiva e estruturada”, afirmou Gabriela de Moraes.
Segurança operacional e impacto econômico no setor de óleo e gás
Durante o painel, dados recentes do setor energético foram apresentados para contextualizar os impactos econômicos das falhas operacionais.
De acordo com números citados na apresentação, em 2024 foram registradas mais de R$137 milhões em multas relacionadas a incidentes operacionais no Brasil.
Além disso, mais de 150 processos sancionadores foram abertos, representando o maior volume da série histórica.
Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), aproximadamente 30% desses incidentes estiveram ligados a vazamentos e falhas de integridade de ativos.
Portanto, os impactos não se limitam às penalidades financeiras aplicadas pelas autoridades reguladoras.
Ainda segundo Gabriela, uma falha operacional provoca efeitos que atingem diversas etapas da cadeia produtiva do setor energético.
Entre os principais impactos operacionais estão:
- Perda de produção em instalações industriais
- Paralisação de unidades operacionais
- Mobilização emergencial de equipes técnicas
- Impactos em contratos logísticos e de fornecimento
- Comprometimento de metas de produção
Consequentemente, esses efeitos geram um impacto financeiro ampliado ao longo de toda a cadeia de óleo e gás.
“Quando ocorre uma falha operacional, o prejuízo não se limita à multa aplicada.
Além disso, existe paralisação das instalações e mobilização emergencial de equipes”, explicou a executiva.
Paradas operacionais podem durar até três meses
Segundo dados apresentados durante o painel da SAMOG.e 2026, o tempo médio de paralisação após um incidente pode variar entre 15 e 90 dias.
Esse período inclui diversas etapas técnicas necessárias para retomada das atividades.
Entre elas estão:
- Mobilização técnica das equipes especializadas
- Correções estruturais nos equipamentos ou instalações
- Processos de inspeção e liberação regulatória
Portanto, a retomada das operações depende de etapas técnicas e regulatórias que podem prolongar significativamente a interrupção da produção.
Consequentemente, o impacto operacional e financeiro se estende por semanas ou até meses.
Manutenção preventiva reduz custos e paradas inesperadas
Diante desse cenário, Gabriela destacou que programas estruturados de manutenção preventiva são fundamentais para garantir continuidade operacional.
Estudos apresentados no painel indicam que estratégias preventivas geram ganhos significativos para as operações industriais.
Entre os principais resultados observados estão:
- Redução de até 28% nos custos de manutenção
- Queda de até 40% nas paradas não programadas
- Redução de até 35% no tempo total de parada operacional
Assim, segundo a executiva, a manutenção preventiva vai além de uma decisão técnica.
“Manutenção preventiva é, na prática, uma estratégia de continuidade de negócio”, afirmou Gabriela de Moraes.
Além disso, ela ressaltou que quando uma operação industrial é interrompida, os impactos financeiros se multiplicam ao longo de toda a cadeia produtiva.
Atuação da Private Engenharia no setor energético
A participação da Private Engenharia e Soluções na SAMOG.e 2026 reforça a presença da empresa no atendimento a operadoras e projetos industriais ligados ao setor de energia.
Atualmente, a companhia possui 11 anos de atuação no mercado.
Além disso, a empresa opera em mais de 40 cidades brasileiras.
Sua capacidade produtiva supera 380 toneladas por mês, com atuação em diversas frentes industriais.
Entre elas estão:
- Fabricação e montagem de estruturas metálicas
- Tubulação industrial
- Pintura industrial especializada
- Montagem eletromecânica
- Gerenciamento de obras industriais
Além disso, a companhia possui mais de R$500 milhões em contratos em execução no segmento onshore de óleo e gás.
Portanto, esses projetos atendem diferentes operações da cadeia energética nacional.
Eventos do setor fortalecem debate sobre eficiência e segurança
Por fim, Gabriela destacou que eventos como a SAMOG.e contribuem para ampliar o debate sobre eficiência operacional, inovação e segurança industrial.
Segundo ela, o setor energético vem avançando em tecnologia e gestão operacional nos últimos anos.
Entretanto, a executiva reforçou que a construção de uma cultura sólida de segurança operacional continua sendo um dos pilares do setor.
Assim, essa cultura é considerada essencial para garantir sustentabilidade e competitividade nas operações de óleo e gás.
Diante desse cenário, como o setor energético pode fortalecer ainda mais a cultura de segurança operacional para evitar incidentes e prejuízos nas operações industriais?

Seja o primeiro a reagir!