1. Início
  2. Curiosidades
  3. Prato de R$ 24 travou obra colossal da Havan por 150 dias em Rio Grande e bloqueou investimento de cerca de R$ 100 milhões após descoberta inesperada no terreno gerar mistério, polêmica e questionamentos sobre o que realmente aconteceu
Faça um comentário 6 min de leitura

Prato de R$ 24 travou obra colossal da Havan por 150 dias em Rio Grande e bloqueou investimento de cerca de R$ 100 milhões após descoberta inesperada no terreno gerar mistério, polêmica e questionamentos sobre o que realmente aconteceu

Imagem de perfil do autor Alisson Ficher
Escrito por Alisson Ficher Publicado em 02/05/2026 às 15:47
Prato de R$ 24 teria travado obra da Havan por 150 dias no RS e atrasado investimento milionário após suspeita de artefato histórico.
Prato de R$ 24 teria travado obra da Havan por 150 dias no RS e atrasado investimento milionário após suspeita de artefato histórico.
Seja o primeiro a reagir!
Reagir ao artigo
Prefira o CPG no Google

Episódio envolvendo peça simples interrompeu obra milionária por meses no sul do país, mobilizou órgãos de patrimônio e reacendeu debate sobre burocracia em grandes empreendimentos privados, após suspeita de artefato histórico atrasar cronograma e elevar custos operacionais.

Um prato de cerâmica avaliado em cerca de R$ 24 teria paralisado por 150 dias a obra de uma unidade da Havan em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, segundo relato feito pelo empresário Luciano Hang em publicações recentes nas redes sociais.

A peça foi encontrada no terreno antes do início da construção e, conforme o empresário descreveu, acabou sendo inicialmente tratada como um possível artefato indígena, o que levou à adoção de protocolos específicos ligados à preservação histórica e cultural.

Hang afirmou que o episódio atrasou significativamente a implantação da loja na cidade e reacendeu críticas sobre o impacto da burocracia em processos de licenciamento, especialmente em projetos de grande porte que dependem de autorizações técnicas e análises institucionais.

De acordo com o empresário, a suspeita sobre a origem da peça levou à interrupção completa dos trabalhos no local até que fosse esclarecida a natureza do objeto encontrado durante a preparação do terreno para o início da obra.

“Encontraram um prato de cerâmica e acharam que era um artefato indígena. Resultado? A obra ficou parada por 150 dias. No final, descobriram que era apenas um prato comum”, disse Luciano Hang ao relembrar o caso em vídeo publicado nas redes.

Prato encontrado em obra da Havan gerou suspeita de artefato indígena

Segundo Hang, a peça foi posteriormente identificada como um produto da marca catarinense Oxford, sendo vendida inclusive no site da própria Havan por valor médio de R$ 24, o que reforçaria, segundo ele, a simplicidade do objeto encontrado.

Prato de R$ 24 teria travado obra da Havan por 150 dias no RS e atrasado investimento milionário após suspeita de artefato histórico.
Prato de R$ 24 teria travado obra da Havan por 150 dias no RS e atrasado investimento milionário após suspeita de artefato histórico.

O empresário afirmou ainda que o prato teria sido utilizado em um ritual religioso realizado anteriormente no terreno, hipótese mencionada por ele ao comentar a possível presença do item no local antes do início das atividades da empresa.

A suspeita inicial, conforme o relato apresentado por Hang, acionou procedimentos ligados à preservação patrimonial e envolveu o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o Iphan, responsável por avaliar achados que possam ter relevância arqueológica.

Não há, no entanto, confirmação pública localizada em fonte oficial do órgão que detalhe integralmente os pontos mencionados pelo empresário, especialmente em relação ao tempo exato de paralisação e à classificação inicial da peça.

O episódio ocorreu antes da construção da unidade de número 162 da rede varejista, que seria instalada em um terreno localizado na avenida Itália, nº 1573, no bairro Vila Maria, na cidade de Rio Grande.

“Atrasômetro” marcou paralisação da obra em Rio Grande

Durante o período de paralisação, Luciano Hang instalou no local uma placa que chamou de “atrasômetro”, em 31 de outubro de 2019, como forma de registrar publicamente o tempo em que a obra permaneceu interrompida.

A iniciativa foi utilizada pelo empresário para dar visibilidade ao caso e reforçar suas críticas ao que considera excesso de burocracia, destacando o impacto direto que a suspensão teve no cronograma do empreendimento.

No relato divulgado posteriormente, Hang afirmou que conseguiu demonstrar ao Iphan que a peça encontrada não se tratava de um artefato indígena, mas sim de um prato comum de fabricação industrial recente.

Após a resolução do impasse envolvendo a identificação do objeto, a construção da megaloja foi autorizada a prosseguir, permitindo a retomada das atividades no terreno onde a unidade seria instalada.

“Foram meses de trabalho interrompido por um erro que poderia ter sido resolvido com mais agilidade e bom senso”, afirmou o empresário ao comentar a demora na liberação da obra.

Investimento da Havan pode chegar a R$ 100 milhões por unidade

O valor específico aplicado na unidade de Rio Grande não foi divulgado oficialmente pela empresa nas informações públicas disponíveis, embora o próprio empresário costume mencionar estimativas relacionadas ao custo de implantação de novas lojas.

Segundo Luciano Hang, cada nova megaloja da Havan exige investimento médio de cerca de R$ 100 milhões, valor citado por ele como referência para dimensionar o impacto financeiro de paralisações prolongadas como a relatada.

A inauguração da unidade ocorreu em 29 de julho de 2021, conforme comunicado institucional divulgado pela empresa, marcando a abertura oficial da loja após o período de interrupção e posterior retomada das obras.

Na ocasião, a Havan informou que aquela era a loja de número 162 da rede no país, ampliando a presença da empresa no território nacional com mais uma unidade de grande porte.

A operação também foi apresentada como a 12ª filial da rede no Rio Grande do Sul, consolidando a expansão da empresa na região sul do Brasil com investimentos em infraestrutura e geração de empregos.

Segundo informações divulgadas pela empresa na época, a megaloja possuía cerca de 10 mil metros quadrados de área construída e gerou aproximadamente 200 vagas de trabalho diretas na cidade.

Caso reacende debate sobre burocracia em obras no Brasil

Ao relembrar o episódio, Hang associou a paralisação da obra ao que considera um excesso de burocracia no Brasil, especialmente em processos que envolvem licenciamento ambiental e análise de possíveis achados históricos.

O empresário afirmou que procedimentos considerados lentos acabam prejudicando investimentos privados e atrasando projetos que poderiam ser concluídos em prazos menores, impactando diretamente a economia local.

“O Brasil precisa urgentemente de menos burocracia e mais eficiência. Precisamos nos espelhar no que dá certo. Costumo dizer que a burocracia é a mãe da corrupção e uma das grandes responsáveis pelo atraso do nosso país”, declarou.

A fala foi utilizada por Hang para defender mudanças na forma como processos administrativos são conduzidos no país, com maior agilidade e critérios mais claros para avaliação de situações semelhantes.

No caso específico de Rio Grande, o empresário sustenta que a identificação correta da peça poderia ter ocorrido em um prazo menor, evitando a paralisação prolongada da obra.

Loja da Havan foi inaugurada após período de paralisação

A placa do “atrasômetro” foi instalada em outubro de 2019, enquanto a inauguração da loja ocorreu em julho de 2021, indicando um intervalo que incluiu tanto o período de paralisação quanto a retomada e conclusão das obras.

Esse intervalo abrangeu etapas como liberação do terreno, execução da construção e preparação da unidade para abertura ao público, conforme cronograma interno da empresa após a resolução do impasse.

A Havan confirmou, em comunicado institucional divulgado antes da inauguração, que a loja de Rio Grande seria aberta oficialmente em 29 de julho de 2021, data mantida conforme planejamento final da companhia.

O endereço informado pela rede coincide com o local citado no relato de Hang, consolidando a unidade como parte da expansão da empresa na região sul do país.

O caso voltou a ganhar repercussão após o empresário recuperar o episódio em suas redes sociais, trazendo novamente à discussão o impacto de processos administrativos em grandes obras privadas.

A narrativa passou a circular amplamente ao reunir elementos como baixo valor do objeto encontrado, alto investimento envolvido na obra e a participação de órgãos responsáveis pela preservação do patrimônio histórico nacional.

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x