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País asiático usa 1.100 peças de cobre fundidas para erguer Buda gigante de 208 metros na China, monumento colossal que nasceu como resposta simbólica à destruição dos Budas de Bamiyan pelo Talibã em 2001.

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Escrito por Valdemar Medeiros Publicado em 20/07/2026 às 10:21
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Segunda maior estátua do mundo
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Segunda maior estátua do mundo tem 128 metros, fica na China e foi erguida como um colosso de cobre após a destruição dos Budas de Bamiyan

O Buda do Templo da Primavera, também conhecido como Spring Temple Buddha ou Zhongyuan Buddha, é uma das maiores estátuas já construídas pelo ser humano. Localizado no condado de Lushan, na província de Henan, na China, o monumento representa o Buda Vairocana e tem 128 metros de altura, segundo o site dedicado ao complexo, se considerarmos o tamanho da base ela mede 208 metros.

A estátua perdeu o posto de maior do mundo em 2018, quando a Estátua da Unidade, na Índia, foi inaugurada com 182 metros, conforme registro do Guinness World Records. Mesmo assim, o Buda chinês segue entre os monumentos mais altos do planeta e impressiona não apenas pela altura, mas pela combinação de engenharia metálica, base monumental, simbolismo religioso e contexto histórico ligado à destruição dos Budas de Bamiyan, no Afeganistão.

O que é o Buda do Templo da Primavera e onde fica essa estátua colossal na China

O monumento fica na região turística de Fodushan, no condado de Lushan, no centro da China. A imagem representa Vairocana, figura de grande importância no budismo do Leste Asiático, frequentemente associada à luz, à sabedoria e à dimensão cósmica da iluminação.

O nome em inglês, Spring Temple Buddha, não se refere à estação da primavera. Ele está ligado a uma fonte termal próxima, associada ao complexo local, o que explica a palavra “spring” no sentido de nascente ou fonte natural.

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Nas proximidades também aparece o Templo Foquan, além de atrações ligadas ao conjunto turístico e religioso.

O monumento, portanto, não funciona apenas como uma estátua isolada, mas como parte de uma paisagem de peregrinação, visitação e afirmação cultural.

Altura de 128 metros colocou o Spring Temple Buddha entre as maiores estátuas do mundo

A altura mais citada para a estátua é de 128 metros. Segundo o site Spring Temple Buddha, esse valor corresponde à imagem principal, posicionada a partir da base do pedestal de lótus. É essa dimensão que costuma colocar o monumento entre as maiores estátuas do mundo.

Quando se consideram as estruturas inferiores, o conjunto fica ainda mais alto. O mesmo site informa que a estátua se apoia em dois grandes edifícios, conhecidos como Diamond Seat e Sumeru Seat, que elevam o conjunto total a cerca de 208 metros.

Essa diferença explica por que há divergências em rankings e descrições sobre o monumento. Algumas fontes consideram apenas a estátua principal; outras incluem o trono de lótus, o pedestal ou as bases arquitetônicas construídas abaixo da imagem.

Estátua da Unidade superou o Buda chinês em 2018

Durante anos, o Buda do Templo da Primavera apareceu como a maior estátua do mundo. Esse posto mudou em 31 de outubro de 2018, quando a Estátua da Unidade, em Gujarat, na Índia, foi consagrada com 182 metros de altura.

Segundo o Guinness World Records, a Estátua da Unidade é hoje a mais alta do mundo. Ela representa Sardar Vallabhbhai Patel, liderança política indiana, e ultrapassou o monumento chinês no ranking global de estátuas.

Segunda maior estátua do mundo
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Com isso, o Spring Temple Buddha passou a ocupar posição inferior no ranking mundial, mas continua sendo uma obra de escala excepcional. A estátua chinesa permanece como um dos maiores monumentos religiosos do planeta e uma das imagens budistas mais monumentais já erguidas.

Cobre, aço e ouro deram forma à imagem monumental do Buda Vairocana

A escala material do monumento ajuda a explicar seu impacto visual. Segundo o site Spring Temple Buddha, a estátua foi feita com aproximadamente 108 kg de ouro, 3.300 toneladas de liga de cobre e 15 mil toneladas de aço.

Esses números mostram que a obra não dependeu apenas de escultura tradicional. Ela exigiu uma solução industrial, com estrutura interna robusta e revestimento metálico capaz de formar a imagem monumental visível à distância.

A combinação entre aço estrutural e liga de cobre permitiu criar uma superfície metálica imponente, ao mesmo tempo sustentada por uma engenharia interna compatível com a escala da estátua. O resultado é uma imagem religiosa construída com técnicas modernas de grande obra.

Um monumento religioso que transformou a própria montanha em pedestal

Um dos detalhes mais marcantes do conjunto está abaixo da estátua. O Spring Temple Buddha não se apoia apenas sobre uma base simples, mas sobre estruturas monumentais que fazem a colina funcionar como parte da composição arquitetônica.

Segundo o site Spring Temple Buddha, depois da conclusão da imagem principal, foram anunciados planos para construir o Diamond Seat e o Sumeru Seat, literalmente remodelando a colina onde a estátua se ergue.

Essa decisão ampliou a verticalidade do conjunto e mudou a leitura do monumento. A montanha deixou de ser apenas o terreno da obra e passou a atuar como extensão simbólica e arquitetônica do próprio Buda.

Dois grandes lances de escada reforçam a escala física do complexo

A experiência de visitação também ajuda a traduzir o tamanho da obra. Segundo o site dedicado ao complexo, o acesso envolve dois grandes lances de escada, cada um com 365 degraus, além de escadas adicionais dentro do edifício inferior.

No total, o visitante pode subir mais de mil degraus para chegar às áreas superiores do conjunto. Essa travessia física reforça a sensação de monumentalidade e transforma o caminho até a estátua em parte da experiência simbólica.

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O mesmo site informa que visitantes podem chegar muito perto da imagem e tocar os pés do Buda mediante acesso específico. Esse detalhe ajuda a dar proporção humana a uma estátua cuja altura supera facilmente a de muitos edifícios residenciais.

Destruição dos Budas de Bamiyan deu força simbólica ao projeto chinês

A dimensão histórica do Buda do Templo da Primavera ganhou peso adicional após a destruição dos Budas de Bamiyan, no Afeganistão.

Segundo a UNESCO, as duas estátuas monumentais de Bamiyan foram destruídas pelo Talibã em março de 2001, em um episódio que abalou o mundo e se tornou símbolo de ataque deliberado ao patrimônio cultural.

O site Spring Temple Buddha afirma que a construção do monumento chinês foi anunciada depois da destruição dos Budas de Bamiyan. Essa associação fez com que a estátua de Henan fosse interpretada também como uma resposta simbólica à perda de um dos conjuntos budistas mais importantes da Ásia Central.

Investimento milionário transformou a estátua em aposta turística e religiosa

O Buda do Templo da Primavera também deve ser lido como uma grande aposta turística. Segundo o site dedicado ao complexo, o projeto envolveu custo total estimado em cerca de US$ 55 milhões, dos quais aproximadamente US$ 18 milhões teriam sido destinados especificamente à estátua.

A proposta combinava devoção religiosa, desenvolvimento regional e atração de visitantes para uma área menos conhecida da província de Henan. Monumentos colossais desse tipo costumam funcionar como âncoras turísticas, capazes de gerar fluxo para templos, hotéis, comércio e transporte local.

Ao mesmo tempo, obras desse porte quase sempre provocam debate sobre prioridade de investimento. O caso chinês segue a lógica de outros grandes monumentos asiáticos: unir identidade cultural, turismo religioso e infraestrutura de visitação em torno de uma imagem de enorme apelo visual.

Buda do Templo da Primavera continua entre os maiores monumentos religiosos do planeta

Mesmo após ser superado pela Estátua da Unidade, o Spring Temple Buddha permanece como um dos maiores monumentos religiosos já construídos. Sua escala, seus materiais e sua localização fazem dele uma obra singular dentro da paisagem budista contemporânea.

A força da estátua não está apenas na altura de 128 metros, mas no conjunto formado por base, colina, escadarias, templo e narrativa histórica.

O monumento combina engenharia moderna com uma iconografia religiosa milenar, criando uma imagem de grande impacto cultural.

No fim, o Buda do Templo da Primavera não impressiona apenas porque é gigantesco. Ele reúne cobre, aço, ouro, montanha remodelada, simbolismo budista e memória de destruição patrimonial, formando uma das histórias mais marcantes entre as maiores estátuas do mundo.

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Valdemar Medeiros

Formado em Jornalismo e Marketing, é autor de mais de 20 mil artigos que já alcançaram milhões de leitores no Brasil e no exterior. Já escreveu para marcas e veículos como 99, Natura, O Boticário, CPG – Click Petróleo e Gás, Agência Raccon e outros. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras (empregabilidade e cursos), Economia e outros temas. Contato e sugestões de pauta: valdemarmedeiros4@gmail.com. Não aceitamos currículos!

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