Os primeiros furos da Lithium Africa no projeto Springbok, na África do Sul, cortaram 6 metros a 2,27% de Li₂O e amostra de 1 metro chegou a 4,11%; a empresa ampliou a perfuração e iniciou amostragem em 21 pegmatitos.
Uma nova frente de lítio começou a ganhar força no norte da África do Sul depois que os primeiros furos feitos pela Lithium Africa encontraram minério de alto teor muito perto da superfície. Em um dos pontos, a perfuração atravessou 6 metros com teor médio de 2,27% de óxido de lítio, enquanto uma amostra de 1 metro chegou a 4,11%.
Os números vieram do projeto Springbok, no Northern Cape, e levaram a empresa a ampliar a campanha logo após os primeiros resultados. A área explorada reúne dezenas de pegmatitos, rochas que podem concentrar espodumênio, um dos minerais mais usados na produção de lítio para baterias.
Primeiros furos encontraram lítio de alto teor a poucos metros da superfície
O resultado mais forte em extensão veio do furo NB1DD26-003. Ele interceptou 7,5 metros com teor médio de 1,97% de óxido de lítio a partir de 18,5 metros de profundidade. Dentro desse trecho, 6 metros apresentaram média de 2,27%.
Outro furo, o NB1DD26-001, encontrou 4 metros com 2,25% a partir de apenas 2 metros de profundidade. A proximidade com a superfície está entre os pontos mais fortes dos primeiros resultados divulgados pela empresa.
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A maior concentração apareceu em uma amostra de 1 metro do furo NB1DD26-004, entre 21 e 22 metros, onde o teor chegou a 4,11%. Esse dado veio de um trecho curto da perfuração e levou a companhia a reforçar o programa para testar se a mineralização continua em outros pontos.
Três dos quatro primeiros furos passaram de 2% em trechos da perfuração
Segundo a Lithium Africa, três dos quatro primeiros furos diamantados entregaram intervalos com teor acima de 2% de óxido de lítio. No NB1DD26-001, uma amostra individual chegou a 3,09%, enquanto no NB1DD26-003 outra amostra de 1 metro marcou 2,75%.
Parte dos resultados ainda está em análise. No NB1DD26-004, as amostras abaixo de 22 metros foram reenviadas ao laboratório depois que um material de controle de outro lote ficou fora do limite aceito. O trecho de 21 a 22 metros, que marcou 4,11%, pertence a um lote diferente e teve os controles aprovados.
As distâncias divulgadas pela empresa correspondem ao caminho percorrido pela broca. A largura real dos corpos mineralizados ainda precisa ser definida com novos furos e estudos geológicos.
Resultado dos primeiros furos fez a mineradora acrescentar mais 1.000 metros à campanha
O plano inicial de Springbok previa cerca de 3.500 metros de perfuração, divididos entre sondagem diamantada e circulação reversa. Depois da primeira rodada de resultados, a Lithium Africa decidiu acrescentar mais 1.000 metros de perfuração diamantada em Norrabees I.
No fim de setembro, três sondas estavam em operação no projeto. A companhia informou que já havia concluído 2.313 metros em 69 furos, enquanto vários resultados ainda aguardavam processamento ou divulgação.

A empresa também iniciou um programa de 1.000 metros de amostragem em canais sobre 21 pegmatitos com presença de espodumênio. A intenção é descobrir quais corpos mantêm teor relevante na superfície e quais merecem receber novos furos.
Área explorada se estende por dezenas de quilômetros no Northern Cape
Springbok cobre uma região muito maior do que o ponto onde saíram os primeiros resultados. O mapeamento realizado pela companhia identificou pegmatitos com espodumênio ao longo de aproximadamente 50 quilômetros.
A campanha atual concentra esforços em uma faixa de cerca de 30 quilômetros de comprimento por 5 quilômetros de largura. A empresa tem vários alvos para testar além de Norrabees I, ampliando a busca por zonas que possam repetir os teores já encontrados.
O projeto entrou no portfólio da Lithium Africa em 2026. A companhia anunciou em fevereiro um acordo para adquirir participação majoritária no ativo, que inclui a antiga mina de espodumênio de Norrabees, uma pilha histórica de minério e uma área de direitos minerais de aproximadamente 1.675 km².
Em julho, a empresa informou ter recebido a autorização regulatória exigida pela legislação sul-africana para concluir a aquisição de 70% da companhia que controla os direitos minerais do projeto.

Springbok tenta transformar uma antiga área de mineração em novo projeto de lítio
Norrabees já tinha histórico de extração de espodumênio antes da campanha atual. Um relatório técnico apresentado pela empresa em julho reuniu dados antigos e novos trabalhos de campo para orientar a perfuração de 2026.
Levantamentos anteriores também identificaram dezenas de pegmatitos fora da área histórica da mina. Os primeiros furos agora divulgados dão à empresa dados próprios de subsuperfície para comparar com esse mapeamento e escolher os próximos alvos.
A fase ainda é de exploração. A Lithium Africa não anunciou reserva mineral nem estudo de viabilidade para uma operação comercial. A próxima sequência de furos será importante para medir continuidade, espessura e distribuição dos teores em profundidade.
Próximos resultados vão mostrar se o alto teor se repete pelo sistema
A empresa espera divulgar novos resultados ao longo do quarto trimestre de 2026 e do primeiro trimestre de 2027. Além dos furos já concluídos, a campanha ampliada deve testar outros pegmatitos dentro do distrito.
Se os teores altos aparecerem novamente em diferentes pontos e profundidades, Springbok poderá ganhar peso dentro do portfólio da mineradora. Por enquanto, os primeiros números colocaram o projeto no radar por combinar lítio de alto teor, mineralização próxima da superfície e uma área de exploração que se estende por dezenas de quilômetros.
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