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Plataformas de petróleo que seriam desmontadas no mar podem virar centros de hidrogênio verde, turismo e pesquisa: projeto no Senado prevê até seis meses para encontrar interessados antes da desativação

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Escrito por Felipe Alves da Silva Publicado em 31/10/2026 às 14:12 Atualizado em 31/10/2026 às 14:13
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Plataforma de petróleo desativada adaptada para hidrogênio verde e energia eólica offshore.
Projeto em análise no Senado prevê o reaproveitamento de plataformas de petróleo desativadas para novas atividades econômicas, incluindo hidrogênio verde e energia renovável.
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Proposta apresentada no Senado pretende transformar instalações offshore que chegaram ao fim da vida útil em estruturas para novas atividades econômicas, com avaliação técnica, licenciamento ambiental e autorização de órgãos reguladores.

As plataformas de petróleo desativadas no Brasil poderão ganhar uma segunda vida no mar. Estruturas que antes extraíam óleo e gás poderão abrigar centros de hidrogênio verde, pesquisas oceânicas, projetos turísticos e instalações de energia renovável, caso avance uma proposta em análise no Senado Federal.

O Projeto de Lei 5.028/2026, apresentado pelo senador Davi Alcolumbre (União-AP), pretende criar regras para reaproveitar essas instalações antes que sejam definitivamente removidas.

Segundo a Agência Senado, em reportagem publicada em 29 de outubro, a iniciativa busca transformar estruturas que representam custos elevados de desativação em ativos capazes de gerar novas oportunidades econômicas.

Plataformas poderão produzir hidrogênio verde e apoiar parques eólicos

O projeto prevê diferentes possibilidades para instalações que encerraram suas atividades petrolíferas.

Entre elas estão centros de hidrogênio verde, apoio a parques eólicos offshore, laboratórios de pesquisa marinha, atividades de pesca, aquicultura, turismo e armazenamento de carbono.

Também está prevista a utilização para segurança da navegação e defesa nacional.

A mudança representa uma alternativa ao descomissionamento tradicional, processo que envolve o encerramento das operações e a destinação das estruturas utilizadas na produção de petróleo e gás.

Uma plataforma que perdeu sua função original poderá continuar economicamente útil, desde que apresente condições técnicas e ambientais para receber outra atividade.

Empresas terão até seis meses para apresentar propostas

Antes da desativação definitiva, o texto prevê a abertura de um procedimento público de até seis meses para identificar interessados no reaproveitamento.

Empresas, centros de pesquisa, estados e órgãos federais poderão apresentar projetos por meio de uma Proposta de Manifestação de Interesse (PMI).

Os estudos deverão considerar a integridade da instalação, os custos, as necessidades logísticas e a viabilidade da nova atividade.

O reaproveitamento também dependerá de licenciamento ambiental e de aprovação da Autoridade Marítima e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Projeto ainda depende de aprovação no Congresso

Na justificativa, Davi Alcolumbre argumenta que dezenas de instalações petrolíferas brasileiras chegarão ao fim da vida útil nos próximos anos.

A proposta busca evitar o desperdício de infraestrutura e estimular novos investimentos ligados à economia marítima.

Conforme a tramitação oficial do Senado, o PL 5.028/2026 foi apresentado em 12 de agosto e, até 31 de outubro, aguardava despacho para análise legislativa.

A aprovação poderá abrir uma nova frente de negócios para a indústria offshore brasileira. O desafio será determinar quais plataformas ainda possuem condições de operação e se os custos de adaptação compensam a construção de novas instalações.

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Felipe Alves da Silva

Sou Felipe Alves, com experiência na produção de conteúdo sobre segurança nacional, geopolítica, tecnologia e temas estratégicos que impactam diretamente o cenário contemporâneo. Ao longo da minha trajetória, busco oferecer análises claras, confiáveis e atualizadas, voltadas a especialistas, entusiastas e profissionais da área de segurança e geopolítica. Meu compromisso é contribuir para uma compreensão acessível e qualificada dos desafios e transformações no campo estratégico global. Sugestões de pauta, dúvidas ou contato institucional: fa06279@gmail.com

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