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Vaga temporária de técnico de segurança do trabalho offshore no Rio de Janeiro paga vale-alimentação de R$ 1.585 e exige inglês avançado comprovado em vídeo, com embarques a partir de dezembro

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Escrito por Bruno Teles Publicado em 31/10/2026 às 14:24 Atualizado em 31/10/2026 às 14:25
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Trabalhador de costas, de macacão laranja com faixas refletivas e capacete branco, olha a plataforma com a tocha acesa a partir do heliponto, com o mar ao fundo.
Trabalhador embarcado em plataforma de petróleo, em foto da Agência Petrobras. Foto: Agência Petrobras
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A Winner RH abriu no Gupy uma vaga de técnico de segurança do trabalho offshore com contrato inicial de 90 dias, admissão em 16 de novembro e CBSP e T-HUET válidos na lista de exigências

A Winner RH publicou no Gupy uma vaga de técnico de segurança do trabalho offshore com local de trabalho no Rio de Janeiro. A empresa de RH faz a seleção para um cliente cujo nome não aparece no anúncio. A vaga entrou no ar em 21 de outubro e seguia aberta neste sábado (31).

O contrato é temporário: 90 dias, inicialmente. A admissão está marcada para 16 de novembro de 2026 e os embarques começam a partir de 1º de dezembro. Entre a assinatura e o primeiro embarque possível, são 15 dias.

Contados da admissão, os 90 dias iniciais vão até 14 de fevereiro de 2027. A palavra “inicialmente” no anúncio deixa a porta aberta para uma extensão, mas não promete nada.

O vale-alimentação é de R$ 1.585,48. O salário não tem número: no campo, a Winner RH escreveu “Pretensão salarial”, ou seja, o candidato informa quanto quer ganhar.

O que faz o técnico de segurança do trabalho offshore nessa vaga?

O trabalho é a bordo de embarcações. A lista de atribuições começa pela papelada. O técnico de segurança do trabalho fiscaliza e confere a documentação do Sistema de Gestão de Segurança das embarcações. E ajuda a liderança de bordo a usar esse sistema no dia a dia.

Depois vem o convés. Ali, o técnico de segurança do trabalho mapeia riscos à saúde, ao meio ambiente e à segurança. Avalia os locais de trabalho e acompanha as atividades perigosas. Também orienta a tripulação sobre o uso dos EPIs e controla a entrega dos equipamentos a bordo.

Também entra na rotina:

  • treinar e conscientizar as tripulações em Saúde, Meio Ambiente e Segurança (SMS);
  • apoiar investigações de acidentes a bordo e reportar as ocorrências;
  • inspecionar as embarcações e acompanhar as inspeções das equipes de SMS dos clientes e de agências externas;
  • acompanhar auditorias internas e externas e vigiar os prazos de vencimento;
  • receber e guardar os registros da documentação ambiental das embarcações.

O anúncio cita ainda o apoio ao comandante na validade de documentos legais como PPRA, PCMSO e ASO. Aqui cabe um aviso para quem vai para a entrevista: o PPRA saiu de cena. O guia de perguntas e respostas do Ministério do Trabalho sobre a NR-01 é direto. Desde 3 de janeiro de 2022, a empresa não pode manter o PPRA no lugar do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).

A diferença não é só de nome. O PPRA olhava os riscos ambientais: agentes físicos, químicos e biológicos. O PGR vai além e inclui os perigos ergonômicos, mecânicos e de acidentes. Pela página do Ministério do Trabalho sobre o programa, ele junta o inventário de riscos e um plano de ação.

Na parte técnica, a vaga pede formação técnica em Segurança do Trabalho e pacote Office em nível intermediário. Pede ainda conhecimento aprofundado das normas ISO 9001:2015, ISO 14001:2015 e ISO 45001:2018. E do Código ISM, a regra internacional de gestão da segurança de navios.

Quais cursos a vaga exige: CBSP, T-HUET, CA-EBS e MCIA?

Dois cursos são obrigatórios e precisam estar válidos: CBSP e T-HUET. Outros dois aparecem como desejáveis: CA-EBS e MCIA. A tabela resume cada sigla.

Embarcação de apoio offshore vermelha atracada em porto, com casario branco e antenas no alto.
Embarcação de apoio Mr. Chafic, do tipo AHTS, afretada pela Petrobras à Bram Offshore. Foto: Bram Offshore (Agência Petrobras)
CursoO que éSituação na vaga
CBSPCurso Básico de Segurança de Plataformaexigido, válido
T-HUETescape de helicóptero que cai no marexigido, válido
CA-EBSuso do equipamento de respiração de emergência para sair do helicópterodesejável
MCIAManobra e Combate a Incêndio de Aviação, no helipontodesejável
A tabela resume cada sigla.

O CBSP, pela ficha do curso no Instituto de Ciências Náuticas, qualifica quem vai trabalhar a bordo de unidades offshore. São 40 horas-aula, com módulos de segurança pessoal, primeiros socorros, combate a incêndio, técnicas de sobrevivência e proteção.

O T-HUET é o treino da piscina. Na ficha do T-HUET, o aluno faz três saídas de um simulador submerso de cabeça para baixo, em 8 horas de curso.

O CA-EBS conversa com o T-HUET. Pela ficha do treinamento EBS Categoria A, o aluno aprende a usar o sistema respiratório de emergência. É o ar que ajuda a sair de um helicóptero na água.

Já o MCIA forma a equipe que trabalha no helideque. O curso de Manobra e Combate a Incêndio de Aviação habilita o profissional para a operação com helicópteros em plataformas e embarcações. Ele pode atuar como agente de lançamento e pouso ou como bombeiro de aviação.

Para o técnico de segurança do trabalho, os dois desejáveis não são condição para se inscrever. Mas, numa disputa entre candidatos com CBSP e T-HUET em dia, quem já tem CA-EBS e MCIA chega na frente.

Por que o inglês avançado precisa ser provado em vídeo?

A Winner RH escreveu no anúncio que o inglês avançado é imprescindível. E foi além: “Será obrigatório anexar um vídeo em inglês como evidência da proficiência do candidato no processo seletivo.”

Navio-sonda de casco vermelho em alto-mar, com torre de perfuração e heliponto na proa, sob céu azul.
Navio-sonda NS-42 (ODN II), afretado pela Petrobras, em foto divulgada pela Foresea. Foto: Divulgação/Foresea (Agência Petrobras)

Não basta marcar “avançado” no currículo do Gupy. O vídeo é a prova, e quem não mandar fica fora. O processo tem uma etapa chamada vídeo entrevista, a terceira das seis.

Para gravar, vale o básico: lugar silencioso, celular parado, rosto e voz claros. No conteúdo, mostre em inglês o que a vaga cobra. Fale da sua experiência como técnico de segurança do trabalho offshore e dos cursos de embarque válidos. E conte uma inspeção, um treinamento ou uma investigação de acidente que você já conduziu.

Quanto paga a vaga e quais são os benefícios?

O número fixo do anúncio é o vale-alimentação de R$ 1.585,48. O salário fica em aberto, pela pretensão salarial que o candidato informa. O pacote listado pela Winner RH:

  • plano de saúde Bradesco, com acomodação em quarto e coparticipação de 20% em consultas e exames simples;
  • plano odontológico Bradesco, com opção de upgrade;
  • vale-alimentação de R$ 1.585,48;
  • previdência privada Brasilprev, com match de 5% da empresa;
  • ajuda de locomoção;
  • seguro de vida Icatu;
  • plataformas de saúde mental Bio e Telavita;
  • Wellhub.

A coparticipação quer dizer que o trabalhador paga uma parte de cada consulta ou exame simples que usar, no caso 20%.

Como se candidatar à vaga no Gupy, passo a passo?

A inscrição é toda pela internet:

  1. Abra a página da vaga da Winner RH no Gupy.
  2. Clique em “Candidatar-se”.
  3. Entre com a sua conta Gupy ou faça o cadastro.
  4. Deixe no currículo, à vista, o CBSP e o T-HUET válidos, e o CA-EBS e o MCIA se tiver.
  5. Grave e anexe o vídeo em inglês pedido no anúncio.
  6. Acompanhe as etapas pelo próprio Gupy.

Depois do cadastro, o caminho tem triagem, vídeo entrevista, entrevista com o RH, entrevista com o cliente e contratação.

Pelos dados da página, o anúncio expira em 16 de novembro, a mesma data marcada para a admissão. Quem tem o perfil não deve deixar para a última semana: com admissão e prazo no mesmo dia, a seleção tende a correr antes.

A Winner RH se apresenta como consultoria de recrutamento e seleção com 15 anos de mercado. Tem presença no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Minas Gerais e trabalha também com contratação de temporários.

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Bruno Teles

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